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domingo, junho 21, 2026
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Goiânia receberá etapa da Copa HB20 em 2020

Foto: Rodrigo Ruiz/Hyundai

A organização da Copa HB20 confirmou Goiânia como uma das sedes da temporada de 2020. O autódromo da capital goiana receberá a quarta etapa, que será realizada no dia 21 de junho.

Para a sua segunda temporada nas pistas brasileiras, a Copa HB20 resolveu ampliar o número de corrida. A categoria apoiada pela Hyundai segue competindo ao lado da Copa Truck e terá nove etapas em 2020, uma a mais que no ano passado.

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O Autódromo Ayrton Senna, também receberá outras modalidades importantes, como a Stock Car e a Copa Truck, confirmadas no calendário. O molde da competição será o mesmo do ano passado, nove rodadas duplas na temporada, totalizando 18 corridas durante o ano.

Confira abaixo o calendário de datas da temporada 2020

05 de abril – Londrina – PR
26 de abril – Santa Cruz do Sul – RS
31 de maio – Interlagos – SP
21 de junho – Goiânia – GO
12 de julho – Tarumã – RS (*)
16 de agosto – Campo Grande – MS (*)
18 de outubro – Local a confirmar
08 de novembro – Curitiba – PR | alternativa
13 de dezembro – Interlagos – SP

* Autódromos sujeitos à vistoria de homologação da CBA

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Super Torneio Fago abre temporada de natação em Goiás

Foto: Ricardo Furtado/Fago

A temporada da natação em Goiás começa no próximo domingo (1), com a realização do Super Torneio Fago, no Sesi Ferreira Pacheco, em Goiânia. As provas são divididas em duas etapas. A primeira tem início às 9h20, enquanto a segunda será a partir das 15h.

Somando as duas etapas, estão programadas 28 provas. Competirão atletas filiados aos clubes Zitti, Goiás, Swimmers, Gama/Sesi, New Fit e UniEvangélica. Clique aqui para ver o balizamento do Super Torneio Fago.

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Serão premiados com medalha de ouro todos os atletas inscritos nas categorias mirim e petiz todos receberão uma medalha de ouro, independente do resultado divulgado com a colocação.

Nas categorias infantil, juvenil, júnior e sênior, e avulso na categoria absoluto, as premiação serão concedidas aos cinco primeiros de cada prova.

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Vila Nova realiza avaliação de atletas para o time feminino

Foto: Douglas Monteiro/Vila Nova

O Vila Nova promoverá uma seletiva para a captação de atletas, que tenham interesse em fazer parte do time de futebol feminino colorado.

De acordo com informações divulgadas pelo clube, as inscrições poderão ser realizadas no período de 02/03 a 12/03 nas bilheterias do Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga das 09h às 12h e das 14h às 18h.

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As inscrições são gratuitas e poderão se inscrever mulheres nascidas até 2005, que apresentarem um laudo médico de aptidão física. A peneira será realizada nos dias 13, e 14/03 no CT Toca do Tigre.

 

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Remanescente, Lorraine Caixeta destaca objetivo: “fazer história no Goiás”

Lorraine Caixeta equipe feminina Goiás
Foto: Pedro Hara

A meia Lorraine Caixeta foi uma das principais atletas do Goiás/Universo na conquista do Campeonato Goiano 2019. E foi também uma das poucas remanescentes para a temporada 2020, agora sem a parceria. A empatia criada com clube e o objetivo de fazer história com a camisa esmeraldina foram determinantes.

“O Goiás é um clube enorme, é o maior do Centro-Oeste. Fui feliz durante o Campeonato Goiano do ano passado, conquistamos o título e aos poucos você cria uma empatia pelo clube. Optei por continuar porque eu quero fazer minha história no Goiás”, explicou a atleta sobre a decisão pela permanência e os objetivos na nova temporada.

