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sexta-feira, agosto 21, 2026
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Para Jorginho, Goianão vai ser encerrado: “Muito difícil voltar”

Jorginho na videoconferência. Foto: Comunicação ACG

Em meio a muitas dúvidas sobre o futuro do futebol brasileiro, tanto em âmbito nacional quanto no cenário estadual, atletas e clubes seguem sem um rumo definido para o desenvolvimento total de suas atividades, com o retorno das partidas. Tal cenário não é diferente aqui em Goiás.

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Em entrevista coletiva realizada por videoconferência, o meia Jorginho falou sobre o tema. O meia foi questionado sobre o futuro do futebol no país. Também opinou que o Goianão deverá ser encerrado. Ele ainda comentou sobre uma possível mudança no formato de disputa no Brasileirão.

FUTURO DO CAMPEONATO GOIANO 

Para o atleta quem deverá ser declarado campeão é o Atlético, por ser o líder da competição antes da paralisação. Porém, o meia diz que não fará pressão para que a FGF tome essa decisão.

E a entidade que deve escolher conforme achar mais justo. O meia ainda ressaltou as grandes dificuldades dos times do interior e por isso, o futuro do Goianão deve ser o encerramento:

 

COMPRESSÃO DAS DATAS DE JOGOS

A CBF vem propondo um calendário mais apertado em caso de não mudança de formato de disputa na Série A, com intervalo de jogos de 48 horas. O meia vê isso como um grande obstáculo para o time.

 

POSSÍVEL MUDANÇA DE FORMATO NO BRASILEIRÃO 

Questionado sobre uma opinião de mudança no formato da Série A, numa possível hipótese de não ter datas suficientes, Jorginho ressaltou que várias formas foram pensadas entre os jogadores e o clube, porém a decisão ainda é difícil:

 

Os treinamentos do clube estão acontecendo sempre na parte da manhã, com todos os protocolos de segurança de saúde sendo adotados. Os atletas vem treinando em grupos separados e em horários distintos, para evitar as aglomerações de pessoas. Torcida e impressa estão proibidos de acompanharem presencialmente as atividades.

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Para controlar ansiedade, Sandro evita pensar em retorno dos jogos

Foto: Divulgação/Goiás EC

O experiente volante Sandro tem evitado pensar em quando as competições de futebol retornarão para controlar a ansiedade. Segundo o atleta, o desejo de todos é que os jogos voltem a ocorrer, mas com segurança e cumprindo determinações das autoridades. O meio-campista também preferiu não opinar sobre um eventual retorno do Goianão e pediu que os atletas foquem em se preparar para quaisquer torneios que venham a ser disputados.

– Eu não procuro entrar muito a fundo sobre que campeonato vamos jogar para não ficar nessa ansiedade. Temos que focar no nosso dia a dia, fazer o que está no nosso alcance e deixar para a federação decidir isso. Temos que estar preparados, se for voltar o Goiano, ou se for o Brasileiro ou Copa do Brasil. Independentemente do que for, pretendo estar preparado para ajudar o Goiás – disse em coletiva na manhã desta quarta-feira (10).

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Sandro relatou que se sente melhor após retomar um pouco da rotina normal. Mesmo com todas as restrições, o volante se alegra ao ver outras pessoas e deixar o confinamento. “Começar os treinos é um bom passo. Já não estamos mais só em casa e vamos voltando ao nosso dia a dia. Mesmo estando distante, com treinos diferentes, você já volta a suar e ver seus companheiros”, destacou.

O atleta ainda reforçou que o elenco deve evitar projetar um retorno das competições e manter-se focado nas atuais atividades. “Temos que trabalhar nossa cabeça. Não podemos pensar que vai voltar daqui duas semanas. A gente tem que fechar o olho nesse sentido da volta dos jogos e tentar focar no nosso dia a dia de treinos”, ponderou.

