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Retransmissão da final da Série C 2015: Vila Nova x Londrina

Neste sábado (18), o Vila Nova irá retransmitir o jogo que deu o título da Série C de 2015 ao clube. No Serra Dourada lotado, a equipe bateu o Londrina pelo placar de 4×1. O triunfo deu ao tigre o seu segundo título nacional.

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Último título estadual do Vila Nova completa 15 anos

Foto: Acervo/Vila Nova FC

Nesta mesma data, em 2005, o Vila Nova conquistava pela última vez o título do Campeonato Goiano. De lá pra cá, são 15 anos sem levantar o título estadual.

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Na última vez que conquistou o Goianão, o Vila Nova contava em seu elenco com atletas que construíram uma carreira sólida no clube, casos do volante Tim e Heleno, o atacante Wando e o zagueiro Higo. Além deles, a equipe tinha em seu plantel jovens revelações, casos de Pedro Júnior, Paulo Ramos e Laionel.

Campanha no Goianão

Naquele ano o Goianão foi disputado por 12 equipes, divididos em dois grupos de seis times cada. O Vila estava no grupo B, junto com Grêmio Inhumense, Anapolina, Jataiense, Itumbiara e Goiânia.

O Tigre terminou a fase de classificação na liderança do grupo A, com 30 pontos somados. Em 17 partidas, a equipe venceu nove, empatou três e perdeu cinco. O Vila avançou a semifinal junto com o Grêmio Inhumense, vice-líder da chave.

Na semifinal, o adversário foi o Mineiros. A equipe do sudoeste goiano ficou na segunda colocação do grupo A, atrás do Goiás. Por ter feito a melhor campanha, o Vila tinha a vantagem de decidir a vaga na final em casa. No primeiro jogo, as equipes empataram em 1×1. Na volta, o Vila garantiu a vaga na decisão ao vencer pelo placar de 1×0.

Clássico na decisão

Na final, o Vila teve pela frente o seu maior rival, o Goiás. Na primeira partida, as equipes empataram em 1×1. Marquinhos Paraná colocou o Vila em vantagem, aos 20 minutos da primeira etapa. Porém, Paulo Baier, artilheiro do Goianão daquele ano deixou tudo igual, aos 33 minutos da etapa final.

Na volta, as equipes empataram novamente, mas dessa vez sem gols. Com a igualdade nos dois jogos da decisão, a final foi para os pênaltis. Na marca da cal, melhor para o Vila Nova, que venceu pelo placar de 3×1. Rodrigo Alvim, Marquinhos Paraná e Vitor fizeram para o colorado, Rodrigo Tabata foi o único a marcar para o esmeraldino, enquanto Aldrovani, Edmilson e Julio Santos desperdiçaram as cobranças da equipe.

Ficha Técnica

Vila Nova 0x0 Goiás – 2º jogo da final do Campeonato Goiano 2005
Data: 17 de abril de 2005
Local: Estádio Serra Dourada, Goiânia (GO)
Horário: 17h

Árbitro: Marcelo Hugo (GO)

Cartões Amarelos: Júlio Santos e Cleber (GEC); Higo e Rodrigo Alvim (VIL)
Cartão Vermelho:
Leonardo Manzi (VIL)

Gols: Rodrigo Alvim, Marquinhos Paraná e Vitor (VIL); Rodrigo Tabata (GEC)

Goiás: Harlei, Aldo (André Leone), Júlio Santos e João Paulo; Paulo Baier, Cléber, Thiago, Rodrigo Tabata e Jadílson; Michel (Edmílson) e Fábio (Aldrovani)
Técnico: Péricles Chamusca

Vila Nova: Michel, Marquinhos Paraná, Heleno, Higo e Rodrigo Alvim; Fábio Baía, Alexandre, Tim (Paulo Ramos) e Itaqui (Vítor); Pedro Júnior (Leonardo Manzi) e Wando.
Técnico: Edson Gaúcho

Relembre os melhores momentos e a decisão por pênaltis

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Na memória: Em 2004, jogo entre Universo/Ajax e Flamengo/Petrobras terminou na justiça

Foto: Alexandre Vidal/Divulgação

Em 2004 foi realizada a 15º edição do Campeonato Brasileiro de Basquete. A competição foi disputada por 16 equipes. O Universo/Ajax era o representante goiano no certame e, ao lado do Brasília, únicas equipes da região centro-oeste no torneio.