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Na disputa da Série A2 do Brasileirão Feminino, Júnior Vieira e Harlei Menezes deixaram claro que o objetivo é subir para a primeira divisão. No entanto, Caixeta vai além. A camisa 10 quer conseguir não só o acesso, mas também sonha com o título da competição.

“Lógico que a gente pensa em título. Quando você joga em um clube muito grande, sua meta é chegar ao topo. Aqui no Goiás não vai ser diferente, a gente almeja o título, porém o projeto está curto, porque foi feito em cima da hora, mas vamos trabalhar para chegar lá”, projetou a atleta.

Ambiente harmonioso

Quando se transferiu do Aliança para o então Goiás/Universo, Lorraine Caixeta recebeu críticas de ex-companheiras de time, que não concordaram com a mudança de equipe. Agora defendendo as cores do Goiás, a meia esclareceu que já está tudo resolvido e que o clima é o melhor possível.

“Está tudo tranquilo, o ambiente de treino é muito bom. Temos brincadeiras, conversamos bastante, não criamos nenhuma inimizade. Às vezes, a rivalidade fica dentro de campo, mas quando acaba a partida tudo volta ao normal. No futebol feminino, hoje, você tem que saber lidar com todas as pessoas, no ano passado elas eram minhas rivais e nesse ano nós estamos jogando juntas. Isso só engrandece mais o elenco. Nosso plantel está muito bom e harmonioso”, afirmou a meia, garantindo que desentendimentos e rusgas ficaram no passado.

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Anapolina fecha com meia e atacante que estavam no Friburguense

Foto: Friburguense AC

A Anapolina anunciou na manhã desta quinta-feira (27) mais dois reforços para o Campeonato Goiano. O meia Jorge Luiz e o atacante Jeffinho, ambos ex-Friburguense, chegam ao CT Leandro Ribeiro para tentar evitar a queda da Xata.

Jorge Luiz tem 32 anos e defendeu clubes do Rio Janeiro majoritariamente durante a carreira. Além do time de Nova Friburgo, ele já passou por Volta Redonda, Itaboraí Profute, entre outros.

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Por sua vez, Jeffinho tem 29 anos e muitas passagens no futebol fluminense. Entre outros clubes, ele jogou por Boavista, Duque de Caxias e America.

Com a chegada dos dois, a Anapolina deve encerrar o ciclo de contratações para o Goianão. Nesta semana, a Rubra já havia anunciado a contratação do atacante Felipe Araújo, ex-America

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Goiânia será sede de etapa da Copa Truck em 2020

Foto: Willian Rommel/EG

A direção da Copa Truck confirmou Goiânia como uma das sedes da temporada de 2020. O autódromo da capital goiana receberá a quarta etapa, que será realizada no dia 21 de junho.

Goiânia é sempre um dos destinos certos da Copa Truck. Já há vários anos que a modalidade realiza provas no Autódromo Ayrton Senna. Além disso, a capital tem outras modalidades importantes, como a Stock Car, confirmadas no calendário.

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A temporada terá início no dia 5 de abril, em Londrina, e terá novidades. Dois eventos serão realizados em conjunto com as provas principais, o Diesellândia e a Copa HB20, que será realizada em todas as etapas.

O molde da competição segue o mesmo dos últimos anos e contará com o incremento da Diesellândia, uma área exclusiva aos caminhoneiros que foi montada pela primeira vez na decisão em Interlagos e será uma atração fixa durante o ano todo por onde passar a categoria.

Confira abaixo o calendário de datas da temporada 2020

05 de abril – Londrina – PR
26 de abril – Santa Cruz do Sul – RS
31 de maio – Interlagos – SP
21 de junho – Goiânia – GO
12 de julho – Tarumã – RS (*)
16 de agosto – Campo Grande – MS (*)
18 de outubro – Local a confirmar
08 de novembro – Curitiba – PR | alternativa
13 de dezembro – Interlagos – SP

* Autódromos sujeitos à vistoria de homologação da CBA

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Jataiense anuncia treinador para Divisão de Acesso de 2020

Foto: Clube Atlético Votuporanguense/Divulgação

A Jataiense definiu o treinador para a disputa da Divisão de Acesso. O comandante da Raposa será Marcelo Henrique Dias, de 42 anos. Natural de São Paulo, ele já dirigiu o Votuporanguense.

