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Na Memória: Em 2008, Vila Nova venceu Corinthians com gol de Pedro Junior

Foto: Reprodução/YouTube

No ano de 2008, o Vila Nova ficou próximo do inédito acesso para a Série A. O Tigre bateu na trave ao terminar na 6º posição, com 58 pontos. A última equipe a conseguir o acesso foi o Grêmio Barueri, que finalizou a Série B com 63 pontos.

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Na campanha do time na competição, o Vila teve pela frente o Corinthians. No ano anterior, a equipe paulista havia sido rebaixada na Série A. Para um público de mais de 27 mil pessoas, o Vila pelo placar de 2×1 e, de quebra, encerrou a invencibilidade de oito jogos do alvinegro atuando fora de casa.

O Vila saiu na frente com gol de Alex Oliveira, mas o Corinthians empatou com André Santos. Porém, no final da partida, Pedro Júnior marcou o segundo gol do colorado e deu números finais a partida. Antes do confronto, Túlio Maravilha havia dito que iria marcar contra a ex-equipe, no entanto, o atacante deixou o campo sem balançar as redes.

O Jogo

Jogando em casa, o Vila começou a partida em cima do Corinthians e teve a primeira chance do jogo, após cruzamento, Felipe espalmou e, no rebote, Túlio mandou pela linha de fundo. Aos poucos o Corinthians foi se soltando no jogo, com o trio formado por Douglas, Herrera e Dentinho, esse último desperdiçou boa chance de abrir o placar.

No entanto, o equilíbrio da partida durou pouco. A partir dos 30 minutos, o Vila começou a dominar a partida. Em chutes de Túlio e Reinado pararam na defesas do goleiro Felipe. Porém, aos 33 minutos o arqueiro foi vencido. Osmar cruzou, Wando foi travado na hora da finalização, livre, Alex Oliveira completou pro fundo da rede e abriu o placar.

Corinthians reage, mas gol no fim dá vitória ao Vila

O Corinthians voltou melhor para o segundo tempo e contou com a sorte para chegar ao empate. Douglas finalizou, a bola desviou em André Santos e enganou o goleiro Max.  Apesar do gol sofrido, o Vila não se abalou na partida. A equipe continuou indo pra cima, enquanto o Corinthians parecia se contentar com o empate. O segundo gol era questão de tempo e quase veio em finalização de Caíco, que Felipe espalmou.

Buscando novamente entrar no jogo, Mano Menezes jogou o time pra cima, mas logo tomou um duro golpe. Faltando 15 minutos para acabar o jogo, Wellington Saci, que havia entrado no intervalo, saiu lesionado. Como já havia feito as três alterações, o jogador ficou em campo, mesmo sem reunir condições de jogo.

Após a lesão, o Corinthians passou a se defender, enquanto o Vila buscava o gol da vitória, mas sem sucesso. Porém, aos 43 minutos, o colorado marcou o gol do alívio. Bruno Batata finalizou na trave, no rebote, Pedro Junior finalizou no canto, sem chances para Felipe e deu números finais a partida. Antes do fim da partida, Felipe foi expulso e André Santos foi para o gol, mas o Vila não aproveitou a oportunidade para ampliar o placar.

Ficha Técnica

Vila Nova 2×1 Corinthians – 17º rodada da Série B 2008
Data: 08 de agosto de 2008
Local: Serra Dourada, Goiânia (GO)

Árbitro: Wilson de Souza Mendonça (PE)
Assistentes: Jossemar José Diniz Moutinho (PE) e José Pedro Wanderlei da Silva (PE).

Cartões Amarelos: Valença (VIL); Fabinho (COR)
Cartão Vermelho: Felipe (COR)
Gols: 
Alex Oliveira, aos 33′ 1T, Pedro Junior, aos 43′ 2T (VIL); André Santos, aos 7′ 2T (COR)

Público: 27.640 pagantes
Renda: R$ 665.120,00

Vila Nova: Max; Osmar, Valença, Luiz Carlos e Fernandinho; Soares, Heleno, Reinaldo (Caíco) e Alex Oliveira; Túlio (Pedro Júnior) e Wando (Bruno Batata).
Técnico: Givanildo Oliveira

Corinthians: Felipe, Carlos Alberto (Denis), Fábio Ferreira, William e André Santos; Fabinho, Elias, Eduardo Ramos (Wellington Saci) e Douglas; Dentinho e Herrera (Diogo Rincón).
Técnico: Mano Menezes

Confira os melhores momentos da partida
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Goianésia paga integralmente salário de março e deseja retorno de base na Série D

Foto: Divulgação/Goianésia EC

O Goianésia pagou nesta semana o salário integral do mês de março aos atletas. Vários clubes optaram por fazer o pagamento apenas dos dias trabalhados, mas a diretoria do Azulão do Vale não descontou os dias de paralisação do futebol.

