O presidente do Atlético, Adson Batista, afirmou que está confiante em um parecer favorável do Comitê de Operações de Emergência (COE) ao pedido dos clubes de retorno aos treinamentos. O colegiado se reúne nesta quarta-feira (27) e analisará a requisição.
Segundo o mandatário rubro-negro, a reunião de terça-feira (26), com o governador Ronaldo Caiado, foi positiva na medida em que os clubes puderam expor seus pontos e ouvir posições contrárias. A avaliação de Adson é que deve haver um aval do COE.
– Estou confiante porque o governador tem a palavra final. Ele é médico, uma pessoa sensata e conversou com outras pessoas que defendem o mesmo pensamento meu, como é o caso do Landim (Rodolfo, presidente do Flamengo). Vejo que tiveram muitas opiniões positivas, pessoas que defenderam opiniões contrárias e cada um tem sua opinião. Eu quero a volta dos treinamentos, não estamos discutindo a volta dos jogos porque isso é mais para frente. Temos que respeitar as pessoas que pensam diferente – disse em entrevista à Rádio Sagres.
Sobre o embate de posições com Marcelo Almeida, presidente do rival Goiás, Adson contemporizou. O mandatário do Atlético afirmou que expôs sua posição, que é diferente da apresentada pelo dirigente do Verdão.
– Eu defendo o Atlético, ele defende o Goiás. Ele pensa diferente de mim e eu tenho que defender. O Marcelo estava buscando colocar uma convergência na opinião dele e eu não posso aceitar. Foi uma situação até acalorada, mas faz parte da democracia. Não vou levar mágoa para lugar nenhum, só quero respeito ao Atlético e a minha pessoa, porque vou respeitar o Goiás e a pessoa dele – afirmou.
O presidente do Goiás, Marcelo Almeida, afirma que o clube é favorável ao retorno dos treinamentos, desde que haja amparo do poder público para a retomada. O mandatário esmeraldino protagonizou, em reunião na última terça-feira (26), um embate com o presidente do Atlético, Adson Batista, a respeito do tema.
O dirigente atleticano é quem mais encampou a luta pela volta das atividades nos centros de treinamento dos clubes. Enquanto Marcelo Almeida defendeu um retorno somente com autorização, para evitar responsabilização dos clubes, Adson disse que a retomada deve ocorrer e que ele será responsável caso alguém se contamine no Dragão.
– O Goiás quer voltar sim aos treinamentos. Porém eu, Marcelo Almeida, que talvez tenha uma atitude mais de médico do que dirigente, e nesse momento pesa muito mais minha posição de médico, é que tenho que ter uma autorização formal das autoridades sanitárias. É uma tema de muita responsabilidade e temos que ter um respaldo das autoridades governamentais – afirmou em entrevista à Rádio Sagres.
Conforme o presidente esmeraldino, logo que houver autorização formal das autoridades, o clube retomará as atividades. Porém, caso a decisão do Comitê de Operações de Emergência no Combate ao Novo Coronavírus (COE) seja desfavorável ao retorno, tudo seguirá em home office.
– O Goiás estará de prontidão para voltar a treinar e podem ter certeza que vamos seguir à risca o protocolo que temos em mão. Agora, se as autoridades entenderem que não podemos voltar a treinar, respeitaremos, até porque atuamos com muita responsabilidade – disse.
Governador participou de reunião com os dirigentes dos clubes de Goiânia. (Foto: Octacílio Queiroz/Divulgação Governo de Goiás)
Após reunião com os presidentes de Atlético, Goiás, Goiânia e Vila Nova na tarde desta terça-feira (26), o governador Ronaldo Caiado informou que a decisão sobre a permissão para os clubes retornarem ou não aos treinamentos ficará com o Comitê de Operações de Emergências em Saúde para o Novo Coronavírus (COE).
O colegiado se reunirá na quarta-feira (27) e ouvirá o médico de um dos clubes que seja favorável à retomada das atividades. A intenção é que haja um contraponto com especialistas que defendem a continuidade da proibição.