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Torneios de base no basquete podem ter maratona de jogos

Foto: Igor Nery - Esporte Goiano

Para recuperar o tempo perdido por conta da paralisação das atividades esportivas, a Federação Goiana de Basquete (FGB) trabalha com a ideia de encurtar as qualificatórias do Campeonato Goiano nas categorias de base e fazer uma maratona de jogos para definir os participantes das finais.

Costumeiramente, há uma divisão regional no Estadual de base, com o Metropolitano, englobando equipes da Região Metropolitana de Goiânia e Anápolis, e regionais no norte, sul-sudoeste e noroeste.

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Em algumas regionais, conforme a FGB, há a realização de duas a três fases prévias, com equipes de várias cidades tentando a vaga nas finais. Além disso, o deslocamento de atletas e comissão técnica é um problema em tempos de proibição de aglomerações. “Chega a ter viagem com 120 pessoas”, conta o vice-presidente Fernando Duran.

Por isso, a ideia é reduzir os jogos da fase de classificação. A fórmula, porém, ainda não foi totalmente delineada. Tudo depende, primeiro, de uma sinalização positiva para a liberação de ginásios e do retorno das competições esportivas. A única certeza é que, se houver permissão para a volta, a FGB tentará promover uma maratona para acelerar o Goiano de base.

– Se houver jogos nos dias de semana, é possível fazer o classificatório. Vai estar apertado. Podemos tentar fazer jogos terça, quinta e sábado. Assim, não teria problema (para concluir o campeonato) – pontuou Duran.

As finais estão previstas para Anápolis, em novembro. Por ora, este cronograma está mantido. Contudo, a prefeitura da cidade precisa autorizar também a realização das partidas. Atualmente, há um desejo de vetar competições esportivas no município até o fim do ano, sejam elas de qualquer esporte.

Outro ponto que preocupa a FGB é que, mesmo que haja permissão das autoridades, muitos pais podem impedir que os filhos voltem a treinar e competir, inviabilizando a participação de várias equipes. De toda forma, a entidade promete se preparar com segurança para um eventual retorno, com a compra de medidores de temperatura, limitação de pessoal dentro do ginásio e distanciamento nos bancos de reserva.

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Com homenagem às glórias do passado, Atlético lança linha retrô

Arte: Comunicação ACG

Com o slogan “O passado inspira o futuro”, o Atlético Clube Goianiense lançou oficialmente, na manhã desta segunda-feira (8), a sua linha de uniformes retrô. O Rubro-Negro apresentou três modelos que irá comercializar com a torcida.

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Todos os kits foram inspirados em três décadas diferentes marcantes para o clube. A primeira foi feita em homenagem às conquistas invictas do Goianão, nos anos de 1955 e 1957. Na ocasião, o time ficou conhecido como a Locomotiva Rubro-Negra.

Foto: Reprodução ACG

A segunda peça foi inspirada na camisa de goleiro dos anos 60. Os donos da camisa 1 eram Ronaldão e Pedro Bala. O uniforme relembra um feito marcante do clube, pois foi com esse modelo, em 1965, que o Atlético disputou o seu primeiro Campeonato Brasileiro, à época conhecido como Taça Brasil.

Foto: Reprodução ACG

Por fim, a terceira peça que será comercializada foi inspirada em uniforme de 1986, ano no qual o Dragão participou da sua quinta participação na elite do futebol brasileiro. O uniforme foi uma homenagem aos ídolos da época, como Valdeir “The Flash”, Marçal, Célio Gaúcho, entre outros.

Foto: Comunicação ACG

Segundo informações divulgadas pelo clube, as camisas já estão em pré-venda e podem ser adquiridas pelo torcedor na Dragão Store. Quem quiser comprar os uniformes atleticanos precisa entra em contato pelo whatsapp (62) 98527-4754 ou pelo direct do Instagram da Dragão Store.