Dias se apresenta em Jataí no próximo sábado (7). Ele será apresentado nesta data, na comemoração da inauguração da sede administrativa do clube.

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Ele ajudará a direção na montagem do plantel alviverde. Segundo dirigentes do clube, o novo treinador tem um perfil moderno e, por isso, a aposta de que ele pode recolocar a Jataiense na elite do futebol estadual.

Antes de se tornar técnico, Dias foi jogador e fez carreira em Portugal. Como treinador, dirigiu poucos clubes, mas foi bem no Votuporanguense, da Série A2 do Paulistão, e chamou atenção dos dirigentes da Raposa.

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Na estreia de Bolívar, Vila tem partida decisiva pela Copa do Brasil

Arte: Willian Rommel/Esporte Goiano

Pela segunda fase da Copa do Brasil, o Vila enfrenta nesta quinta-feira (27), a Ponte Preta. Fora de casa, a equipe enfrenta a Ponte Preta, no Moisés Lucarelli, às 21h30. A partida irá marcar a estreia de treinadores de ambos os lados. Na Macaca, João Brigatti irá comandar o time pela primeira vez, enquanto no Tigre, Bolívar irá estrear no banco de reservas.

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A vaga para a terceira fase é decidida em jogo único. Diferente da primeira fase, a equipe visitante não tem a vantagem do empate. Caso a partida termine empatada, o confronto irá para os pênaltis. Quem avançar irá receber mais R$1,5 milhão da CBF.

Escalações

Em sua estreia, o treinador Bolívar deverá promover alterações para o time que foi derrotado pelo Grêmio Anápolis na última rodada do Goianão. Na lateral-direita, Crystian entra no lugar de Danrlei. Na lateral-esquerda, Marquinhos e Mário Henrique disputam a vaga de titular. No meio de campo, Liel entra no lugar de Emanuel Bianchucci e Gilsinho disputa vaga com Celsinho. No ataque, Richard e Dimba saem para as entradas de Lucas Silva e Nando, respectivamente.

Na Ponte Preta, João Brigatti terá todo o elenco a disposição. O lateral-direito Jeferson, que estava lesionado está a disposição e pode ser novidade na partida. Na lateral-esquerda, Yuri entra no lugar de Guilherme Lazaroni e no meio de campo, Danrley entra na vaga de Bruno Rodrigues. Com as mudanças, Apodi, que vinha sendo utilizado na lateral-direita, deve jogar mais adiantado.

Ficha Técnica
Ponte Preta x Vila Nova
2ª fase da Copa do Brasil 2020
Data: 27 de fevereiro de 2020
Horário: 21h30
Local: Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas (SP)
Árbitro: Ramon Abatti Abel (SC)
Assistentes: Éder Alexandre (SC) e Gizeli Casaril (SC)
Ponte Preta: Ivan, Dawhan, Wellington Carvalho, Henrique Trevisan e Yuri; Bruno Reis, Danrley e João Paulo; Felipe Saraiva, Apodi e Roger.
Técnico: João Brigatti
Vila Nova: Fabrício; Crystian, Adalberto, Brunão e Marquinhos (Mário Henrique); Pedro Bambu, Liel e Gilsinho (Celsinho); Lucas Silva, Nando e Thalles.
Técnico: Bolívar
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Devido a problemas particulares, Atlético dispensa meia João Pedro

Foto: Paulo Marcos/Atlético CG

Emprestado pelo Athletico Paranaense ao Atlético, o meia João Pedro, de 22 anos não está mais no elenco rubro negro. Com problemas particulares, o jogador retornou ao clube do sul do país após dois jogos, contra Grêmio Anápolis e Goiânia.

