O futebol dentro de campo está suspenso por tempo indeterminado, até que o problema da pandemia do coronavírus esteja devidamente controlado no entendimento das autoridades sanitárias. Mas no Vila Nova o futebol continua a todo vapor no mundo virtual com a realização, nos próximos dias, do 1º Campeonato Sócio Tigrão de Futebol Digital.
De acordo com o Diretor do Sócio Tigrão, Fernando Oliveira, já foram feitas 60 inscrições, somando as duas categorias, com prazo final para se inscrever as 23:59 deste domingo (12).
“As inscrições foram prorrogadas até domingo, devido às inconsistências dos sistemas da Caixa Econômica Federal ao longo desta semana, o que dificultou o pagamento dos já inscritos”, relatou Fernando Oliveira ao EG.
Os interessados em participar podem se inscrever clicando aqui. Podem participar torcedores sócios e não sócios. Para os sócios adimplentes, a inscrição é R$ 20 reais e para os não-sócios o valor é de R$ 40 reais.
Vale lembrar que as partidas serão disputadas no game Pro Evolution Soccer (PES) 2020, por meio dos consoles Playstation 4 e Xbox One. A principal regra do torneio é jogar apenas com o Vila Nova. O campeonato terá início nesta segunda-feira, dia 13.
A premiação será a seguinte:
1° – Uniforme oficial, conjunto de agasalho oficial, boné oficial e copo personalizado 2° – Uniforme oficial, boné oficial e copo personalizado 3° – Uniforme oficial e copo personalizado
A quarentena imposta pela crescente contaminação por coronavírus tem impacto na rotina, o que gera mudanças, principalmente na alimentação. Cuidar da alimentação, no entanto, é ainda mais crítico em uma situação de pandemia.
Em entrevista especial ao Esporte Goiano, a Nutricionista Bárbara Caciquinho, graduada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pós-graduanda em Nutrição Clínica Funcional, falou a respeito dos cuidados que devemos tomar com nossa alimentação nesse período de isolamento social imposto como medida protetiva à proliferação do coronavírus. Confira a entrevista na íntegra!
EG – Como manter a alimentação saudável sem fugir da dieta na quarentena?
É importante ter consciência na hora de ir ao supermercado, já que a pessoa só irá consumir aquilo que comprar. O ideal é investir em alimentos saudáveis e evitar ao máximo os industrializados. A quarentena também é um momento oportuno pra ir pra cozinha e testar novas preparações ou até mesmo fazer as próprias refeições normalmente, com mais tempo e calma.
Estabelecer uma rotina alimentar também ajuda muito. Mesmo que o dia-a-dia de todos esteja afetado de alguma forma, tentar manter pelo menos os horários das refeições já influência muito nas nossas escolhas alimentares ao longo do dia.
Esse período acaba gerando muita ansiedade nas pessoas, por isso é importante aprender a diferenciar a fome fisiológica (quando nosso corpo apresenta sintomas) da fome emocional (quando há apenas um desejo pela comida). Claro que podem haver momentos nos quais são feitas refeições “fora da dieta” e não há problema nisso! É uma questão de equilíbrio, onde esse tipo de situação não se torna um hábito diário.
EG – Há algum tipo de alimento que deva ser restrito o consumo excessivo?
Toda restrição excessiva acaba levando a algum tipo de compulsão alimentar. O ideal é sempre ter um equilíbrio alimentar. Mas alimentos industrializados com sódio e açúcar em excesso, aromatizantes, corantes e conservantes devem ser evitados o máximo possível.
EG – Que tipo de alimentos as pessoas devem inserir na dieta para suprir a perda de sais minerais e vitaminas?
A base da nossa alimentação deve ser composta por alimentos ‘in natura’ que são obtidos diretamente de plantas ou de animais e não sofrem qualquer alteração após deixar a natureza; e por alimentos minimamente processados, que correspondem a alimentos ‘in natura’ que foram submetidos a processos que não envolvam agregação de sal, açúcar, óleos, gorduras ou outras substâncias ao alimento original. Portanto o consumo diário de frutas, verduras, legumes, proteínas animais (quando não há alguma restrição), vegetais, laticínios (quando não há alguma restrição) e cereais integrais vão nos fornecer todos os nutrientes que o nosso corpo necessita para funcionar corretamente.