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Após grave lesão, David Duarte comemora retorno “sem medo”

Foto: Divulgação/Goiás EC

Depois de uma longa recuperação, o zagueiro David Duarte voltou a treinar normalmente. O atleta se lesionou em 10 de junho do ano passado, contra a Chapecoense, quando rompeu os ligamentos de joelho. Deste então, passou por cirurgia, fisioterapia, reforço muscular e outras etapas até poder voltar às atividades normais.

Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (8), o defensor revelou que está se sentindo bem e, inclusive, tem superado as expectativas nos testes.

– Estou muito feliz de ter retornado a treinar com o grupo. Antes da pandemia já estava treinando. Acabei de fazer um teste de força e, graças a Deus, bateu a meta. Estou apto a jogar futebol e fico muito feliz com isso – pontuou.

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O zagueiro disse ainda que tem perdido o receio de participar de lances ríspidos. Duarte já garantiu estar sem medo e pronto para encarar os adversários sem qualquer trauma da grave lesão que sofreu.

– A cada dia que passa vamos perdendo esse medo. A cada treino tem um lance que acontece no jogo e vamos ficando com a confiança maior. Mas estou 100% e sem medo. Se tiver que dividir, dar um carrinho ou uma porrada em alguém, vou dar. Estou perfeito e melhor do que antes, na verdade – brincou o defensor.

David Duarte acredita que a contusão o deixou “mais experiente e responsável”. “Como pessoa, mudou tudo. Tanto no profissional, quanto na vida particular. Sou um novo homem, não sou mais um menino”, argumentou.

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Hyuri confia em retorno do esporte, mas se preocupa com pandemia

Hiury na webcoletiva. Foto: Comunicação ACG

Os treinamentos de clubes de futebol foram liberados há uma semana em Goiânia. Contudo, não há previsão alguma para o retorno dos jogos. Em coletiva nesta segunda-feira (8), o atacante Hyuri comentou que, apesar de todos os protocolos sanitários, a preocupação com a Covid-19 ainda é grande.

O jogador também avaliou a situação nacional e destacou e revelou que pessoas conhecidas dele acabaram falecendo. Segundo Hyuri, mesmo com a liberação geral das atividades nas cidades os cuidados ainda devem ser mantidos.

 

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Hyuri também opinou sobre o retorno dos campeonatos dentro do país, mencionou a confiança dentro do clube para trabalhar com segurança e comentou sobre como seria o cenário, após ser liberado, o primeiro jogo desse retorno do futebol:

 

O Atlético segue todas as normas de saúde exigidas pelas autoridades sanitárias. Os treinamentos do clube estão sendo organizados em quatro grupos de seis jogadores, em horários distintos. Dois grupos com seis jogadores treinam entre 08h30 às 09h30 e os outros 2 grupos de jogadores treinam entre 10h30 às 11h30.

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LGV planeja realizar duas etapas da liga livre no 2º semestre

Foto: Elisa Jomaressan/Divulgação Lince Esportes

A Liga Goiana de Vôlei (LGV) mantém esperanças de realizar duas etapas da liga livre e uma da liga master no segundo semestre deste ano. Para isso, a Lince Esportes, organizadora do evento, depende de uma liberação do governo estadual, já que ginásios que estão no planejamento pertencem ao Estado.

A ideia é realizar a primeira etapa da liga livre em fins de semana de setembro e a segunda no último fim de semana de novembro e o primeiro de dezembro. A etapa master seria realizada em outubro.

– Estamos esperando o governo do estado liberar. Eu penso em fazer uma livre depois do feriado de 7 de setembro, manter a que faríamos em novembro e dezembro, e outra em outubro, que seria a master – disse Weiber Alonso, sócio da Lince Esportes.

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Maior liga de voleibol do país, a LGV recebe várias equipes de outros estados, principalmente do Centro-Oeste. Com o avanço da Covid-19, a organização imagina que a competição sofrerá uma desidratação em número de participantes. A Lince destacou que, apesar do cenário de epidemia no Brasil, não está nos planos barrar a participação de qualquer time ou atleta de fora de Goiás.

