Torneios do Basquete Integração previstos para o mês de maio foram adiados. Além da Liga URB, que já havia comunicado o cancelamento, foram afetados o Circuito Goiano de Basquete 3×3, Circuito Vianópolis e a Copa Aparecida de Basquete em Cadeira de Rodas.
Ao todo, já são 11 competições do calendário de 2020 do Basquete Integração que sofreram modificações por conta da epidemia de Covid-19 em Goiás.
Apesar de não ter oficialmente suspendido torneios de junho e julho, a direção do Basquete Integração trata como improvável qualquer competição antes do mês de agosto. Com treinamentos proibidos, a paralisação do calendário deve se prolongar.
– As equipes têm que voltar a treinar antes. Temos dificuldades em relação a isso. Em junho e julho é pouco provável. O governador ainda fala em voltar a aumentar as restrições – disse o diretor Vinícius Valentin.
Uma das ideias do Basquete Integração era aguardar o retorno da temporada do Novo Basquete Brasil (NBB) para negociar a volta dos torneios em Goiás. Contudo, a principal liga do país encerrou a competição. Agora, a estratégia é esperar outras modalidades. “Vamos aguardar o futebol voltar para ter possibilidade de negociação”, revelou Valentin.
Veja os torneios do Basquete Integração já afetados pela epidemia:
Março
Copa Vermelho e Branco
2ª Copa da Amizade – Troféu Denílson Fernandes
3ª etapa do Circuito Master
Abril
3ª etapa Circuito Goiano Basquete 3×3
Open Caldas
Jogos Universitários Goianos
Copa Centro-Sul Piracanjuba
Maio
1ª etapa Liga URB
2ª etapa Circuito Vianópolis
4ª etapa Circuito Goiano Basquete 3×3
Copa Aparecida de Basquete em Cadeira de Rodas
Fernando Prass é considerado um dos melhores goleiros que aturaram no Vila Nova, pela torcida colorada. O atleta chegou ao Tigrão na metade do ano de 2000 e fez história com a camisa 1 ao conquistar o título do Campeonato Goiano de 2001.
Em entrevista especial ao Esporte Goiano, dando sequência a série com atletas que fizeram história no futebol goiano, o goleiro Fernando Prass relembrou conquistas do tempo em que vestia a camisa colorada, falou da sua carreira debaixo das traves e dos planos para o futuro.
Eleito o melhor lateral esquerdo do campeonato Brasileiro de 2005, pela revista Placar, Jadílson é considerado um dos melhores jogadores da posição que aturaram no Goiás, pela torcida esmeraldina, nesse século. O atleta chegou ao time esmeraldino no ano de 2004 e fez história com a camisa verde, conseguindo a primeira classificação a uma competição internacional, que foi a Sul-Americana de 2004, e posteriormente a vaga na Libertadores de 2005.
Em entrevista exclusiva e especial ao repórter Willian Rommel do Esporte Goiano, dando sequência a série com atletas que fizeram história no futebol goiano, o ex-jogador que defendeu o Goiás, relembrou histórias e conquistas do tempo em que vestia a camisa esmeraldina.
A CHEGADA AO CLUBE
Jadílson falou como se deu sua chegada ao Goiás, após ter passado por Fluminense e Paraná.
COMPANHEIROS QUE MARCARAM SUA PASSAGEM NO VERDÃO
Jadílson lembra alguns nomes que, na sua opinião, foram os melhores atletas que atuaram com ele no Goiás.
SONHO FRUSTRADO DE NÃO IR A SELEÇÃO E PARTIDAS NA LIBERTADORES 2006
O atleta revelou que sonhava com a seleção e que merecia por tudo o que fez durante sua passagem pelo Goiás, principalmente em 2005.
RECONHECIMENTO DO CARINHO DA TORCIDA E CLÁSSICOS CONTRA O VILA
Jadílson agradece por tudo o que viveu jogando ao lado da torcida esmeraldina. Ressaltando que no Goiás, teve a melhor fase de sua carreira e que sempre o time esmeraldino vai estar no seu coração. Além do mais falou sobre suas ótimas partidas contra o maior rival o Vila Nova.
AGRADECIMENTOS AO CLUBE E MENSAGEM A TORCIDA
O ex-lateral agradeceu tudo o que passou dentro do Goiás e exaltou a torcida esmeraldina, que sempre o apoiou na sua passagem ao clube.
O presidente do Conselho Deliberativo da Anapolina, Pedro Canedo, disse que somente um investidor disposto a aportar grande quantidade de recursos na Xata e transformá-la em clube-empresa pode fazê-la ser competitiva novamente.