Durante a reunião por videoconferência, Marcelo Almeida e Adson Batista mostraram divergências a respeito do tema. Primeiro a falar, o dirigente esmeraldino disse que só é favorável ao retorno das atividades caso haja suporte do governo estadual. Sem o amparo de autoridades, Almeida se posicionou contra a volta.
– Não vejo segurança legal para os clubes e para os atletas retornarem aos treinos. Os números de infectados continuam aumentando. E sem uma posição legal, que garanta um protocolo rígido, não vejo como voltar. Poderíamos ser responsabilizados pelos problemas que aparecessem. Teríamos repercussões negativas nacionais e internacionais – afirmou.
Adson interrompeu o presidente do Goiás e citou a reabertura de igrejas e academias para defender a volta aos treinos. O mandatário rubro-negro pediu ainda que se respeite as liberdades individuais e garantiu que os protocolos de saúde elaborados pelo clube são rigorosos e podem garantir a segurança de todos.
– Os profissionais precisam voltar, tenho opinião divergente. Marcelo fala pelo clube dele. Os protocolos que assumimos garantem total tranquilidade pra isso. Temos condições de garantir a saúde dos jogadores. É preciso respeitar o princípio da liberdade individual. Se as igrejas e as academias já voltaram, temos que enfrentar de frente. Adquirimos equipamentos, medidores de temperatura. Jogadores estão perdendo massa muscular, com treinos paliativos. O Atlético pensa assim – disse.
Por sua vez, o presidente do Vila Nova, Hugo Jorge Bravo, defendeu que é preciso discutir o retorno e que cada clube deveria voltar de acordo com sua realidade. Alexandre Godói, dirigente do Goiânia, afirmou que não tem interesse de voltar aos treinamentos enquanto não houver definição sobre o calendário de competições.
Sem previsão de jogos
O presidente da Federação Goiana de Futebol (FGF), André Pitta, disse que não há nenhuma previsão de retorno das competições. Ele, porém, ponderou que isso não interfere na volta dos clubes aos treinamentos. O presidente do Sindicato dos Árbitros de Futebol de Goiás (Safego), Luciano Joka, também foi contrário, assim como presidente do Sindicato dos Atletas Profissionais de Goiás (Sinapego), Marçal Filho.
O governador Ronaldo Caiado citou o vídeo de jogadores do Atlético treinando no CT Urias Magalhães nesta terça e disse que o que foi visto não atende os protocolos que lhe foram enviados. “Não adianta ter protocolos que não são seguidos”, afirmou. O secretário de Saúde, Ismael Alexandrino, destacou que não é possível liberar treinos com bola, mas ressaltou que o COE vai avaliar liberações com regras, pensando na saúde individual do atleta. O procurador-geral de Justiça de Goiás, Aylton Vechi, considerou precipitado o retorno dos treinos de futebol.
Desde a primeira edição, em 1944, o Campeonato Goiano teve diversas goleadas, de três até 14 gols de diferença, que fizeram alegria de diversos torcedores de diferentes equipes na história da competição.
Em uma matéria especial, o Esporte Goiano, com base em pesquisas no site da FGF, Campeões do Futebol e Sport Soccer Statistics Foundation, além do apoio fundamental do site Futebol de Goyaz com o jornalista Gerliézer Paulo, levantamos as goleadas mais acachapantes na história do Campeonato Estadual.
Como critério de escolha, e para facilitar o levantamento foram consideradas as goleadas que tiveram mais de 6 gols marcados numa partida, por um único time e com uma diferença de no mínimo 5 gols no placar final.
Sendo assim placares como Goianésia 5×1 Vila Nova em 2017, Goiás 6×1 Vila Nova em 2009, Goiás 1×5 Crac em 2011, Goiás 2×5 Anapolina, entre outras não foram lembradas, mas sempre estarão na memória do torcedor goiano.
Sendo assim, veja quais foram os times que mais golearam e quais foram os que mais sofreram duras derrotas, desde 1944 até os dias atuais.