A LGV tinha previsão de realizar quatro etapas da liga livre e três da liga master em 2020. No master, foi possível manter a primeira, ainda em fevereiro. Porém, a segunda etapa foi cancelada. As duas primeiras etapas do circuito livre, previstas para março e junho, também foram descartadas.

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Vila Nova lança camisa de jogo a preço popular para combater pirataria

Crédito: Douglas Monteiro/Vila Nova

Na tarde deste sábado (06), durante a realização de uma live sertaneja no Onésio Brasileiro Alvarenga, o Vila Nova lançou uma camisa de jogo oficial com preço popular. O modelo da camisa é idêntico ao modelo número 1 de jogo da equipe. A diferença está no tipo de material que é feita a camisa popular e também no modelo do escudo da equipe.

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O novo modelo será vendido na Loja Nação Colorada, pelo preço de R$ 69,90 e já está disponível para comercialização. Na hora da compra, torcedores que já possuem uma camisa falsificada podem trocá-la e terão R$ 10 reais de desconto na compra do modelo popular.

Além disso, também terá direito ao desconto o torcedor que, no ato da compra, doar R$ 3 reais ao Hospital do Câncer Araújo Jorge, ajudando a ação em prol da campanha Junho Vermelho, pela conscientização e incentivo à doação de sangue.

Crédito: Douglas Monteiro/Vila Nova
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Produtos licenciados e marca própria: estratégias de valorização da origem dos clubes

Arte: Ildeu Iussef/EG

Camisa, caneca, cachecol, boné, caderno, relógio, itens comemorativos e dentre outras tantas coisas. Já parou para contar quantos produtos oficiais relacionados ao seu time do coração foram comprados por você ao longo da vida?

Para compreender como funciona o mercado do licenciamento de produtos no futebol brasileiro e a iniciativa da criação de marcas próprias pelos clubes, o Esporte Goiano entrou em contato com profissionais que atuam: no mercado do licenciamento e marketing esportivo e nos times goianos. Procurado pela reportagem do EG, o departamento de marketing do Goiânia não respondeu.

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Licenciamento de produtos no futebol

O licenciamento é quando uma marca cede sua propriedade, mediante a assinatura de um contrato, para que terceiros possam produzir ou comercializar produtos, em troca de pagamento de royalties sobre tudo que é vendido ou, até mesmo, de forma gratuita.

Para compreender um pouco mais do mercado de licenciamento no futebol brasileiro, o EG entrou em contato com Bruno Koerich, profissional graduado em Administração, Pós-graduado em Gestão Empresarial pela FGV, Especialista em Licenciamento de Produtos, que atua no segmento desde 2010 e é CEO da License Solutions.

De acordo com o especialista, o mercado do licenciamento no futebol brasileiro está em ascensão, mas ainda não é a principal fonte de receita dos clubes. “Ao longo dos últimos anos, o mercado de licenciamento (no Brasil) evoluiu bastante, principalmente, no que diz respeito ao futebol. No entanto, continua sendo uma das menores fontes de receita do clubes, por falta de investimento e menosprezo dos dirigentes, uma vez que o departamento de licenciamento não dá o mesmo retorno financeiro que um patrocínio, programa de sócios, cotas de televisão, dentre outros”, aponta.

Bruno Koerich entende que os produtos licenciados são uma forma de aproximação do clube com o torcedor: “Muito mais do que receita, os produtos licenciados são uma forma de estar próximo do torcedor. Por exemplo: dentro de uma farmácia, um supermercado, uma loja pode ter um produto do clube. Então, é uma forma de você se comunicar com o seu torcedor por uma série de produtos”, salienta.