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Com a saída, o Atlético fica com duas opções para o setor de criação da equipe: Jorginho e Matheus Vargas, outra opção é Matheus, que nesse início de temporada vem atuando mais adiantado, pelas pontas.

O Atlético volta a campo no sábado (29). No Olímpico, o Dragão enfrenta o Jaraguá, às 16h. A partida vale a liderança da competição.

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Adson cita falta de intensidade e critica treinadores brasileiros; Ouça!

Foto: Willian Rommel/Esporte Goiano

Na noite de ontem, o Atlético demitiu o treinador Cristóvão Borges. A demissão pegou diversas pessoas de surpresa, devido ao aproveitamento da equipe e as boas atuações, principalmente no clássico contra o Goiás. Em entrevista coletiva, Adson Batista, presidente do Atlético esclareceu o motivo da demissão. Segundo o dirigente, os conceitos do treinador não iam de encontro aos conceitos que existem dentro do Atlético.

“A questão do Cristóvão, a gente conhece o profissional no dia a dia. Muito fácil as pessoas que estão de fora do clube, fazer julgamentos, avaliar da forma que pensa, quem sabe das coisas somos nós, que estamos aqui há quase 15 anos. Sabemos que o clube se tornou importante no futebol brasileiro e nesse período buscamos conhecer o Cristóvão, muitas coisas fora do que imaginávamos. Ele tem conceitos diferentes de futebol, nós temos outra forma de pensar futebol e eu não posso esperar as coisas acontecerem para que eu tenha que tomar decisão. O Atlético não espera, eu sei que vou ser criticado, eu prefiro ser criticado fazendo as coisas que eu entendo como certas, que eu estou protegendo o clube, do que ser omisso e pagar um preço lá na frente”

“Evidente que nós vamos enfrentar um ano muito difícil, com muita competitividade e eu preciso de um perfil diferente, intenso no dia a dia, que pensa futebol de forma diferente. Eu acompanho todos os dias, converso com treinador e comissão técnica diariamente. É uma decisão que foi amadurecida, ele sabia disso, porque eu fui verdadeiro com ele. As pessoas fora do estado, em outros veículos de comunicação, que não trabalham no dia a dia, acham que eu sou maluco, que eu jogo pedra em avião. Eu tenho os conceitos do clube, a forma do clube trabalhar e esse grupo é muito bom e eu confio nele, evidente que nós sempre vamos buscar melhorar dentro das nossas possibilidades, absorve de forma negativa alguns métodos de trabalho. Esse grupo foi preparado pela comissão permanente, física e tecnicamente. Daqui a pouco ia cair de produção e eu não vou esperar isso acontecer”, explicou Adson a demissão de Cristóvão Borges.

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Intensidade

Ainda sobre a demissão, Adson criticou o auxiliar técnico que acompanhou Cristóvão no Atlético. Segundo ele, o profissional que não tinha a mínima condição de trabalhar no clube. O dirigente voltou a falar sobre conceitos, que todos dentro do clube enxergavam que o Atlético precisava de um novo rumo. Adson criticou a linha baixa que o Atlético atuou em algumas partidas, pedindo uma marcação mais alta, além de mais intensidade do que vinha apresentando com o treinador no comando do clube.