O Atlético Clube Goianiense já aplicou em 16 oportunidades goleadas impiedosas em seus adversários. Veja a lista:
16/07/1944 = Vila Nova 0 x 11 Atlético
10/10/ 1947 = Atlético 7 x 0 Associação Bancária de Goiás
12/09/1948 = Atlético 14 x 0 Botafogo-FC (GO)
28/11/1948 = Vila Nova 1 x 10 Atlético
12/07/ 1948 = Atlético 9 x 0 Associação Bancária de Goiás
24/07/1955 = Atlético 9 x 1 Vila Nova
29/05/1955 = Atlético 7 x 1 São Luís
13/05/1956 = Atlético 7 x 1 Vila Nova
09/07/1959 = Atlético 7 x 1 Goianás
08/06/1957 = Atlético 8 x 0 São Luiz (GO)
28/05/1969 = Atlético 8 x 2 Inhumas
21/05/1975 = Atlético 8 x 0 Inhumas
15/10/1978 = Santa Helena 0 x 7 Atlético
17/02/2008 = Anapolina 2 x 7 Atlético
03/03/2010 = Atlético 8 x 1 Canedense
28/04/2012 = Atlético 8 x 0 CRAC
Terceiro maior campeão da competição, o Galo por sua vez aplicou em 19 oportunidades, sonoras goleadas em seus adversários. Veja:
20/08/1944 = Campinas 1 x 8 Goiânia
01/08/1948 = Goiânia 9 x 0 Botafogo-FC (GO)
05/12/1948 = Botafogo-FC (GO) 0 x 8 Goiânia
22/05/1949 = Botafogo-FC (GO) 0 x 9 Goiânia
12/08/1951 = Goiânia 13 x 0 Botafogo-FC (GO)
11/04/1953 = Goiânia 10 x 0 Botafogo-FC (GO)
29/08/ 1953 = Goiânia 7 x 0 Ipiranga
21/06/ 1953 = Goiânia 7 x 0 Anápolis
25/09/1955 = Nova Vila 0 x 9 Goiânia
04/08/1956 = Vila Nova 3 x 10 Goiânia
10/02/1957 = Goiânia 9 x 1 Nova Vila-FC
29/06/1957 = São Luis-FC 1 x 8 Goiânia
23/11/1957 = Goiânia 7 x 1 São Luís
18/09/1959 = Goiânia 10 x 0 Santa Rita-EC
26/03/1960 = Campineira 1 x 9 Goiânia
18/08/ 1970 = Goiânia 7 x 0 América
04/10/1972 = Goiânia 7 x 2 Inhumas
09/03/1969 = Goiânia 8 x 3 Anapolina
20/05/ 1993 = Goiânia 7 x 2 Itumbiara
Maior campeão da competição com 28 títulos, o Goiás goleou os seus adversários, dentro dos critérios analisados, em 16 oportunidades, são elas:
23/07/1944 = Goiás 9 x 1 Campinas
26/10/1947 = Goiás 9 x 0 Associação Bancária de Goiás
16/05/1948 = Goiás 8 x 0 Associação Bancária de Goiás
26/09/1948 = Botafogo-FC 0 x 10 Goiás
02/10/1955 = São Luis-FC 1 x 9 Goiás
12/08/1956 = Goiás 10 x 3 São Paulo (GO)
25/05/1957 = Goiás 11 x 0 São Luiz-FC
13/06/1959 = Goiás 7 x 1 Sírio Libanês
16/08/1978 = Goiás 8 x 1 Santa Helena
11/05/1988 = Goiás 12 x 0 Jataiense
27/11/1991 = Goias 10 x 1 Anápolis
31/03/1993 = Goiás 7 x 0 Ceres
09/06/2002 = Goiás 7 x 2 Goiânia
16/02/2003 = Goiás 7 x 2 Goiatuba
09/03/2003 = Goiás 7 x 1 Real Clube
25/02/2013 = Goiás 7 x 0 Rio Verde
O Vila Nova segundo maior vencedor do torneio, aplicou cinco goleadas em sua campanha durante todas as edições do campeonato goiano, foram elas:
19/10/1978 = Vila Nova 7 x 0 Santa Helena
22/04/1982 = Vila Nova 9 x 2 Goiatuba EC
28/02/1999 = Vila Nova 10 x 0 Itumbiara EC
21/03/2004 = Real Clube 1 x 8 Vila Nova
09/03/2008 = Vila Nova 7 x 0 Anapolina
A Xata humilhou os seus adversários em duas oportunidades, segundo os critérios adotados nessa pesquisa, que foram mais de 6 gols com diferença de placar de no mínimo 5 gols:
19/08/1967 = Goiânia 1 x 7 Anapolina
27/06/2000 = Anapolina 7 x 0 A.A Rioverdense
Muito tempo longe da primeira divisão estadual o Ceres Esporte Clube aplicou uma sonora goleada para cima da Anapolina:
27/07/1969 = Ceres EC 8 x 0 Anapolina
Campeão em 1992 o Goiatuba massacrou a Jataiense:
17/06/1979 = Goiatuba EC 8 x 0 AE Jataiense
O Esporte Clube Goianás, de Nova Veneza, atualmente sem disputar competições do Estado, já aplicou uma sonora goleada:
27/07/1957 =São Paulo-FC (GO) 1 x 14 EC Goianás
O único bicampeão estadual, o leão do sul já massacrou a Aparecidense em 1997.