Em entrevista ao repórter Wagner Almeida, da Manchester News, Canedo citou o alto montante de dívidas trabalhistas da equipe colorada, além dos custos de manutenção de elenco e do CT Leandro Ribeiro, que, somadas à escassez de receitas, inviabilizam a formação de um elenco competitivo.
– A Anapolina, que está no fundo do poço, tem que buscar uma saída que seja investidor sério, que queira transformá-la num clube-empresa, tomar conta, assumir todas as dívidas e montar uma equipe que seja boa. É a única forma. Não há mais abnegado. Não tem mais como sacrificar os conselheiros, que já ajudam na manutenção do CT – afirmou.
Canedo relembrou a última grande campanha da Xata, em 2018, quando o clube foi à semifinal do Goianão. Em 2019, a Rubra viveu um drama e chegou a ser ameaçada de rebaixamento. Jogadores também quase não entraram em campo, o que resultaria num W.O. e suspensão da Anapolina de competições oficiais por dois anos. Neste ano, o rebaixamento estava praticamente decretado quando o Estadual parou.
Na opinião de Canedo, as épocas de glórias coloradas só podem retornar se houver uma remodelação do futebol do clube. Caso contrário, o mandatário teme até pelo futuro da Rubra.
– Isso (brigar por títulos estaduais) não vai acontecer nunca mais se a Anapolina não modificar sua forma de existir. Do jeito que vem fazendo, não dá absolutamente nada. Temos um excelente CT, mas precisa passar por uma remodelação. Isso é só com dinheiro, com investidor. Se aparecer, ótimo. Se não, com essa crise, não sabemos as consequências que advirão ao futebol brasileiro – ponderou.
Arte: Ildeu Iussef/EG Foto: Arquivo Pessoal Dr. Helio Fádel
Com a paralisação das atividades nos clubes de futebol, tem se discutido muito sobre cuidados com a preparação física e pouco a respeito da saúde mental dos atletas. De acordo com dados da pesquisa divulgada recentemente pela Federação Internacional dos Jogadores Profissionais de Futebol (FIFPro), os futebolistas têm revelado crescentes sintomas de depressão e ansiedade desde a interrupção das competições devido à pandemia da covid-19.
O estudo foi realizado entre 22 de março e 14 de abril, pela FIFPro e as associações nacionais afiliadas de jogadores que entrevistaram 1.602 jogadores profissionais de futebol em países que implementaram medidas drásticas, como o confinamento em massa em casa, para conter a disseminação do coronavírus. Participaram da pesquisa 1.134 jogadores do sexo masculino, com idade média de 26 anos, e 468 jogadoras do sexo feminino, com idade média de 23 anos.
Segundo os dados divulgados pela FIFPro: 22% das mulheres jogadoras e 13% dos homens jogadores relataram sintomas consistentes com o diagnóstico de depressão. Enquanto, 18% das mulheres e 16% dos homens relataram sintomas compatíveis com o diagnóstico de ansiedade generalizada.
Por isso, o Esporte Goiano entrou em contato com o Dr. Helio Fádel, Psiquiatra do Esporte, membro da Sociedade Internacional de Psiquiatria do Esporte (ISSP) e co-autor do livro “Psiquiatria do Esporte: Estratégias para qualidade de vida e desempenho”. Confira abaixo a entrevista exclusiva na íntegra!
Em meio a pandemia causada pelo coronavírus, clubes e entidades foram obrigados a mudar o planejamento para a temporada 2020. Seguindo essa tendência, o Departamento de Esportes Olímpicos do Vila Nova também passou por essa mudança de planos. Criado no início de 2020, o departamento conta atualmente com 160 atletas.
Para que os atletas não fiquem parados, treinamentos estão sendo realizados em casa. De maneira virtual, as sessões de treinamento estão sendo acompanhadas pelas comissões de cada modalidade. Além disso, lives estão sendo realizadas nas redes sociais.
Impossibilitado de reunir os atletas de maneira presencial, os treinos são passados para que os atletas mantenham o preparo físico. Ainda não há previsão para o retorno das atividades em grupo.
A pandemia causada pelo coronavírus suspendeu o futebol por tempo indeterminado. Impossibilitado de reunir todos os atletas em um mesmo ambiente, o Vila Nova vem trabalhando de maneira individual com os jogadores das categorias de base.
Para minimizar a perda física dos atletas, o clube está propondo metodologias e treinamentos específicos para cada jogador. O trabalho é monitorado pelos integrantes das categorias de base do clube.