– Vamos pagar o mês fechado, não só os dias trabalhados. No dia 18 de março, encerramos as atividades, mas decidimos pagar o mês de março completo. Essa é nossa combinação com os atletas – disse o diretor de futebol Fabrício Leopoldo.

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O plantel do Goianésia tinha 29 atletas, segundo o dirigente. Todos eles tiveram os contratos rescindidos no dia 19 de março. Apesar disso, ele espera que boa parte deles esteja de volta para a disputa da Série D.

– Nós vamos conversar com todos. Queremos manter o máximo de atletas dessa base que pudermos – reiterou Leopoldo.

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Goiás perde patrocínios e Marcelo Almeida calcula prejuízo milionário

Foto: Rosiron Rodrigues/Goiás EC

Os prejuízos causados pela pandemia do coronavírus também estão no futebol. No Brasil, o calendário nacional está suspenso por tempo indeterminado. Em âmbito estadual, o Goianão também foi suspenso sem data para voltar. Sem fontes de renda, as equipes quebram a cabeça para honrar seus compromissos.

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No Goiás, o presidente Marcelo Almeida revelou que a equipe perdeu todos os seus patrocinadores. Em entrevista à Rádio Sagres 730, o dirigente disse que ainda não sabe mensurar o prejuízo, pois as contas ainda não foram feitas, mas que será um déficit milionário. Segundo o mandatário, o clube pode ter outros prejuízos caso a pandemia se alongue por mais tempo, como o dinheiro recebido pelas transmissões dos jogos da equipe.

“Nós perdemos 100% dos nossos patrocinadores. Perdemos um quantitativo financeiro muito grande. Em breve eu estarei passando a régua no prejuízo que o Goiás vai ter, ainda não passei pois a guerra ainda não acabou. Eu vou esperar mais um pouco, mas não tenho dúvida nenhuma que será um prejuízo milionário. O Campeonato Goiano não sendo dado sequência é um prejuízo imenso, o risco do início do Brasileirão e a falta de televisionamento são outros. Não sabemos se a Globo vai conseguir honrar os compromissos conosco. É uma grande incógnita, felizmente os nossos atletas, fornecedores estão passando pelo mesmo problema, todos estão no mesmo barco. Todos vão ter que entender que é uma dificuldade grande para todo mundo, infelizmente”, explicou o presidente, sobre a situação financeira que vive o Goiás.

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Na memória: Goiânia elimina América-MG e faz história na Copa do Brasil 2001

Arte: Willian Rommel/EG

No ano de 2001, Goiânia e América Mineiro se enfrentaram pela primeira fase da Copa do Brasil. O adversário do Galo Carijó era o atual Campeão Mineiro daquela temporada, o Coelho tinha vencido o favorito Atlético Mineiro.

O técnico do Goiânia era Othon Valentim, que tinha passagens por Goiás e Atlético Goianiense, e chegou ao clube para substituir Luiz Dário. O time alvinegro contava com Finazzi (atualmente treinador do Galo Carijó), Rogério Correa, Cristiano Moura e companhia.

Foto: Goiânia e América MG, no Estádio Serra Dourada

A primeira partida, no Serra Dourada, terminou empatada em 1 a 1, com gols de Cristiano Moura para o Goiânia e de Emerson para o América-MG. Com isso, o Coelho tinha a vantagem do empate sem gols, por ter feito um gol na casa do adversário.

Apesar de jogar em casa, a equipe mineira tinha problemas para o duelo de volta, pois o zagueiro Wellington Paulo e o atacante Ruy “Cabeção” foram punidos com 30 dias de suspensão devido às expulsões no jogo contra o Coritiba, pela Copa Sul-Minas.