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A equipe goiana era comandada por Alberto Bial, técnico campeão Sul-Americano dirigindo o Vasco, em 1998. No elenco, o Universo/Ajax contava com nomes de destaque no cenário nacional, como os armadores Ratto e Manteiguinha, os alas Vanderlei e Diego e os pivôs Sandro Varejão e André Bambu.

Campanha no Campeonato Brasileiro de Basquete

Na fase de classificação, o Universo/Ajax terminou na terceira posição. Em 30 jogos, a equipe somou 51 pontos. Foram 21 vitórias e nove derrotas, um aproveitamento de 70% dos pontos disputados.

Nas quartas de final, a equipe eliminou o Uniara/Araraquara (SP), sexto colocado na primeira fase. Em melhor de cinco jogos, o Universo/Ajax venceu pelo placar de 3×1. Na semifinal, o adversário foi o Flamengo/Petrobras, que contava em seu elenco com jogadores como os jovens Olivinha, Duda Machado e os experientes Olivia, Gema e Marc Brown.

Na melhor de cinco jogos, uma série bastante disputada. O Flamengo/Petrobras venceu o primeiro por 85×83. O Universo/Ajax deu o troco na segunda partida, vencendo por 95×75. No terceiro, o Flamengo/Petrobras novamente tomou a liderança da série, vencendo por 110×101.

Jogo quatro: a partida que terminou nos tribunais

No dia oito de junho de 2004, o Universo/Ajax recebeu o Flamengo/Petrobras para a quarta partida da série. Em desvantagem, a equipe goiana disputou o quarto confronto em casa em casa. No Ginásio Rio Vermelho, os times fizeram uma partida bastante equilibrada durante os quatro períodos de jogo.

No último segundo de partida, o placar mostrava 78×76 para o Universo/Ajax. O último arremesso do duelo foi de Marc Brown, armador do Flamengo/Petrobras. O jogador acertou o arremesso de três pontos e virou a partida para a equipe carioca. No primeiro momento, o árbitro Sérgio Pacheco validou a cesta, dando a vitória para o rubro-negro, com isso, o Flamengo fechava a série e ia para a final da competição.

Porém, 20 minutos após o término do jogo, com o resultado já sacramentado, o árbitro voltou a quadra e disse que havia sido informado que o lance não estava valendo, pois o cronômetro estava zerado. A euforia do Flamengo/Petrobras logo se transformou em fúria, enquanto o Universo/Ajax comemorava a sobrevida na competição.

A polêmica foi tão grande, que Emanuel Bonfim, treinador do Flamengo/Petrobras ameaçou de não dirigir a equipe carioca dali em diante. Porém, o técnico voltou a beira da quadra para comandar a equipe.

Vitória do Universo/Ajax nos tribunais

Devido a forma que terminou o jogo quatro, o Flamengo/Petrobras ingressou nos tribunais para tentar reverter o resultado da partida. Três dias após o revés, a equipe pediu a suspensão da partida, pedido que foi acatado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

No dia 23 de junho foi realizado o julgamento. Por decisão unânime (6×0), o pedido do Flamengo foi negado. A partida decisiva foi marcada para dois dias depois, no dia 25 de junho. Quem estava atento ao desenrolar dos fatos era o Unit/Uberlândia, que já estava classificado para a final.

Após polêmica, Flamengo se classifica para a final

Atuando em casa, o Flamengo/Petrobras foi melhor durante todo o confronto e não deu chances para o Universo/Ajax. O placar final foi de 97×85 para a equipe carioca. O destaque do time goiano foi o armador Manteiguinha, com 22 pontos.

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Regional Centro-Oeste e 1ª etapa do Goiano de Taekwondo são adiados

Foto: Federação Goiana de Taekwondo

A Confederação Brasileira de Taekwondo (CBTKD) decidiu pelo adiamento do Regional Centro-Oeste, torneio que seria realizado neste fim de semana (18 e 19), em Cuiabá. A Federação Goiana de Taekwondo (FGTKD) também suspendeu a 1ª etapa do Estadual, marcada para o dia 26 de abril.

Segundo a CBTKD, o cenário é absolutamente incerto sobre a realização do torneio, que reuniria atletas de Goiás, Mato Grosso, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul nas modalidades Poomsae, Kyorugui e Para-taekwondo. “Tudo será mudado e não temos nenhuma garantia de realização dos eventos. Quando tudo baixar, vamos planejar da melhor maneira para todos”, disse o presidente da entidade, Júnior Maciel.