Por outro lado, a diretoria também segue se planejando para a continuidade da temporada. Estão sendo realizadas reuniões com funcionários do clube para definir o planejamento, além de acompanhamentos dos resultados dos treinamentos dos atletas.
Retorno as atividades
O futebol segue sem previsão de retorno no Brasil. Em Goiás, o retorno das competições de base está prevista para acontecerem a partir de agosto. Trabalhando com essa estimativa, o Vila prepara o retorno dos atletas a partir do dia 20 de junho. Contudo, essa data inicial pode sofrer alteração. O clube aguarda os protocolos da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e Federação Goiana de Futebol (FGF), mas a única certeza no clube é que o retorno será feito de maneira segura e gradativa.
Ao Esporte Goiano, o presidente Josmar Amaral afirmou que a intenção é retomar o calendário a partir do segundo semestre. Como a Fegoju não tem atividades em julho, as competições voltariam em 22 de agosto, com uma etapa do Estadual. O retorno, porém, depende de autorizações sanitárias em Goiânia ou Anápolis, que sediam o torneio. Se tudo der certo, ainda haveria mais quatro etapas, totalizando seis na temporada 2020.
– Nós não vamos realizar etapas no primeiro semestre. Serão somente no segundo semestre, dependendo da análise do governo e dessas autorizações. Se Goiânia e Anápolis forem liberadas, conseguimos fazer as etapas. A princípio, mantemos o calendário do segundo semestre, com etapas em agosto, setembro, outubro e novembro – disse.
Algumas cidades goianas começaram a afrouxar as restrições ao funcionamento de academias. Em Anápolis, por exemplo, elas podem funcionar, desde que atendendo a uma série de medidas para impedir o contágio pelo novo coronavírus. Mesmo assim, estão mantidas as restrições ao contato físico, vedando realização de treinos de lutas. O cenário é ainda mais desfavorável em municípios como Goiânia, que mantém todas as academias fechadas.
A Fegoju elaborou um protocolo para poder retomar treinamentos em academias de cidades que já flexibilizaram as restrições. Em Anápolis, sede da entidade, o documento será apresentado às autoridades de saúde.
– A princípio, academias de lutas não poderiam reiniciar atividades. Temos um protocolo de atendimento que vamos passar para a Vigilância Sanitária. No caso das lutas, que têm um contato direto, poderíamos fazer um trabalho funcional. Não precisaríamos fazer a luta em si. Vamos apresentar esse protocolo ao secretário de Esportes, à Vigilância (Sanitária) e quem sabe conseguimos ir retornando aos poucos, sempre com muita segurança – relatou Josmar.
Eventos da Fegoju já atingidos pela crise sanitária
– Campeonato Brasileiro – Regional Centro-Oeste – 4 e 5 de abril – Mato Grosso
– 3ª etapa do Campeonato Goiano – 18 de abril – Goiânia
– Taça Brasil sub-21 – 8 e 9 de maio – Belo Horizonte
– 4ª etapa do Campeonato Goiano – 16 de maio – Anápolis
– Copa Sesc de Judô – 23 de maio – Anápolis
– Campeonato Brasileiro sub-18 – 23 e 24 de maio – Teresina (PI)
– Campeonato Brasileiro sub-21 – 6 e 7 de junho – Rio de Janeiro
– 5ª etapa do Campeonato Goiano – 20 de junho – Anápolis
– Jogos Abertos de Anápolis – 21 de junho
Em 1982, a Anapolina disputou a Taça de Ouro – torneio equivalente a Série A do Campeonato Brasileiro – após ter sido vice-campeã da Taça de Prata – torneio equivalente a Série B do Campeonato Brasileiro – no ano anterior perdendo o título para o Guarani-SP.
Na 1ª fase da Taça de Ouro, a Rubra ficou no Grupo H ao lado: do Inter de Santa Maria-RS, Joinville-SC, Londrina-PR e XV de Jaú-SP. A Anapolina fez uma ótima campanha ao terminar em primeiro lugar da chave e garantiu vaga na fase seguinte com cinco vitórias, dois empates e uma derrota.
Já na 2ª fase da Taça de Ouro, a Anapolina ficou no Grupo P ao lado: do Fluminense-RJ, Cruzeiro-MG e Moto Club-MA. Pela 5ª rodada, a Rubra foi até Belo Horizonte, encarar o Cruzeiro, no Estádio do Mineirão.
Jogando contra um dos gigantes do futebol brasileiro, a equipe goiana não decepcionou e fez jus a estrofe do seu hino “Anapolina é um show de futebol”! Com um gol de Edu logo aos dois minutos de partida, a Xata venceu a Raposa e escreveu mais um capítulo de glória em sua história.