 

O JOGO

O América começou a partida com mais disposição, buscando o ataque, principalmente, com Tucho e Fabrício. O Goiânia por sua vez, preocupava-se em se defender, apesar de precisar marcar gols. Mesmo com maior volume de jogo, o Coelho não conseguia aproveitar as oportunidades criadas e o Galo Carijó passou a ocupar os muitos espaços que encontrava.

Aos 26 minutos, o Goiânia saiu em contra-ataque com Cleiton pela direita. Ele virou o jogo na esquerda para Rodrigo Mendes, que cruzou para a área, na medida para Finazzi, de cabeça abrir o marcador: 1 a 0.

A primeira e única chegada com perigo do América só aconteceu aos 29 minutos, quando Alessandro aproximou-se da área e chutou forte para grande defesa do goleiro Samir. E isto foi tudo o que o time mineiro conseguiu fazer no primeiro tempo.

“SEU DESTINO É VENCER…”

Na segunda etapa, o técnico Lula Pereira não esperou muito e substituiu Edson por Fred, para tentar dar mais força ofensiva ao América, que voltou cometendo os mesmos erros do início da partida.

O tempo foi passando e o nervosismo tomou conta do time mineiro. Os jogadores mostravam vontade, mas tentavam resolver sozinhos e não conseguiam chegar ao gol do Goiânia, que apenas tocava a bola, esperando o fim do jogo. E como não teve competência para marcar sequer um gol, o América acabou eliminado da Copa do Brasil, dentro de casa, pelo Galo Carijó.

Foto: Goiânia e América-MG, no Indenpedência
Ficha Técnica
América-MG 0x1 Goiânia – Jogo de Volta da  1ª fase da Copa do Brasil
Data: 21/03/2001
Horário: 20h30
Estádio: Independência, Belo Horizonte (MG)
Árbitro: Jorge Fernando Rabello (RJ)
Assistentes: Marcos Vinícius Sá Freire (RJ) e Eurivaldo Faria Lima (RJ)
Amarelos: Rogério Correa, Jean e Cássio (Goiânia)
Gols: Finazzi aos 26 min/1T (Goiânia)
América/MG: Fabiano; André Figueiredo (Michel), Wellington Paulo, Thiago e Edson Mendes (Fred); Ricardo Mendes, Tucho, Fabrício e Claudinei; Alessandro e Flávio Galvão (Rodrigo).
Tecnico: Lula Pereira.
Goiânia: Samir; Rafael, Peta, Rogério Correa e César Lira; Cristiano Moura, Jean, Rodrigo Mendes (Wágner) e Cleiton; Finazzi (Cássio) e Alexandre (Flávio).
Técnico: Othon Valentim.
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Goiás é o clube que mais utilizou jogadores diferentes no Brasil, diz pesquisa

Foto: Rosiron Rodrigues/Goiás E.C.

O Goiás foi o clube que mais utilizou jogadores diferentes numa mesma temporada no Brasil, conforme apontou uma pesquisa do Observatório do Futebol do Centro Internacional de Estudos de Esporte (Cies, na sigla em inglês).

O estudo compilou dados de 87 ligas de primeira divisão no mundo. O Brasileirão ficou em terceiro lugar no maior número de atletas diferentes utilizados pelas equipes. O levantamento considera as edições de 2015 a 2019.

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O Goiás teve 143 atletas diferentes no período. Considerando todas as 87 ligas, o Esmeraldino é o 10º do mundo. O primeiro é o colombiano Deportivo Pasto, com 176. Dos 20 primeiros, 14 são clubes sul-americanos. Bahia, com 132, e Avaí, com 131, também se destacam.

Segundo o professor da Escola de Educação Física e Esporte da USP, Ary Rocco Júnior, a alta rotatividade está ligada ao poderio econômico dos clubes.

– Esses clubes que lideram a lista não são de grande poderio econômico, mas são menores do ponto de vista financeiro. A rotatividade nos elencos é alta porque são times que fornecem atletas a clubes mais ricos do próprio país, e até do resto do continente, no caso específico da Colômbia, ou para outros centros esportivos, como Europa, de forma geral – disse à Agência Brasil.