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A seletiva para os atletas que comporiam a seleção goiana estava marcada para o dia 15 de março, em Goiânia, mas foi adiada por tempo indeterminado. “Vamos ter que aguardar para liberar os eventos para concluirmos a seletiva para a seleção goiana, caso os torneios nacionais venham a acontecer”, explicou o presidente da FGTKD, Ricardo Favorito.

Em Goiás, a 1ª das quatro etapas previstas para o Estadual seria no domingo (26). Mesmo na eventualidade de um novo decreto permitir a reabertura das academias das equipes, não haveria tempo para preparar os atletas para a estreia do Goiano.

Segundo Favorito, os estaduais, diferente dos nacionais, ocorrerão, embora ainda com incerteza sobre as datas. O presidente da FGTKD admite que terá que reprogramar todo o calendário. “Não vamos ter a mesma logística dos outros anos”, explicou.

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Reformulando o elenco, Vila dispensa lateral-esquerdo e atacante

Foto: Douglas Monteiro/Vila Nova FC

O Vila Nova segue fazendo ajustes no seu elenco após a parada no calendário ocasionada pelo coronavírus. Os primeiros a deixarem a equipe foram o volante Francesco e o lateral-direito Crystian. Após as primeiras dispensas, o clube dispensou mais quatro atletas: o volante Liel, o goleiro Wallace, o meia Celsinho e o atacante Dimba.

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Na tarde de hoje, o clube anunciou a dispensa de mais dois atletas. O lateral-esquerdo Marquinhos e o atacante Mateus Criciúma não integram mais o plantel da equipe colorada. O lateral deixa a equipe após oito jogos, enquanto o atacante que estava emprestado pelo Atlético Mineiro, retorna a equipe mineira após defender o Vila em duas oportunidades.

Com as últimas dispensas, o Vila chega a oito atletas liberados desde a parada ocasionada pelo coronavírus, são eles: Francesco, Crystian, Liel, Wallace, Celsinho, Dimba, Marquinhos e Mateus Criciúma.

Antes da suspensão do Campeonato Goiano, o Vila Nova ocupava a sétima colocação, com 12 pontos ganhos. Sem previsão de retorno, o Tigre adiou a reapresentação dos seus atletas. Marcada anteriormente para o dia 21 abril, o colorado adiou o retorno para o dia 27 do mesmo mês.

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Atlético prorroga férias de atletas; Goiás fará home office, e Vila adia retorno

Foto: Paulo Marcos/Atlético CG

Atlético, Goiás e Vila Nova tomaram decisões diferentes sobre a prorrogação das férias, aprovada pela maioria dos clubes durante reunião da Comissão Nacional (CNC), na última terça-feira (14).

O Dragão confirmou que estenderá o período de férias do elenco até o dia 30 de abril, completando 30 dias anuais previstos na legislação. A diretoria rubro-negra está esperançosa com a possibilidade de voltar às atividades no início de maio, assim que se encerrarem as férias do plantel.

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Na melhor das hipóteses, o retorno seria no dia 1 de maio. O Atlético aguarda um protocolo que está sendo desenvolvido pela CBF que determinará as diretrizes dos treinamentos.

Home office

Por sua vez, o Goiás decidiu não prorrogar as férias dos jogadores. Com isso, o período concedido se encerra na próxima segunda-feira (20). A intenção da diretoria é que atividades sejam retomadas a partir do dia 21, mas não no modelo convencional.

Foto: Rosiron Rodrigues/Goiás EC

O planejamento é fazer uma espécie de home office, com atividades físicas dos atletas supervisionadas pela comissão técnica. O clube enviará ao grupo uma cartilha atualizada para que os exercícios sejam mantidos em casa. O Verdão também espera voltar aos treinamentos no CT Edmo Pinheiro no início de maio, seguindo os protocolos das autoridades de saúde, elaborados em conjunto com a CBF.

Em relação aos 10 dias de férias que ficarão faltando, o Goiás poderá concedê-los no fim do ano ou até mesmo comprá-los, se for necessário.

Retorno em abril?

O Vila Nova comunicou na noite desta quarta-feira (15) que o retorno aos treinos, previsto inicialmente para o dia 21 de abril, foi adiado para o dia 27. Esse prazo pode ter novo adiamento, dependendo do avanço da Covid-19 no estado.

O clube colorado ainda não definiu se o período extra de quarentena será computado como férias ou licença remunerada. A decisão sobre isso se dará apenas quando o elenco retornar às atividades.