Ficha Técnica Cruzeiro 0x1Anapolina – 5ª rodada do Grupo P – 2ª Fase da Taça de Ouro de 1982 Data: 20 de março de 1982 Horário: 17h Local: Estádio Mineirão, Belo Horizonte (MG)
Em 2016, o Anápolis fez história ao bater o Atlético na semifinal do Campeonato Goiano e chegar à decisão do Estadual após 21 anos. A última vez que o Galo da Comarca havia chegado à final tinha sido em 1995, quando perdeu para o Vila Nova e foi vice-campeão.
Logo no primeiro minuto, o Anápolis mostrou seu cartão de visitas para o Atlético com uma finalização perigosa, de fora da área, do lateral Marcelo que exigiu boa defesa do goleiro Márcio. As duas equipes mostravam pouca inspiração e quase não criavam boas oportunidades.
Porém, precisando do resultado o Dragão abriu o placar aos 31 minutos. O meia Magno Cruz aproveitou bobeira de Marcelo e Toró na área do Anápolis, saiu cara a cara com o goleiro Felipe e não perdoou, colocando o Atlético à frente no marcador.
O Galo da Comarca encontrava dificuldades e passou sufoco com as boas chances desperdiçadas pelo Atlético antes do intervalo. Primeiro aos 38 minutos, Luiz Fernando aproveitando um rebote, soltou uma bomba da entrada da área e a bola passou perto do travessão. Depois aos 41, em bola alçada na área do Anápolis, o zagueiro Leandro Euzébio tentou fazer o corte e quase anotou um gol contra. Final de primeiro tempo: Atlético 1×0.
“Galo forte brigador. Entrou no terreiro o ravo guerreiro…”
Na volta do intervalo, porém, o Anápolis acordou. Logo aos seis minutos, Toró arriscou um chute de fora da área, de perna canhota, e anotou um belo gol no Serra Dourada para empatar o jogo. Anápolis 1×1 Atlético.
Precisando vencer, o Atlético se lançou ao ataque. Contudo, em momento algum chegou a pressionar de fato o adversário. Faltava poder de criação ao Dragão, que até marcou com Alison, de cabeça, mas o gol foi anulado pela arbitragem, que viu falta de ataque.
A reta final da partida foi de fortes emoções, o Atlético montou uma verdadeira blitz. Aos 38 minutos, Ednei levantou bola na área do Anápolis, mas a defesa fez o corte e colocou pela linha de fundo. Na cobrança de escanteio, Ednei tentou surpreender o goleiro Felipe que conseguiu espalmar para fora da área.
Nos acréscimos, aos 47, o Anápolis conseguiu encaixar um contra-ataque mortal com Rafael Furlan, que bateu na saída do goleiro Márcio e deu números finais ao marcador. Na comemoração, o lateral do Galo da Comarca, recebeu o segundo amarelo e acabou expulso por tirar a camisa na comemoração do gol. Final de jogo, no Serra Dourada: Anápolis 2×1 Atlético.
Ficha Técnica Atlético-GO 1x2Anápolis – Jogo de volta da Semifinal do Campeonato Goiano de 2016 Data: 23 de abril de 2016 Horário: 16h Local: Estádio Serra Dourada, Goiânia (GO)
Público: 4.883 pagantes Renda: R$ 52.560,00 reais
Árbitro: Elmo Resende (GO) Assistentes: Bruno Pires (Fifa/GO) e Alexandre Amaral (GO)
Cartões amarelos: Gilsinho e Romário (Atlético); Rafael Furlan e Jânio (Anápolis) Cartão vermelho: Rafael Furlan (Anápolis) Gols: Magno Cruz aos 31 min/1T (Atlético); Toró aos 6 min/2T e Rafael Furlan aos 47 min/2T (Anápolis).
Atlético Goianiense: Márcio; Ednei, Lino, Marllon e Romário; Gilson Alves (Gilsinho); William Schuster, Magno Cruz, Jorginho (Elton) e Luiz Fernando (Amorim); Alison. Técnico: Wagner Lopes.
Anápolis: Felipe; Marcelo, Leandro Euzébio, Renato Justi e Rafael Furlan; Toró, Felipe Baiano, Helder (David) e Lucas Sotero; Marcelinho (Caíque) e Michel Platini (Jânio). Técnico: Waldemar Lemos.
Confira os melhores momentos (Imagens: Diário de Goiás com narração de Hugo Sérgio)