Rotatividade nos elencos brasileiros (2015 a 2019)

Goiás: 143
Bahia: 132
Avaí: 131
Ceará: 130
Chapecoense: 129
Vasco: 125
Fortaleza: 123
Fluminense: 121
São Paulo: 120
Internacional: 116
Athletico-PR: 114
Grêmio: 109
Botafogo: 107
Cruzeiro: 104
Santos: 97
Atlético-MG: 96
Corinthians: 93
Flamengo: 92
Palmeiras: 91

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Entrevista: Wagner Bueno relembra conquistas, rivalidade e carreira no Vila Nova

Arte: Ildeu Iussef/EG

O goleiro Wagner Bueno marcou história com a camisa colorada no ano de 2015 e descobriu o gosto pelo futebol junto dos amigos, em um campo de terra. De acordo, com o ex-jogador “goleiro não se vira de uma noite para o dia, você nasce goleiro”.

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Em entrevista especial ao Esporte Goiano, dando sequência a série com atletas que fizeram história no futebol goiano, o ex-jogador relembrou fatos marcantes na carreira, falou da sua passagem vitoriosa no Vila Nova e do momento atual fora das quatro linhas.

Confira a entrevista de Wagner Bueno na íntegra

EG – Como foi que o futebol surgiu em sua vida? 

Comecei a jogar futebol em um lote baldio que tinha em frente a minha casa no Jardim Vila Boa. Eu e alguns amigos limpamos o lote e fizemos um campinho que era a nossa diversão. Na época, o Tafarel estava no auge de sua carreira e escolhi a posição de goleiro. Na verdade, goleiro não se vira de uma noite para o dia, você nasce goleiro! Sai desse campinho e fui para um time amador da época: o Havai que treinava em campo de terra. Com o fim do Havai, fui trabalhar com meu pai e minha mãe em um condomínio e conheci o Gílson Vilas Boas que era técnico do tampinha (categoria de base) do Atlético e me levou para fazer um teste onde acabei ficando por 12 anos.

EG – Você fez parte do último elenco colorado que conquistou campeonatos.
Qual a importância do Vila Nova na sua carreira profissional?

Aquele ano foi mágico na minha vida e na carreira profissional. Em 2015, fomos campeões da Divisão de Acesso (do Campeonato Goiano) e Brasileiro da Série C, é até difícil falar desse ano e não me emocionar, por ter sido uma temporada onde tudo deu certo e estar jogando num time da grandeza do Vila Nova. Antes de ir para o Vila era conhecido apenas como Wagner Bueno e depois que fui para o Vila passei a ser conhecido como “Wagner Bueno, goleiro do Vila Nova” isso é muito gratificante. Esse nome é muito forte: Vila Nova.

EG – Em 2016, pela 31ª rodada da Série B, você estava em campo quando o Vila venceu o Goiás por 2 a 1, quebrando um jejum que tinha 37 anos em termos de Campeonato Brasileiro. Quais suas lembranças daquele jogo? Qual a sensação de vencer o maior rival?

Esse jogo foi memorável. Depois de tantos anos o Vila Nova voltava a vencer o principal adversário do estado e eu estava lá dentro de campo jogando o principal clássico do Centro-Oeste e vencendo. Antes da partida o vestiário estava todo tenso, porque sabíamos que não podíamos perder por estarmos na luta pelo acesso e conseguimos reverter tudo na confiança que poderíamos vencer e assim foi feito. Travamos um jogo muito difícil, mas vencemos, e no apito final do arbitro, veio a explosão de emoção. Vencemos o Goiás o maior rival depois de tantos anos e pude fazer parte dessa história. Depois no vestiário, foi só alegria por termos conquistado os 3 pontos, claro, em cima do maior rival.

EG – Wagner você começou a sua carreira no Atlético Goianiense e teve passagem em diversas equipes do interior de Goiás. Como foi o seu trajeto até chegar ao Onésio Brasileiro Alvarenga?

Depois que o Havai acabou, fui fazer o teste no Atlético, acabei passando e ficando por 12 anos. Quando sai em 2004, comecei a rodar no futebol goiano e brasileiro passando por várias equipes. Graças a Deus, todas as minhas passagens foram marcadas com acessos e títulos e isso foi umas das coisas que me levaram ao Vila Nova: ser um atleta vencedor. A gente joga em equipes menores sempre pensando em um dia chegar a um clube maior e, graças a Deus, eu colhi o fruto de muitas batalhas que já tinha travado.

EG – Você tem vontade de ser treinador de futebol?