Produtos licenciados versus produtos piratas

Segundo dados da Associação Brasileira de Licenciamento (Abral), o Brasil figura entre os seis países com maior faturamento em licenciamento de marcas do mundo, atrás apenas de Estados Unidos, Japão, Inglaterra, México e Canadá. A indústria do licenciamento ainda engatinha em nosso País, devido a forte incidência de vendas clandestinas; com isso as empresas temem investir no setor e ver outros lucrarem com sua marca, já que o “produto pirata” é infinitamente mais barato.

A disputa pelo mercado entre os produtos licenciados e os falsificados é desleal e necessita de um apoio jurídico, como ressalta Bruno Koerich: “É muito difícil combater pirataria só através do licenciamento, precisa de um suporte jurídico e de campo, que seria por meio da fiscalização com busca e apreensão, notificações, multas e tudo o que puder ser feito, tem de ser feito, porque é uma briga muito desleal”.

Porém, o especialista aponta que é possível o licenciamento ajudar no combate à pirataria, mas para isso os profissionais que lidam com isso nos clubes, têm de estar atentos à demanda de produtos.

“Se existe uma demanda de produtos, tem que ter oferta. Pois se não tiver oferta, o clube dá espaço para a pirataria. Então, os clubes têm que possuir uma variedade de produtos e fazer com que o produto chegue na ponta, no torcedor. Essa é a forma que o licenciamento pode ajudar no combate à pirataria”, afirma Bruno Koerich.

Marca própria no futebol brasileiro

Atualmente, o grande produto no ramo do licenciamento tem sido a criação de marcas próprias pelos clubes médios e pequenos do Brasil. A história começou com o Paysandu, em 2015, quando o clube de Belém resolveu criar a marca própria “Lobo”, como pontua o especialista.

“Eu acompanhei de perto a implementação da marca Lobo no Paysandu e foi um feito muito interessante, porque não se tinha um histórico (no Brasil). Tem coisas no futebol, que todo mundo, às vezes, tem vontade de fazer. Mas espera alguém fazer, para depois seguir vendo se deu certo ou não. Foi um projeto muito ousado, um passo muito bem dado pelo Paysandu na época”, afirma Bruno Koerich.

Justamente por ser uma novidade no ramo do licenciamento esportivo no Brasil, surgem alguns questionamentos acerca dos benefícios na adoção das marcas próprias pelos clubes, como nos diz o especialista.

Bruno Koerich ainda salientou que é um erro considerar a adoção da marca própria como um “tapa-buraco” dentro da agremiação esportiva.

 

Como Atlético-GO, Goiás e Vila Nova entraram na “onda” das marcas próprias e enfrentam o problema da pirataria?

Atlético-GO

No futebol goiano, o Atlético-GO foi o primeiro clube a ser responsável pela fabricação do seu material esportivo. Em fevereiro de 2019, o time rubro-negro juntamente com a Tolledo Sports, idealizou e lançou a marca Dragão Premium que passou a ser responsável por vestir jogadores e torcedores rubro-negros.

Procurado pela reportagem do EG, o departamento que cuida dos produtos licenciados e da marca própria do Atlético-GO não respondeu sobre: a ideia da concepção da marca Dragão Premium, da linha de produtos que carregam o selo de licença oficial e da política de combate ao comércio de produtos falsificados no clube.

Goiás

Em julho de 2019, o Goiás investiu na criação da marca própria e juntamente com a Super Bolla, idealizou e lançou a marca Gr33n. De acordo com o Departamento de Marketing Esmeraldino, o clube resolveu apostar na criação de uma linha própria, por enxergar uma oportunidade nessa nova tendência de negócio.

A concepção da marca própria esmeraldina levou em consideração o “dna” do clube, nesse sentido, o nome Gr33n faz alusão: a cor do clube (verde), que foi traduzida para o idioma inglês (green) com a intenção de internacionalizar a marca; e a fundação do clube, realizada por 33 amigos.