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Na Memória: Em 2003, Goiás humilhou o Juventude no Serra Dourada

Foto: Reprodução/YouTube

Em 2003, pela primeira vez na história, o Brasileirão foi disputado no formato de pontos corridos. Representante goiano na competição, o Goiás terminou na 9º colocação, com 65 pontos somados. Naquele ano, o Cruzeiro foi campeão. A campanha rendeu a equipe esmeraldina uma vaga na Copa Sul-Americana, a primeira competição internacional disputada pelo Goiás em sua história.

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Naquele ano, o Goiás teve o artilheiro do Campeonato Brasileiro. O atacante Dimba, com 31 gols foi o goleador da competição. Além de Dimba, o Goiás tinha Araújo e Grafite formando o seu trio de ataque.

Em abril de 2003, o Goiás aplicou a sua maior goleada na história do Brasileirão. No Serra Dourada, a equipe venceu o Juventude pelo placar de 7×0. Os gols foram marcados por Caíco, Michel, Wando, Dimba e Danilo marcaram duas vezes cada. O triunfo foi o primeiro do Goiás na competição.

Começo avassalador e vantagem confortável antes do intervalo

O Goiás abriu o placar logo no primeiro minuto de jogo, com Danilo. O meia aproveitou o rebote após a bola a na trave e colocou o esmeraldino em vantagem. Após o gol inaugural, começou o show da dupla Dimba e Caíco. Aos 18 minutos, Dimba aproveitou cruzamento de Michel e, de cabeça, ampliou o placar. Dois minutos depois, Caíco arrancou pelo lado direito, invadiu a área e rolou para Dimba, que desperdiçou na primeira chance, mas no rebote marcou o terceiro do Goiás.

O quarto saiu após pênalti marcado para o Goiás, após jogada de Caíco, Mineiro tocou com a mão na bola dentro da área. Na cobrança, o próprio Caíco marcou. Ainda sobrou tempo para o quinto gol antes do final do primeiro tempo. Danilo recebeu com liberdade dentro da área e estufou a rede.

Juventude volta melhor, mas Goiás amplia goleada

O Juventude voltou para o segundo tempo disposto a diminuir o placar, no entanto a equipe não teve sucesso. Aos 11 minutos, a equipe gaúcha teve pênalti marcado a favor. Fabão derrubou o atacante Michel dentro da área, na cobrança, Rafael desperdiçou a penalidade.

Após a cobrança desperdiçada, o Goiás ampliou aos 16 minutos. Caíco arrancou pelo lado direito, invadiu a área e tocou para trás, Michel finalizou de primeira e marcou o sexto gol do esmeraldino. A goleada foi completada aos 35 minutos, com Wando. O atacante recebeu passe em profundidade de Tiago, invadiu a área e estufou as redes, marcando o sétimo do Goiás.

Ficha Técnica

Goiás 7×0 Juventude – 6º rodada do Brasileirão 2003
Data: 27 de abril de 2003
Local: Serra Dourada, Goiânia (GO)

Árbitro: Jamir Carlos Garcez (DF)

Cartões Amarelos: Michel e Marcinho (GEC); Dante, Camazzola e Mineiro (JUV)
Gols: Danilo, aos 1′ e 39′ 1T, Dimba, aos 18′ e 20′ 1T, Caíco, aos 25′ 1T, Michel, aos 15′ 2T e Wando, aos 35′ 2T (GEC)

Público: 4681 presentes
Renda: R$40.510,00

Goiás: Harlei; Michel, Fabão, Alexandre e Leandro Smith (Marcinho); Tiago, Marabá, Caíco e Danilo; Dimba (Giuseppe) e Araújo (Wando).
Técnico: Candinho

Juventude: Maurício; Mineiro, Dante (Camazzola), Renato e Filipe Alvim; Rodrigo Pontes, Evandro, Dionatan e Marcelo (Rafael); João Paulo (Gustavo Papa) e Michel.
Técnico: Cristóvão Borges

Confira os gols da partida
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Um mês sem futebol: relembre como estava o Goianão antes da paralisação

Foto: Paulo Marcos/Atlético CG

O Campeonato Goiano completa nesta quarta-feira (15) um mês sem partidas. A suspensão do torneio foi anunciada pela Federação Goiana de Futebol (FGF) no dia 17 de março, mas a última rodada que teve bola rolando foi realizada nos dias 14 e 15 de março.