Ano passado, estava no Aparecida como técnico do Sub-17 onde fomos campeões da primeira Copa Hidrolândia e vice campeão estadual. Mas agora pretendo seguir como Gerente e, até mesmo, Diretor de Futebol. Abrir portas pelo Brasil, até porque todas profissões que exercemos sempre procuramos aprender, crescer e evoluir.

EG – Atualmente você é Gerente de Futebol no Vila Nova. O que te motivou a aceitar esse cargo no Tigre? Quais são os maiores desafios nessa função?

Ano passado recebi a proposta do até então Diretor de Futebol e, hoje, Presidente do clube Hugo Jorge Bravo para assumir com ele a função de elo entre os jogadores, comissão técnico e diretoria. Porém, o Gerente de Futebol, Vitor Poncho, teve um problema pessoal e precisou se desligar do cargo, com isso o Hugo me chamou e falou que eu ficaria no lugar dele e que não iria contratar ninguém. Naquele momento, surgiram muitos questionamentos na minha cabeça, mas como toda minha vida foi de desafios, este era apenas mais um na minha vida. Já tinha feito o curso de gestão aplicada no futebol pelo Instituto Goiano de Direito Desportivo (IGoDD).

No começo meu maior desafio foram com as logísticas do time na série B, onde um erro atrapalha todo percurso do clube como passagens aéreas, translados e hotéis, mas agradeço ao Vitor que me ajudou muito até pegar tudo certinho. Hoje tiro de letra e me sinto muito feliz de estar trabalhando dentro do futebol do Vila Nova.

Quero aqui agradecer ao presidente Hugo Jorge Bravo e toda diretoria por acreditar e confiarem no meu trabalho. Tudo no começo não é fácil temos várias dificuldades, mas a torcida pode confiar que trabalhamos sempre com honestidade e transparência, com Fé em Deus de que no final tudo dará certo, porque o Vila Nova: time do povo não pode parar.

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Basquete Anapolino teme cancelamento do Brasileirão de 2020

Foto: Rafael Tomazeti/EG

A direção do Basquete Anapolino não descarta a possibilidade de cancelamento do Campeonato Brasileiro de 2020. Segundo o técnico e diretor Moisés da Silva, o cenário nebuloso por conta da epidemia de Covid-19 no país causa incerteza a respeito da viabilidade do torneio.

O início do Brasileirão estava previsto para o dia 15 de março. Na semana passada, a Confederação Brasileira de Basketball (CBB) anunciou a redução da competição, cortando uma das fases. Mesmo assim, as dúvidas ainda pairam para o gestor das águias.

– Acho que (a mudança de fórmula) ainda não será efetiva. A questão é saber se vai ter campeonato. Vão faltar datas. Abril já está comprometido e maio praticamente também. Pode ser que surja uma outra situação no segundo semestre, mas aí já estamos comprometidos com outras coisas – ponderou.

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De acordo com Moisés, além do tempo necessário para superação da crise de saúde, as equipes ainda precisarão preparar os elencos, parados há quase um mês. “Vamos supor que se resolva em maio, não dá para preparar os atletas para junho”, disse. O dirigente reitera o temor de cancelamento do Brasileiro. “Eu acredito que não vai ter campeonato, mas, se começar, é de julho para frente”, pontuou.

Outra solução

Moisés acredita que, para evitar cancelamento, a CBB poderia tentar realizar o Brasileirão por etapas, como foi feito na edição de 2014 do Novo Basquete Brasil (NBB).

– Eu acho, pela minha experiência, que eles farão por etapas. Vão ser jogos seguidos sexta, sábado, domingo, um em cima do outro. Por exemplo, faz-se jogos em Anápolis, Brasília e Uberlândia de uma vez só. Acho que ainda haverá mudanças (na fórmula de disputa) – afirma.

Caso o Brasileirão seja inviabilizado, Moisés garante que o Basquete Anapolino continua e jogará o Campeonato Goiano de 2020 para se preparar para o torneio nacional do ano que vem. “(Se for cancelado) A gente focaria de novo no Goiano para voltar em 2021. O projeto continua”, garante.

Se o cenário for pela realização do Brasileiro, as águias também estarão dentro. “Nós somos obrigados a ir, ou nosso basquetebol leva suspensão. Vamos participar. Nossa vida jogando é outra, criamos receitas”, pondera.