No tocante a pirataria, o Goiás entende que se trata de um problema global, que vai desde um chaveiro ao conteúdo digital, sendo o mais grave, a transmissão dos jogos e imagem dos atletas. Para enfrentar esse problema, a primeira medida adotada pelo clube foi buscar mais qualidade e menos quantidade de fornecedores, por meio de um critério de seleção mais rígido.

O Esmeraldino além da marca própria (Gr33n), também, possui cerca de 300 produtos licenciados que vão desde higiene pessoal, pet, cozinha até roupas e bonés.

Nesse sentido, o Departamento de Marketing do clube procura auditar os produtos licenciados com a utilização de selo holográfico exigido aos produtos da categoria. Além disso, o Goiás entende a conscientização do cliente/torcedor, como parte fundamental nesse processo, pois a pirataria prejudica o clube.

Vila Nova 

Completando o trio goiano de iniciativa de fabricação do próprio material esportivo, em janeiro de 2020, o Vila Nova em parceria com a Tolledo Sports, idealizou e lançou a marca V43.

De acordo com o Diretor de Marca Própria e Licenciamento, João Júnior, o Vila inspirado pelo sucesso do Paysandu, se atentou para essa oportunidade de negócio no mercado esportivo por alguns fatores como: a flexibilização, autonomia de produção, dentre outros.

A concepção da marca própria colorada levou em consideração as “raízes históricas” do clube, nesse sentido, o nome V4faz alusão: ao clube e a sua cor, por meio da letra “V” de Vila e de Vermelho; além da sua data de fundação, por meio do número “43”, referindo ao ano de 1943.

Além da marca própria (V43), o clube possui uma linha de produtos licenciados: higiene pessoal, cozinha, roupas, bonés e até bebidas; segundo o Diretor de Marca Própria e Licenciamento tem se trabalhado no sentido de expandir o leque de produtos oficiais do Tigre.

No tocante a pirataria, o Vila Nova está desenvolvendo um trabalho conjunto entre os departamentos de marketing e licenciamento, visando diminuir os efeitos da venda de produtos falsificados na receita do clube e ajudar os vendedores ambulantes.

Os slogans e a aproximação de suas raízes

Você, torcedor de Atlético-GO, Goiás e Vila Nova, já deve ter reparado que as equipes possuem slogans que são utilizados nas redes sociais e na venda dos produtos oficiais licenciados. A maioria desses slogans adotados pelos clubes goianos fazem referência a suas origens.

Para compreender o funcionamento das estratégias de marketing de associação da marca do clube com seu local de origem, o EG entrou em contato com João Paulo Saraiva,  profissional graduado em Publicidade e Propaganda pelo Centro Universitário de Belo Horizonte – Uni BH, Especialista em Gestão Estratégica de Marketing com foco de Mercado em Marketing Digital e Esportivo pela Una, e, criador do portal Brand Bola.

De acordo com o especialista não há muita diferença no formato de execução dessa estratégia de marketing. “A forma de fazer marketing em clubes ligados à bairros e cidades é a mesma forma de executar marketing (esportivo) em qualquer outro clube. Porém, acaba tendo uma força maior se o clube consegue conectar a sua marca com a marca da região. Seja a região o bairro, a cidade, a prefeitura ou o estado”, pontua.

João Paulo, também, salientou a importância dos clubes compreenderem a importância de se explorar e executar essa estratégia de marketing.

No futebol goiano, Atlético-GO, Goiás e Vila Nova tem procurado executar essa estratégia de marketing por meio dos slogans utilizados em suas redes sociais.

O Dragão tem alguns slogans que se destacam no trabalho do clube em criar uma identificação com suas origens: “O clube mais tradicional do Centro-Oeste”, “Somos do Bairro e Campinas” e “Respeita as Cores”. De acordo com o Diretor de Patrimônio Histórico e Cultural do Atlético, Paulo Maskote, tais slogans remetem ao fato do a relação de integração entre clube e bairro de origem e aos atributos de pioneirismo.