04/05/1997 = CRAC 8 x 0 Aparecidense
O Atlético Clube Ipiranga, de Anápolis, que não tem mais atividades no profissional do estado, massacrou o Santa Helena:
13/09/1978 = Ipiranga AC (Anapolis) 10 x 1 Santa Helena
Minaçu Esporte Clube calou o estádio Antônio Accioly, numa vitória arrasadora para cima do Atlético, sendo a maior derrota do Dragão em seus domínios, e a maior vitória do Minaçu no Goianão:
28/05/2000 = Atlético 0 x 8 Minaçu
O Inhumas que há muito tempo não disputa a elite do Goianão, humilhou o Vila Nova:
06/07/1947 = Inhumas 7 x 0 Vila Nova
Forte nas categorias de base do estado o São Luiz, já goleou o Vila Nova:
06/01/1955 = Vila Nova 1 x 8 São Luiz
Primeiro campeão goiano do interior o Anápolis massacrou o São Luiz de Montes Belos:
A Copa Goiânia é a principal competição do basquete goiano no primeiro semestre e, comumente, começa em abril ou maio. Em 2020, porém, a crise sanitária inviabiliza a realização da competição em seu período habitual. Nem por isso a Federação Goiana de Basquete (FGB) desistiu de promovê-la.
Com o calendário apertado, uma solução estudada pela FGB é adotar o formato eliminatório, o que poderia fazer a competição terminar em cerca de um mês. “A gente pode fazê-la mais resumida, para não passar em branco. Podemos fazer jogos eliminatórios, de ida e volta, para não ter muitos jogos. O tempo é curto”, afirmou o vice-presidente da entidade, Fernando Duran.
A FGB trabalha com a hipótese de iniciar a competição em agosto, com aval das autoridades de saúde e a liberação das quadras para prática esportiva. “Esperamos que esteja tudo ok com relação a liberação de ginásios. Trabalharemos em cima disso”, pontuou Duran. O Campeonato Goiano, se tudo correr como esperado, manteria início para setembro.
De acordo com a FGB, oito equipes já haviam formalizado pedido de inscrição na Copa Goiânia 2020. Entre elas, seis confirmaram participação. São elas, o Vultures, de Anápolis, Clube de Engenharia, AEGB, Goiás, Novo Horizonte e Fonte Nova, todos da capital.
Oswaldo Fumiero Alvarez, de 63 anos, conhecido no mundo do futebol como Vadão, faleceu no início da tarde desta segunda-feira (25), na cidade de São Paulo, decorrente de complicações relacionadas a um câncer no fígado.
O treinador com passagens por Goiás, São Paulo, Corinthians e Seleção Brasileira Feminina foi diagnosticado com a doença em dezembro de 2019. Desde então, estava realizando tratamento via quimioterapia e radioterapia. No entanto, o quadro de Vadão era considerado grave e ele acabou não resistindo ao tratamento médico.