O Atlético liderava o Goianão e vinha numa ascendente e havia conquistado 13 dos últimos 15 pontos que disputou. O Dragão foi à paralisação como líder isolado, com 23 pontos. Para confirmar a soberania, duas rodadas antes da suspensão do Estadual, os rubro-negros golearam o até então líder Jaraguá por 5 a 0 no Olímpico e roubaram a ponta.

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O melhor ataque também era atleticano. Foram 23 gols em 10 partidas, uma média de 2.3 gols por partida. O Goiás, segunda equipe com maior número de gols, teve média de apenas 1.5 gol por jogo. O time mais econômico era o Crac. Com cinco gols em 10 confrontos, a média era de 0,5.

Na defesa, o Atlético também se destacava. A defesa rubro-negra foi vazada apenas três vezes, por Anápolis, Jaraguá e Grêmio Anápolis. Em duas delas, o time colocado em campo estava repleto de reservas. O Dragão também não sofreu mais de um gol em nenhuma partida.

Caçula sensação

O Jaraguá, por sua vez, era a sensação do campeonato. Nos primeiros 18 pontos disputados, foram 16 conquistados, dando a ponta ao Gavião da Serra. No returno, houve uma breve oscilação, com derrotas para Goianésia, culminando na demissão inesperada de Lucas Oliveira, e Atlético. Mesmo assim, os alvinegros se recuperaram e garantiram a classificação antecipada.

A equipe do Vale do São Patrício, que passou a ser comandada por Ariel Mamede, se recuperou vencendo o Vila Nova e buscou um empate heroico diante da Anapolina. Com 20 pontos, o Jaraguá ainda sonhava em terminar a fase de classificação na ponta.

Rivais oscilando

Goiás e Vila Nova não faziam um grande Goianão, mas executaram o mínimo suficiente para ir à paralisação no G-8. O Verdão, cujas expectativas eram mais altas, foi muito questionado. O trabalho do técnico Ney Franco foi, inclusive, colocado em xeque após o mau início no Estadual e a eliminação na Copa Sul-Americana.

O Esmeraldino perdeu apenas uma vez, e para o líder Atlético. A derrota, no entanto, foi um marcante 3 a 0. Por outro lado, houve muitos empates. Foram quatro. Nas cinco vitórias, faltou convencer o torcedor. Mesmo assim, os 19 pontos conquistados foram suficientes para garantir ao Goiás a classificação antecipada, após uma sofrida vitória por 2 a 1 sobre a Aparecidense.

O Vila Nova fez campanha tão irregular que chegou a flertar com o rebaixamento. O Tigre venceu apenas três dos 10 jogos que fez. Foram 12 pontos conquistados e a demissão do técnico Ariel Mamede, substituído por Bolívar. Os colorados balançaram as redes apenas seis vezes no Goianão. Em contrapartida, a equipe também sofreu apenas seis gols.

Sobe e desce

Goianésia, Crac, Aparecidense, Anápolis, Grêmio Anápolis, Goiânia e Iporá viveram um sobe e desce constante no Goianão. Todos esses clubes revezaram entre bons e maus momentos antes da paralisação. O Camaleão, por exemplo, começou muito mal, ficando até na lanterna, mas somou sete pontos seguidos e saltou para o G-8.

O Galo da Comarca também viveu entre a cruz e a espada. O Tricolor não chegou a entrar no Z-2, mas flertou com a posição. Contudo, uma vitória aqui e outra acolá garantiram uma posição na faixa de classificação às quartas. Na mesma cidade, o Grêmio Anápolis teve dificuldades para fazer um bom time no papel conquistar pontos. Entre tantos tropeços bobos, a Raposa ficou com 11 pontos, no limbo entre o rebaixamento e a esperança de classificação.

Surpresa em 2019, o Goiânia parecia fadado ao rebaixamento após um péssimo início. No entanto, a chegada de Finazzi ergueu o Galo Carijó. Os alvinegros conquistaram vitórias cruciais contra Vila Nova e Iporá, a última logo antes da paralisação, que garantiram ao clube um lugar fora da degola.

O Crac sofreu com a falta de uma casa. O Leão pôde atuar apenas uma vez em seu estádio. O verão chuvoso castigou o gramado do Genervino da Fonseca e inviabilizou quatro jogos que seriam realizados por lá. Mesmo assim, os alvicelestes foram bem, apesar de alguns tropeços inesperados, se estabilizaram no G-8. Repleto de expectativas, o Goianésia também teve momentos de baixa, mas fez campanha segura e estava prestes a carimbar vaga às quartas.