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Na memória: Anapolina massacrou o Grêmio pela Série B em 2005

Foto: Reprodução Internet

A goleada sobre o Grêmio em 2005, pela segunda divisão do Campeonato Brasileiro, talvez seja uma das maiores vitórias lembradas pela torcida da rubra em toda a sua história. Na sua sexta participação seguida na segunda maior competição do Brasil, a Série B, a Anapolina humilhou o futuro campeão daquela temporada por uma goleada fácil de 4 a 0, jogando no estádio Jonas Duarte.

Um dos grandes destaques da Xata naquele ano era o atacante Adriano Magrão, que veio a terminar como o artilheiro do time na série B com 7 gols, o time era treinado por Ardebal Lana naquela época. O time adversário, por sua vez era comandado por Mano Menezes  e não vinha tendo uma boa participação dentro da competição, não conseguindo emplacar uma sequência de vitórias nas dez primeira rodadas.

O grande destaque do time gaúcho naquele tempo era Pedro Júnior e futuramente viria a ser o volante Anderson, que mais tarde se transferiu para o Manchester United sendo campeão do mundo e da Champions League, além de conquistar quatro campeonatos ingleses.

O JOGO

Anapolina apoiada por sua torcida que lotou o Jonas Duarte, dominou a partida por completo, não dando chances praticamente para o time adversário. Foi amplamente superior e conquistou a vitória sem susto.

Mesmo com a pressão o gol do time goiano veio somente na reta final do primeiro tempo. Aos 39 minutos após lançamento de Jonathan, Éslei dominou sem marcação na grande e bateu cruzado, abrindo o placar.

Após o gol sofrido, o time do Grêmio tentou empatar nos minutos finais, porém aproveitando do desespero dos gaúchos, a Xata em um contra-ataque acabou marcando o segundo, com o próprio Éslei que aproveitou erro da defesa tricolor com Pereira. Final do primeiro tempo: Anapolina 2 a 0.

ETAPA FINAL

Na volta para a segunda etapa, o técnico Mano Menezes realizou as três alterações no vestiário, para buscar o empate. No entanto, o mesmo cenário se repetiu na etapa final, com a Anapolina em uma noite inspirada, controlando as ações do jogo. Aos 27 minutos, a Xata teve um jogador expulso, o que aumentou as esperanças dos gremistas em reverter a situação, porém nada mudou.

E assim como no primeiro tempo, a rubra marcou seus dois últimos gols na reta final. Aos 44 minutos, num contra-ataque mortal em uma tabela feita por Jonathan, Wilsinho e por último Robson. O lateral cruzou para a grande área, o goleiro Galatto afastou mal e Wilsinho pegou o rebote ampliando o placar.

Com o time abatido, a Xata ainda aproveitou o último minuto para fechar o chocolate para cima do Grêmio. Aos 48 minutos, Wilsinho em uma jogada individual, passou livre pela zaga do adversário e cara a cara com Galatto, chutou colocado no lado direito, fechando o caixão do tricolor gaúcho.

CAMPANHA

Mesmo com essa atuação de gala contra o futuro campeão da competição, a Anapolina acabou sendo rebaixada naquele ano para a terceira divisão do nacional. O time goiano terminou na décima nona colocação, em um campeonato com 22 times. A Xata fez 25 pontos, com sete vitórias, quatro empates e dez derrotas. A equipe goiana marcou 25 gols e sofreu 31.

Os 11 iniciais da Xata – Foto: Reprodução Internet
Ficha Técnica
Anapolina 4×0 Grêmio – 9ª rodada da Série B 2005 – Primeira fase
Data: 18/06/2005
Horário: 18h10
Estádio: Jonas Duarte, Anápolis (GO)
Árbitro: Marcos Antônio Barros Café (DF)
Assistentes: Nílson Alves Carrijo (DF) e Fábio Araújo (DF).
Amarelos: Juninho e Donizete (ANA); Pereira, Marcel, Raone e Osmar (GRE)
Cartão vermelho
: Juninho (ANA)
Gols: Éslei aos 39 min/1T e 47 min/1T;  Wilsinho aos 44 min/2T e 48 min/2T – (ANA)