Vadão | ⭐1956 ✝️2020
⚫️ O Goiás Esporte Clube lamenta profundamente o falecimento do ex-técnico esmeraldino Vadão, com passagem pelo Goiás em 2008. Desejamos força aos amigos e familiares.
— Goiás Esporte Clube (de 🏡) (@goiasoficial) May 25, 2020
Vadão trabalhou no Goiás em 2008, nas seis primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro. O treinador chegou à Serrinha a convite de Artur Neto, que era o diretor de futebol esmeraldino. Em seis partidas à frente do Verdão foram 3 empates e 3 derrotas, a última partida no comando técnico foi no revés sofrido para o Grêmio, por 3 a 0, no Serra Dourada.
Na Seleção Brasileira de Futebol Feminino, Vadão teve duas passagens, totalizando quatro anos e quatro meses de trabalho. O técnico foi importante peça na reestruturação da equipe feminina ao liderar um trabalho que culminou no quarto lugar nos Jogos Olímpicos Rio 2016. Além da conquista de duas Copas Américas, em 2014 e 2018, e a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Toronto 2015. Também liderou a Canarinho em duas Copas do Mundo, no Canadá em 2015 e França 2019.
Sem futebol há mais de dois meses, em virtude da pandemia da Covid-19, os times de futebol apelaram para jogos virtuais, reprises de partidas históricas e as lives. Como resultado, a crise atual realçou a importância das mídias sociais como instrumento de comunicação e relacionamento dos clubes com os torcedores.
Para entender melhor o cenário do uso das redes sociais pelos times de futebol, nesse período de isolamento social e paralisação dos campeonatos; o Esporte Goiano entrou em contato com o especialista em Marketing Esportivo: Michael Martins e com o Departamento de Marketing e Comunicação do Atlético, Goiás e Vila Nova. O time do Goiânia não foi consultado, pois o mesmo não utilizou as suas redes sociais desde a paralisação do Campeonato Goiano.
O marketing esportivo é ação que utiliza as características fundamentais do marketing, somadas aos principais ingredientes do esporte: paixão, competição e emoção. De acordo com Michael: “é a ação de marketing que se apropria do esporte, atleta, marca ou clube, como ferramenta de comunicação, promoção e venda de algum produto ou serviço”.
Foto: Acervo pessoal Michael Martins
O mercado não tem como fechar os olhos ao crescimento do marketing esportivo. E no futebol brasileiro não poderia ser diferente, como aponta o especialista.
“O cenário do marketing esportivo em nosso país tem melhorado bastante, ano após ano. Nós brasileiros, estamos distantes do cenário estadunidense e europeu, que são referências no assunto, mas tratando-se do futebol, os clubes e instituições esportivas estão se profissionalizando no segmento, contratando cada vez mais profissionais competentes no âmbito de comunicação e marketing, e gerando conteúdo de qualidade”, avalia.
Coronavírus: perda de patrocínio e ativação de marca
Com a bola parada devido a pandemia do coronavírus, os times estão se reinventando para amenizar a perda de receitas e manter sua marca no mercado por meio das redes sociais. Segundo, Michael Martins uma alternativa para os clubes manterem as parcerias com seus patrocinadores, é a ativação da marca através das redes sociais, em todos os conteúdos elaborados pela equipe para seus torcedores.
“Se em um cenário normal, o conteúdo gerado nas redes sociais é feito com qualidade e de forma contínua para o torcedor. Com a ausência dos jogos e competições, o setor de comunicação e marketing de cada clube deve se reinventar, através de estratégias que fidelizem o seu torcedor. Criatividade é a palavra!”, afirma o especialista.
O profissional ainda salientou que este período de paralisação do futebol, desporto que faz parte do cotidiano de muitos brasileiros, tem demonstrado que existem outras formas de engajamento do torcedor, por meio “do resgate das glórias da equipe, das histórias e casos importantes, entrevistas via web com jogadores e profissionais, a fim de fidelizar o seu público, ou seja, os seus torcedores”, pontua Michael Martins.
Os times goianos nas redes sociais
Atlético, Goiás e Vila Nova são as únicas equipes da região centro-oeste que figuram no levantamento mensal, do Ibope Repucom, de análise do desenvolvimento das bases digitais dos 50 clubes com o maior número de seguidores do país.