Na degola

O Iporá, penúltimo colocado quando o Goianão foi paralisado, nem sempre esteve por ali. Porém, sucessivas derrotas e a perda da tradicional eficiência no Ferreirão podem custar a vaga na elite ao Lobo Guará. A derrota para o Goiânia em casa foi sintomática a respeito do momento da equipe e também colocou o clube do oeste do estado no Z-2.

Quem sempre esteve por lá foi a Anapolina. Mergulhada em conflitos políticos e numa calamidade financeira, a Rubra sofreu muito. O elenco foi formado às vésperas do Goianão e ainda precisou ser reformulado após as mexidas na direção e no comando técnico. Essa foi a receita do desastre. Embora apresentasse evolução em campo, o quadro comandado por Artur Neto venceu apenas uma e muito possivelmente teria o rebaixamento decretado na rodada seguinte.

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Entrevista: Paulo Baier relembra carreira, gols e paixão pelo Goiás: “Sempre estará no meu coração!”

Arte: Willian Rommel/ Foto: Reprodução Internet

Atuando pelo Goiás, Paulo Baier era considerado o maestro da equipe por muitos torcedores esmeraldinos. Na equipe, o meia escreveu sua história no futebol goiano com grandes exibições e golaços. As atuações levaram ao Goiás a grandes feitos, como por exemplo a terceira colocação da Série A em 2005, culminando na inédita vaga na Libertadores em 2006.

O ex-atleta defendeu o Goiás em duas oportunidades. A primeira foi entre os anos de 2004 e 2005. Ele retornou ao esmeraldino entre 2007 e 2008. Por muito tempo, Paulo Baier foi o maior artilheiro do Brasileirão na era dos pontos corridos, com 106 gols marcados. A marca foi derrubada em 2014, pelo atacante Fred e por Diego Souza, em 2019.

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Em entrevista exclusiva e especial ao repórter Willian Rommel do Esporte Goiano, dando sequência a série com personagens que fizeram história no futebol goiano, o ex-jogador relembrou fatos marcantes da sua carreira vitoriosa. Ele também falou da sua passagem pelo Goiás e do amor ao time esmeraldino.

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Pedro Canedo diz que retorno do Goianão seria “aberração”

Foto: Rossini Pasti/AAA

O Campeonato Goiano completa nesta quarta-feira (15) um mês de paralisação. Foi no dia 15 de março que o torneio foi interrompido, acolhendo recomendações de autoridades de saúde. 30 dias depois, ainda não há horizonte de retorno. Para o presidente do Conselho Deliberativo da Anapolina, Pedro Canedo, o sensato é encerrar a competição.

Em entrevista ao repórter Wagner Almeida, da Rádio Manchester News, o dirigente ressaltou as dificuldades de se montar um elenco para a disputa de apenas duas partidas. Segundo ele, o retorno do Estadual seria uma “aberração”. Canedo ainda diz que a FGF não pode declarar, caso o torneio não seja concluído, a Rubra como rebaixada.

– Vamos lutar com unhas e dentes para que esse campeonato seja totalmente passado. Por interesse técnico, inclusive. Nessa hora você não tem que pensar: “não pode, a Anapolina é última colocada e tem que ser rebaixada”. Rebaixá-la por quê? Não terminou o campeonato. Se vier a continuidade desse campeonato, será a maior aberração e vamos considerá-lo como uma forma de aproveitar para rebaixar a Anapolina. Mas acho que, se tiver bom senso, não vai ter campeonato – afirmou.

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Conforme o dirigente, a melhor solução seria fazer a edição de 2021 com 14 clubes, com os dois promovidos da Divisão de Acesso e sem rebaixamento deste ano. Destarte, no próximo ano, quatro equipes cairiam.

– O campeonato tinha que ter acabado, independente da posição da Anapolina, do Atlético. Ou o campeonato não existiu ou faz o campeonato de acordo com a classificação. Quer dizer, não desce ninguém. Se der tempo de fazer a Divisão de Acesso, sobem dois e, ano que vem, fazemos com 14 clubes e descem quatro. É uma solução que apresentamos verbalmente – reiterou.

Pedro Canedo também citou as dificuldades de se montar um plantel para atuar por apenas duas partidas. Segundo o presidente do conselho colorado, isso seria um “investimento maluco”.

– Acho dificílimo, acho isso impossível, o fim da picada. Contratar jogadores para disputar duas partidas, pois a Anapolina não tem condições de se classificar, é um investimento maluco. Beira o impossível você montar um time para jogar duas partidas – ponderou.

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