Anapolina: Luís Almeida; Jonathan, Cleiton, Aldemir e Robson; Juninho e Donizete (Ricardo Araújo), Cacá e Anderson;  Adriano Magrão (Edér Silva) e Éslei (Wilsinho)
Tecnico: Aderbal Lana.
Grêmio/RS: Galatto; Patrício, Pereira, Marcelo Oliveira e Raone (Ênio); Nunes, Douglas Silva (Fábio Bala); Bruno e Marco Aurélio; Osmar e Pedro Júnior (Marcel).
Técnico: Mano Menezes.
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Entrevista: Baltazar relembra recorde de gols do futebol goiano com a camisa do Atlético

Arte: Willian Rommel/EG

O maior artilheiro da história do Campeonato Goiano, o atacante Baltazar marcou história com a camisa rubro-negra no ano de 1978 e depois em 1994 com a camisa esmeraldina. O jogador nasceu com o faro de gol, segundo o próprio atleta, em seu primeiro jogo como profissional, marcou três gols pelo Atlético em uma goleada contra o Inhumas.

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Em entrevista exclusiva e especial ao Esporte Goiano, dando sequência a série com atletas que fizeram história no futebol goiano, o ex-jogador relembrou fatos marcantes na carreira, falou da sua passagem pelo futebol goiano e da origem do apelido Artilheiro de Deus. Confira!

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Multicampeão, técnico levou o Vila Nova ao seu primeiro título nacional

Foto: Arquivo/CBB

Antes de conquistar a Série C em duas oportunidades (1996 e 2015), o Vila Nova venceu seu primeiro Campeonato Brasileiro em 1973. No entanto, o triunfo não foi no campo e sim nas quadras. Comandado pelo técnico Kanela, a equipe venceu a Taça Brasil de Basquete. A conquista é um dos grandes feitos do esporte goiano.

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Naquele ano, a competição foi disputada em Goiânia. As partidas foram jogadas no Ginásio da ESEFEGO (Escola Superior de Educação Física – hoje Faculdade de Educação Física da UEG – Universidade Estadual de Goiás). Sete equipes disputaram o torneio. Além do Vila, entraram em quadra Jaó (GO), Fluminense (RJ), Arapongas (PR), Sírio (SP), Palmeiras (SP) e Trianon (SP). Na decisão, a equipe derrotou o Trianon. O placar da final foi 59×55 para a equipe colorada.

Além do técnico Kanela, em seu elenco, o Vila Nova contava com jogadores de Seleção Brasileira. O armador Fausto Gianecchini, os alas-pivôs Adílson e Joy e o ala César.

O Vila Nova é a única equipe goiana campeã do Campeonato Brasileiro de Basquete. E, ao lado do Brasília, são as únicas equipes da região centro-oeste a terem conseguido esse feito.

Retomada dos esportes olímpicos

A tradicional história colorada na modalidade está sendo retomada em 2020. O Vila Nova criou o departamento de esportes olímpicos do clube, em parceria com a Universo. Além do basquete, outras modalidades do clube serão o futebol e rugby feminino, atletismo, karatê, futsal e vôlei.

Destaque fora da quadra

Nesta conquista, o destaque do Vila Nova estava no banco de reservas. O treinador da equipe era o paraibano Togo Renan Soares, o “Kanela”, maior técnico da história do basquete brasileiro. Ele comandou a Seleção Brasileira por 20 anos, de 1951 a 1971.

A frente da Seleção Brasileira, Kanela conquistou dois campeonatos mundiais, em 1959 e 1963 e foi vice campeão em 1954. Além destes títulos, o técnico venceu cinco títulos sul americanos consecutivos, entre 1958 e 1971. O treinador também tem em currículo quatro medalhas de Pan Americano (três bronzes e uma prata) e uma medalha olímpica (bronze em nas Olimpíadas de Roma, em 1960).

A conquista com o Vila Nova em 1973 foi o único título nacional de Kanela. Além do colorado, ele dirigiu Botafogo, Palmeiras e Flamengo. No rubro negro carioca, o técnico teve seu maior destaque, conquistando 14 estaduais, sendo 10 de maneira consecutiva. Além dos títulos regionais, o treinador conquistou um Sul-Americano com a equipe da Gávea.

Por suas conquistas e relevância para a história do basquete, Kanela foi indicado ao Hall da Fama da Federação Internacional de Basquete (FIBA). Ele é um dos 25 treinadores que receberam a honraria da entidade.

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