As informações coletadas pelo Instituto levam em consideração, apenas as contagens oficiais das plataformas das agremiações esportivas (Facebook – curtidas da página, Twitter – seguidores, Instagram – seguidores e YouTube – inscritos no canal).
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Foto: Divulgação IBOPE Repucom
Foto: Divulgação IBOPE Repucom
Foto: Divulgação IBOPE Repucom
Foto: Divulgação IBOPE Repucom
Foto: Divulgação IBOPE Repucom
Os resultados apresentados pelo Ibope apontam que, no período dezembro de 2019 à abril de 2020, os perfis do Dragão tiveram um aumento de 5,24% de seguidores; já o Esmeraldino teve um aumento de 3,11% de seguidores em suas mídias; enquanto o Tigrão teve um acréscimo de 2,71% em seus canais.
Considerando o número total de seguidores nas redes sociais (Facebook, Twitter, Instagram e YouTube), o Goiás é o único clube que ultrapassa a marca de um milhão de inscritos. A nível nacional, as equipes goianas estão em: 21º (Goiás), 40º (Vila Nova) e 47º (Atlético) na lista que conta com 50 times.
Fonte: IBOPE; Arte: Ildeu Iussef/EG
Diante desse cenário surge o questionamento: como os times goianos estão mantendo o engajamento em suas redes sociais durante esse período de paralisação das atividades?
Atlético
De acordo com o Departamento de Marketing e Comunicação do Dragão, no primeiro momento, o clube definiu quais seriam as estratégias de engajamento para o Instagram, Facebook e Twitter visando o mês de abril, no qual o Atlético comemorou os 83 anos de sua fundação.
No mês de abril, o Atlético focou na realização de lives semanais no perfil do time principal e das categorias de base, na retrospectiva de jogos históricos e das principais conquistas do clube nos últimos 15 anos, sempre se utilizando da influência do Instagram nas outras plataformas (Facebook e Twitter).
Já no canal do YouTube, onde normalmente eram postados os bastidores das partidas e as coletivas, o clube passou a disponibilizar as lives realizadas no Instagram, no prazo de até 48h na plataforma, a fim de que os torcedores pudessem ficar por dentro do que aconteceu e foi falado. Além disso, foram produzidos alguns conteúdos especiais como: gols históricos, momentos importantes e bastidores de conquistas.
Goiás
No Esmeraldino, o Departamento de Marketing e Comunicação se mobilizou para manter o engajamento dos torcedores em suas mídias sociais (Facebook, Twitter, Instagram e YouTube), por meio da produção e distribuição dos conteúdos de forma simultânea.
O Goiás tem trabalhado na produção de um programa semanal “Verdão de Casa”, no qual busca mostrar a rotina dos atletas e em alguns casos dos torcedores; com a reprise de melhores momentos de jogos históricos, com o quadro “Baú Esmeraldino”; também, tem veiculado algumas ações sociais realizadas pelo clube entre outros temas abordados nesse período.
Vila Nova
O Departamento de Marketing e Comunicação do Tigrão tem procurado manter em seus perfis oficiais (Facebook, Twitter e Instagram) uma frequência de posts mencionando os patrocinadores; além de explorar o uso de imagens e vídeos com a torcida colorada na divulgação de promoções e, recentemente, das ações sociais promovidas pela instituição.
Dentre os times goianos, o Vila Nova, em seu canal no YouTube, foi o primeiro a fazer lives na plataforma com jogos completos que possuem uma boa referência na história do clube, contando com a colaboração do locutor e comentarista da Rádio Tigrão.
E o tal do TikTok?
Há alguns anos o Ibope atualiza o seu ranking digital de clubes com os dados de quatro redes sociais: Facebook, Twitter, Instagram e Youtube. Porém, a partir de junho de 2020 o instituto irá adotar mais uma coluna. Trata-se do TikTok, uma rede de compartilhamento de microvídeos (de até 15 segundos) que atingiu 1 bilhão de downloads neste ano.
