Após reunião quente, decisão sobre retorno aos treinos fica com o COE

Governador participou de reunião com os dirigentes dos clubes de Goiânia. (Foto: Octacílio Queiroz/Divulgação Governo de Goiás)
Anúncios

Após reunião com os presidentes de Atlético, Goiás, Goiânia e Vila Nova na tarde desta terça-feira (26), o governador Ronaldo Caiado informou que a decisão sobre a permissão para os clubes retornarem ou não aos treinamentos ficará com o Comitê de Operações de Emergências em Saúde para o Novo Coronavírus (COE).

O colegiado se reunirá na quarta-feira (27) e ouvirá o médico de um dos clubes que seja favorável à retomada das atividades. A intenção é que haja um contraponto com especialistas que defendem a continuidade da proibição.

Mais do futebol goiano
Confira as maiores goleadas do nosso futebol
Veja como os clubes têm utilizado as redes sociais na paralisação

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Durante a reunião por videoconferência, Marcelo Almeida e Adson Batista mostraram divergências a respeito do tema. Primeiro a falar, o dirigente esmeraldino disse que só é favorável ao retorno das atividades caso haja suporte do governo estadual. Sem o amparo de autoridades, Almeida se posicionou contra a volta.

– Não vejo segurança legal para os clubes e para os atletas retornarem aos treinos. Os números de infectados continuam aumentando. E sem uma posição legal, que garanta um protocolo rígido, não vejo como voltar. Poderíamos ser responsabilizados pelos problemas que aparecessem. Teríamos repercussões negativas nacionais e internacionais – afirmou.

Adson interrompeu o presidente do Goiás e citou a reabertura de igrejas e academias para defender a volta aos treinos. O mandatário rubro-negro pediu ainda que se respeite as liberdades individuais e garantiu que os protocolos de saúde elaborados pelo clube são rigorosos e podem garantir a segurança de todos.

– Os profissionais precisam voltar, tenho opinião divergente. Marcelo fala pelo clube dele. Os protocolos que assumimos garantem total tranquilidade pra isso. Temos condições de garantir a saúde dos jogadores. É preciso respeitar o princípio da liberdade individual. Se as igrejas e as academias já voltaram, temos que enfrentar de frente. Adquirimos equipamentos, medidores de temperatura. Jogadores estão perdendo massa muscular, com treinos paliativos. O Atlético pensa assim – disse.

Por sua vez, o presidente do Vila Nova, Hugo Jorge Bravo, defendeu que é preciso discutir o retorno e que cada clube deveria voltar de acordo com sua realidade. Alexandre Godói, dirigente do Goiânia, afirmou que não tem interesse de voltar aos treinamentos enquanto não houver definição sobre o calendário de competições.

Sem previsão de jogos

O presidente da Federação Goiana de Futebol (FGF), André Pitta, disse que não há nenhuma previsão de retorno das competições. Ele, porém, ponderou que isso não interfere na volta dos clubes aos treinamentos. O presidente do Sindicato dos Árbitros de Futebol de Goiás (Safego), Luciano Joka, também foi contrário, assim como presidente do Sindicato dos Atletas Profissionais de Goiás (Sinapego), Marçal Filho.

O governador Ronaldo Caiado citou o vídeo de jogadores do Atlético treinando no CT Urias Magalhães nesta terça e disse que o que foi visto não atende os protocolos que lhe foram enviados. “Não adianta ter protocolos que não são seguidos”, afirmou. O secretário de Saúde, Ismael Alexandrino, destacou que não é possível liberar treinos com bola, mas ressaltou que o COE vai avaliar liberações com regras, pensando na saúde individual do atleta. O procurador-geral de Justiça de Goiás, Aylton Vechi, considerou precipitado o retorno dos treinos de futebol.

Comentários

comentários

PUBLICIDADE