Já, os slogans do Tigrão que se destacam são: “Por dentro todo mundo é vermelho”, “Time do Povo” e “O clube mais amado do Centro-Oeste”, que de acordo com o Diretor de Marketing do Vila, Murilo Reis, são usados na tentativa de resgatar a memória histórica do time e criar um “sentimento de pertencimento” dos torcedores com o clube.

Enquanto, os slogans mais utilizados pelo Esmeraldino são: “Orgulho Goiano” e “A Maior Família do Centro-Oeste”, pois segundo o Departamento de Marketing do Goiás sintetizam a busca das raízes do clube, da região e traduzem o fato do clube possuir o maior contingente de torcedores da região central do Brasil e tem por si só esta característica de ser uma grande família: pela paixão ao clube.

Na visão do especialista, João Paulo Saraiva, não há problema em associar essas medidas ao bairrismo.

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Marcelo Almeida atualiza status das obras na Serrinha e faz apelo ao torcedor esmeraldino

Foto: Reprodução TV Goiás

Na manhã deste sábado (06), por meio de suas redes sociais o Goiás divulgou um vídeo no qual o presidente Marcelo Almeida fez um panorama de como está o andamento das obras na Serrinha e um apelo para o torcedor esmeraldino ajudar o clube nesse projeto.

Já estão sendo feitas as escadas de acesso à arquibancada superior e de acordo com o mandatário esmeraldino está sendo realizado todo esforço para a entrega do estádio até o final do ano.

“É uma obra muito cara. Podem ter a certeza, que estou fazendo o maior esforço possível para que consigamos terminar em tempo hábil. O meu projeto, eu já falei inúmeras vezes, é conseguir terminar (as obras) até o final do ano. Acho, não quero prometer, que essa obra possa ser finalizada antes. Talvez faltando alguns pequenos detalhes, mas por volta de setembro, aproximadamente”, declarou Marcelo Almeida.

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O presidente do Goiás, também, convidou o torcedor esmeraldino ajudar o clube à implementar a obra no Estádio da Serrinha.

“A gente fica procurando uma solução, algo que possa nos ajudar à implementar essa obra. Porque como eu disse o gasto é muito grande, o custo do Goiás é muito grande. E veio a ideia do pessoal do marketing: do torcedor poder ajudar, pois o torcedor é a essência de tudo isso daqui. Nada existiria se não fosse o torcedor”, afirmou o mandatário esmeraldino.

De acordo com Marcelo Almeida, o modo encontrado pelo Departamento de Marketing junto à Diretoria para que os torcedores possam ajudar o Goiás na execução da reforma da Serrinha foi por meio da doação de uma cadeira.

“Essa ideia eu acho muito interessante. O nosso torcedor pode adquirir uma cadeira, na forma de doação. Porque essa arquibancada pode ficar sem cadeira, mas é extremamente desconfortável o torcedor ficar sentado no concreto. E a gente tem a possibilidade para colocarmos as cadeiras. Essas cadeiras tem um custo e dai veio a ideia da ajuda do torcedor”, declarou.

O mandatário esmeraldino reconheceu que, talvez, não seja uma ideia viável financeiramente para os torcedores diante desse cenário que estamos vivendo. Mas ressaltou o fato do torcedor ter seu nome gravado eternamente nas arquibancadas da Serrinha.

Venda do volante Léo Sena

Em determinado momento da entrevista à TV Goiás, Marcelo Almeida falou sobre o valor que o clube recebeu da negociação do volante Léo Sena com o Atlético-MG.

“De fato ajudou muito (o dinheiro da negociação do Léo Sena), mas a gente tem que entender também, que nós estamos sem qualquer tipo de receita, praticamente zeraram as receitas, desde o mês de março. Então, a gente começou a consumir aquela ‘gordurinha’, aquelas reservas (financeiras) e isso nos deixa preocupado, porque a despesa nossa não é só com as obras da Serrinha”, afirmou.

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