Questionado a respeito do uso da nova plataforma de mídia pelos clubes de futebol Michael Martins disse: “Na minha opinião, não existe uma receita do que é certo ou errado, cada clube tem um perfil de torcedor, o mais importante no momento, é que os clubes levem conteúdo de qualidade em todas as suas plataformas sociais”, afirma o especialista em marketing esportivo.
No futebol goiano, o Vila Nova foi pioneiro na criação de um perfil na plataforma. O perfil colorado no TikTok existe desde o mês de outubro de 2019 e conta com pouco mais de 2100 seguidores. De acordo com informação do Departamento de Marketing e Comunicação Colorado a plataforma não vinha sendo muito utilizada, mas com a crescente demanda passará a ser alimentada com mais frequência.
O Goiás atendendo a demanda atual da crescente e visível importância do TikTok e o fato da própria plataforma ter decidido expandir e investir no esporte, mais especificamente nos clubes brasileiros, decidiu criar seu perfil oficial na plataforma. De acordo com o Departamento de Marketing e Comunicação do Verdão, o clube almeja ganhar posições no ranking do Ibope e expor sua marca para mais usuários, e acha válida a experiência com o TikTok. Até o momento, o perfil esmeraldino conta com pouco mais de 3400 seguidores e um número expressivo de visualizações nos posts.
Já o Atlético não possui um perfil oficial no TikTok, porém o Departamento de Marketing e Comunicação do Dragão nos informou que está atento as novas redes sociais e será inevitável que o clube entre para a plataforma nos próximos meses.
As obras do Antônio Accioly, que voltaram há cerca de duas semanas, estão em andamento, com prioridades para algumas partes específicas da reforma e ampliação. Durante live no Instagram do Atlético na última quinta-feira (21), o presidente Adson Batista diz que o ritmo não é o esperado, por conta da escassez de recursos financeiros, mas garante a conclusão do estádio.
– As obras do Accioly estão num ritmo, não o que esperávamos, por motivos que todos já sabem, mas estão acontecendo. Esperamos jogar no nosso estádio, que é importantíssimo para nós. Estamos trabalhando com objetivos de fazer as obras necessárias, pontualmente falando – afirmou.
Os serviços mais adiantados são os espaços para ampliação dos assentos, que elevará a capacidade para quase 13 mil, além da fundação para instalação dos postes da nova iluminação exigida pela CBF para a Série A. Conforme Adson, o problema com a drenagem do gramado já foi resolvido. As obras do museu, em contrapartida, estão paradas. “Mas vão voltar”, garante o mandatário.
O clube estima em R$ 2 milhões o montante necessário para concluir a nova iluminação. No caso das arquibancadas, a cobertura para a parte de ampliação está pronta. Falta instalar os pré-moldados. Adson afirmou que também pretende, futuramente, aumentar a Dragão Store e colocar cadeiras em todo o estádio. Além disso, ele revelou que sonha em ver o Accioly ainda maior.
– Vai depender do nosso crescimento. Espero ver o Atlético com um estádio para 25 mil. Tudo que eu puder fazer para o torcedor se sentir bem no Accioly, vou fazer – disse.
Considerado por muitos torcedores do Atlético, como um dos mais importantes jogadores responsáveis pela reconstrução do time rubro-negro na década de 2000, Weslley marcou história no clube ao defender as cores do time por mais de 5 anos. No clube o atleta conseguiu levantar dois campeonatos goianos, além de uma série C e um acesso a série A.
Em entrevista exclusiva e especial ao Esporte Goiano, dando sequência a série com atletas que fizeram história no futebol goiano, o ex-jogador Weslley relembrou a sua trajetória no futebol e os feitos com a camisa do Dragão. Confira:
CHEGADA AO ATLÉTICO E CONVITE DO CLUBE
Weslley relembrou como se deu a sua chegada no clube rubro-negro e na época muitos questionaram de sua escolha.
GRANDE PARTICIPAÇÃO NA REESTRUTURAÇÃO DO ATLÉTICO
Um dos responsáveis pelo ressurgimento do time na década de 2000, Weslley participou de várias conquistas importantes para o processo de ressurgimento do time, no cenário estadual e nacional.