“Todo treinador tem sua luz própria, ele vai chegar aqui e vai ter o seu sistema de trabalho. Não quero expor o profissional, porque ele tem os conceitos dele e acredita nesses conceitos. Trouxe um auxiliar que na minha visão não tem a mínima condição. Eu não quero ficar aqui expondo as coisas, falando mal das pessoas, eu quero buscar solução. Eu entendi que a gente precisava de uma filosofia totalmente diferente, todos os profissionais do clube enxergam dessa forma. Eu não sou ditador, não sou centralizador, só que acima de tudo está o clube, os objetivos do clube. É muito fácil as pessoas que não conhecem o clube falar um monte de besteira. O Cristóvão é um cara tão tranquilo, tão passivo, que não existia esse nível de discussão. Ele escalou bem o time, teve momentos que ele poderia ter feito outras opções, a gente sempre conversou com ele, mas esse nunca foi o problema. O time vem fazendo uma campanha muito boa, regular, tranquila, passou de fase na Copa do Brasil. O problema é o futuro. Nós entendemos que o Atlético é um clube que precisa correr mais que os outros, precisa ser mais intenso que os adversários. Teve um jornalista que me ligou ontem a noite, fez uma matéria e colocou tudo ao contrário do que eu falei, que eu errei realmente ao escolher o Cristóvão, mas eu quero é time que jogue pra frente, com força, velocidade, eu não quero time jogando com linha baixa. Eu gosto de time que joga em linha alta, com competitividade, principalmente Campeonato Goiano, que o Atlético tem a obrigação de jogar com linha alta. Essa foi uma das discussões internamente aqui, porque a gente queria que jogasse dessa forma. No clássico contra o Goiás, o Atlético jogou e teve sucesso. Em alguns jogos, o Atlético jogou com linha baixa. São conceitos do treinador, eu respeito, ele é um cara decente. Não foi só por isso que ele saiu, é por conceitos que ele tem e não abre mão e o perfil do clube tem outras formas de trabalhar, de conduzir. O Cristóvão é um profissional que as vezes não enxerga um fisiologista da forma que precisa, nós entendemos que o fisiologista é muito importante. Eu não vou expor outras coisas porque eu o respeito. Ele é uma grande pessoa, um cara do bem, só que não abre mão dos conceitos, entende que é o que ele deve usar no dia a dia e eu vou respeitar, mas eu tenho por direito de buscar um perfil diferente para o Atlético”, criticou Adson alguns conceitos defendidos pelo agora ex-treinador.

Críticas aos treinadores brasileiros

Na procura de um novo profissional, Adson Batista criticou o nível técnico de alguns treinadores no mercado brasileiro. Segundo ele, a culpa sempre cai nos dirigentes, mas os treinadores também tem culpa, pois treinadores vem e vão nos clubes, mas que os dirigentes ficam e precisam pagar contas, administrar o clube da melhor forma possível. Adson não descartou a cobrança em cima de escalações, mas que segundo ele, quem tem a palavra final é o treinador, para justamente não sair falando mal e que teve o seu trabalhado influenciado por motivos externos.

“É falta de profissionais qualificados. Era importante as pessoas no Brasil ouvirem isso. O pessoal fala muito dos dirigentes, mas quem tem que ser muito qualificado são os treinadores e a qualificação dos treinadores brasileiros é falha. Tem muitos bons treinadores, com capacidade, mas falta muita coisa, nós precisamos evoluir demais. Eu estou falando humildemente, é um conceito que eu tenho. Eu vivi e convivi com muitos treinadores, com muitos profissionais. Precisam avaliar muito isso, sempre colocam os treinadores como vítima e os clubes tem que pagar as contas, cair de divisão e fica a bomba para a gente administrar. Eu não vou, na minha gestão endividar o Atlético. Nós estamos pagando dívidas faraônicas todo ano, nós entramos esse ano pagando um monte, arrumar estádio e o dinheiro sai do futebol, não tem milagre. Falta opção, meu telefone tem várias mensagens, mas se eu somar tudo fica difícil. Tem três ou quatro em condições de fazer o que precisamos, falta um pouco de mea-culpa dos treinadores, porque tem muito treinador de discurso, mas no dia a dia não tem qualidade no trabalho. Não é só no trabalho, na gestão interna, ter o grupo na mão, fazer os jogadores olhar com respeito e ver como uma referência”

“Tem treinadores que vão tocando, vendo se o time os carrega. Eu tive muitos treinadores aqui que escala time é a balela dos comentaristas, pois não tem o que falar. Às vezes eu dei a mão pro cara, para não cair no abismo e deixo ter a responsabilidade da palavra final. Ele tem que ter responsabilidade, porque no momento que eu for demitir qualquer treinador, ele vai falar que está saindo porque quem escalava era o presidente. Ninguém nunca saiu falando isso, porque eu não dou essa margem para eles. Eu questiono quando o jogador tá mal, tá bem, porque minha responsabilidade é a maior do clube. Escalar time, a última palavra é do treinador, então isso é conversa de gente que sempre fala a mesma coisa e não contribui em nada”, criticou o dirigente a formação dos treinadores brasileiros.