CONQUISTA DA SÉRIE C E ACESSO A SÉRIE A 2010
O ex-jogador do dragão salientou as conquistas que foram as mais importantes do clube nesse processo de reestruturação nos anos 2000. A série C de 2008 e o acesso a série A que veio em 2009.
O FIM DA PASSAGEM NO ATLÉTICO, O DESEJO DE ENCERRAR A CARREIRA NO CLUBE E AGRADECIMENTOS
Weslley manisfestou o seu sonho de ter encerrado a sua carreira junto ao time atleticano, destacou sua passagem e declarou o seu amor ao clube, e por último agradeceu por todo o carinho da torcida para com ele.
Arte: Ildeu Iussef/EG; Foto: Acervo pessoal do Entrevistado
Devido a pandemia do coronavírus, há pouco mais de dois meses os campeonatos de futebol foram suspensos e isso trouxe impactos a renda dos clubes que sofrem com a perda de patrocinadores, a inadimplência nos programas de sócio-torcedor e com a incerteza da retomada da temporada.
Para entender melhor o cenário da gestão dessa crise nos times, o Esporte Goiano entrou em contato com o Professor Israel Teoldo que é PhD em Ciências do Esporte pela Brunel University London, Doutor em Ciências do Esporte pela Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, Mestre em Treinamento Esportivo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e graduado em Educação Física pela Universidade Federal de Viçosa (UFV).
Atualmente, Israel Teoldo é professor adjunto da UFV, coordenador geral do Curso de Especialização em Futebol e coordenador do Núcleo de Pesquisa e Estudos em Futebol (NUPEF) na Universidade. Também é consultor para o projeto de elaboração do Curso de Treinadores e professor do Curso de Formação de Treinadores na Escola Brasileira de Futebol da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), e instrutor do Workshop de Especialistas da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol).
A crise causada pelo coronavírus no futebol
Para entendermos melhor o momento atual que os clubes estão passando: “é preciso compreender o fenômeno de forma sistêmica, porque uma situação acaba impactando a outra. Então, toca tudo: a parte técnica, de sócio-torcedores, de patrocinadores, de calendário e isso tudo, com certeza, vai sofrer modificações em função do momento que estamos vivendo”, afirma o especialista.
De acordo com uma projeção de consultoria, realizada pela KPMG, o prejuízo do novo coronavírus nas cinco principais ligas nacionais de futebol da Europa (Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha e França) podem ter um impacto do equivalente a R$ 20 bilhões de reais se os campeonatos não puderem ser retomados. Portanto, esse cenário de crise financeira nos clubes não é uma exclusividade do futebol brasileiro.
“Eu penso que, de uma forma geral, haverá um encolhimento do mercado mundial, especialmente no esporte, que não é uma atividade essencialmente vital das pessoas. Portanto, com a retração da economia, o dinheiro passa a ser canalizado para áreas vitais. E, sem dúvida nenhuma, o esporte sofrerá com isso em escala global. Há uma diferença dessa dificuldade econômica que estamos vivendo para a crise de 2008, pois em 2008 as pessoas não tinham dinheiro. Nesse momento, o que vemos é que há uma contingência financeira, mas ela pode ser ‘tranquilamente’ restabelecida a depender do tempo que durar o controle dessa pandemia. Claro, em comparação com a crise financeira de 2008”, aponta.
Os impactos no mundo do futebol
Diante desse cenário financeiro, surge um questionamento acerca dos impactos no mundo do futebol. Segundo, Israel Teoldo haverá impactos esportivos e sociais.
Oportunidades em tempo de crise
Para o especialista, o momento que estamos vivendo pode ser de transformação nos modelos de gestão praticado em boa parte dos clubes brasileiros.
Como exemplos da boa gestão de futebol no Brasil, conforme Israel Teoldo podem ser citados dois clubes: Athlético Paranaense e Flamengo que nos últimos anos conseguiram transferir o sucesso da gestão fora das quatro linhas para dentro de campo.
Além disso, o profissional fez alguns apontamentos no tocante à relação dos clubes com os torcedores no enfrentamento desse cenário de crise econômica.