Técnico estrangeiro?

Desde 2019, treinadores estrangeiros vem tomando espaço no futebol brasileiro. O maior exemplo é Jorge Jesus, treinador do Flamengo, campeão brasileiro e da Libertadores no último ano. Segundo Adson, o Atlético não tem restrições ao trabalho de estrangeiros, mas que no entanto, a equipe precisa de alguém que assimile rápido os conceitos do clube e não que precise de um grande tempo para se adaptar ao Atlético e ao futebol brasileiro

“Eu não descarto nada, mas eu prefiro os treinadores brasileiros. Para um clube emergente igual o Atlético, a gente não pode pagar pra ver. O Flamengo trouxe o Jorge Jesus e deu certíssimo, mas vai ver o que o Flamengo tem, ele contrata quem ele quiser. Não deu certo esse, põe o outro, vai dar certo, muita qualidade. Nós não, nós somos força de conjunto, limitações de orçamento e eu tenho que ter cuidado. Esses treinadores estrangeiros precisam de tempo para trabalhar e nós não temos esse tempo. Daqui a pouco nós estamos disputando uma Série A e tem que vender o almoço para comprar a janta, é assim. Eu prefiro um treinador brasileiro que adapte a filosofia do clube, o clube tem protocolos próprios, se tornando ao longo do tempo mais profissional”

“Eu não trabalho com treinador que não usa preparador físico, que trabalha mais com bola, eu faço entrevista. Eu tenho que tomar decisões, nós temos decisão quarta-feira, importantíssima para o clube. A minha comissão permanente tem os jogadores na mão. Os jogadores vinham questionar isso ou aquilo, confiam na comissão permanente e isso me dá tranquilidade para buscar um profissional que adapte ao nosso perfil. Trabalhar no Atlético é a coisa mais fácil do mundo, nós já carregamos vários treinadores aqui, mas ele tem que querer. Se ele não querer, fica difícil demais. Aqui nós temos uma equipe muito boa de trabalho, se o treinador souber comandar, pois são pessoas honestas, são pessoas que em momento nenhum querem tomar o lugar do treinador, eu não trabalho com gente de caráter duvidoso. Nós já carregamos muito treinadores, que aqui era o cara, mas saiu e não andou em lugar nenhum. Aqui tem uma comissão muito funcional, eu não tenho desespero, há muitos dias estávamos com essa ideia. Não houve casamento, não deu para ter sequência. Cada pessoa enxerga o futebol de um jeito diferente, acham que as coisas funcionam diferente. Quem sabe é quem está no dia a dia, convivendo com as coisas, fragilidades, problemas, situações. Nesse momento as pessoas entendem tudo diferente, é muita pancada, mas nós somos fortes para enfrentar isso de cabeça erguida. Nada melhor que os resultados, que um ano bom, eu tenho que dar resposta para os torcedores que vão em todos os jogos. Para os torcedores que ficam criticando, vão ao estádio, critiquem, mas não fiquem em redes sociais”

“Nós vivemos em um estado que as pessoas cobram muita torcida do Atlético, mas quem está levando torcida? Nós precisamos fazer um mea-culpa, um estudo para levar o torcedor a campo. Todos os times tem torcida, eu não sei o que é, eu tento fazer o meu melhor dentro das minhas possibilidades. Fazer um time competitivo, que briga, que tem estrutura e estádio cada dia melhor. Milagre só Deus faz, as pessoas precisam enxergar com realidade e não com maldade como muitas pessoas fazem”, finalizou o dirigente.

Ouça a entrevista completa de Adson Batista após a demissão de Cristóvão Borges
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