EG – Como repor os níveis de vitamina D?
A vitamina D pode ser reposta através da exposição solar antes das 10 horas e após as 16 horas, através da alimentação apesar de ser pouco eficiente e através da suplementação. No entanto, qualquer tipo de recomendação deve ser feita de forma individual, avaliando os níveis dessa vitamina através de exames bioquímicos, e assim o Nutricionista ou o Médico pode indicar a melhor forma de reposição e a dosagem correta caso haja necessidade de uma suplementação.
EG – A restrição de academias e exercícios físicos afeta a dieta alimentar em que medida?
Durante essa quarentena foi possível concluir que a atividade física pode ser feita em qualquer lugar. Há diversos profissionais de educação física disponibilizando consultorias onlines, treinos que podem ser feitos em casa através de aplicativos ou redes sociais. A maioria deles requer apenas o peso do corpo ou alguns objetos de casa que podem ser usados como pesos.
Claro que para as pessoas acostumadas com uma rotina na academia não é a mesma coisa, mas o importante é se exercitar independente dos aparelhos da academia estarem presentes ou não. Por isso acredito ser possível, mesmo em um período de quarentena, associar atividades físicas e dieta, mantendo assim os hábitos saudáveis que fortalecem a nossa saúde.
EG – Com o isolamento, é comum que as pessoas acabem comprando bebidas alcoólicas para consumo em casa. Há alguma recomendação em relação à ingestão?
Não existe uma recomendação segura estabelecida, uma vez que a resposta ao álcool acontece de forma individualizada. O álcool pode prejudicar o nosso organismo de diversas formas: desde o risco maior de se ter câncer, até o aumento do estoque de gordura. O consumo regular e/ou exagerado pode levar a danos irreversíveis principalmente no fígado, como a cirrose hepática, e de outros órgãos como rins, cérebro, pulmões, estômago, além do sistema circulatório.
O álcool também favorece a desidratação, atrapalha a absorção de diversos nutrientes e consequentemente diminui a nossa imunidade, o que não é nada interessante para o período em que estamos vivendo. O seu consumo deve ser feito moderadamente e ocasionalmente, nunca se tornando um hábito diário.
Ficar em casa é hoje o método mais eficiente para a prevenção do novo coronavírus (Covid-19). Seguir as regras da OMS (Organização Mundial da Sáude) e das autoridades sanitárias de cada país é a melhor maneira de evitar a grande propagação do vírus. Quem não pode ficar em casa, ou ainda assim prefere praticar exercícios fora de casa, deve tomar cuidados específicos, apontam especialistas em infectologia.
Em entrevista realizada no programa Bem Estar, da Globo, o cientista e professor de Engenharia Cívil Bert Blocken, da Universidade Católica de Leuven, na Bélgica, explicou alguns métodos eficiente de prevenção na hora da prática dos exercícios.
Para realizar uma caminhada o indivíduo precisa manter uma distância de no mínimo 5 metros uma para outra. Numa corrida, por se tratar de movimentos mais rápidos, e uma circulação maior de ar, a distância deve ser de no mínimo 10 metros, e exercícios de patins, bicicleta e afins, a regra aumenta para no mínimo 20 metros.
Qual motivo dessa orientação?
Isso se deve, segundo os estudos realizados nessa Universidade, pelo fato das gotículas de saliva e suor, se propagarem facilmente pelo ar, podendo contaminar (em caso de um individuo doente) as pessoas que estão próximas, segundo Bert Blocken, ao Bem Estar:
“As gotículas que nós geramos quando respiramos ou exalamos o ar são muito pequenas, na verdade, e não viajam para muito longe. Se estivermos falando e estamos parados, a uma distância de 1,5 metros, as suas gotículas não vão me alcançar e nem as minhas vão alcançar você. Mas o problema é que, claro, quando você se mexe é diferente. Quando você está pedalando ou andando na minha frente, e respira e se move, as gotículas se movem para trás de você, no que chamamos de ‘corrente de ar’. E, como as gotículas são muito leves, precisam de algum tempo para chegar ao chão. Mas, se eu estou correndo muito perto atrás de você, eu vou respirar e inalar a sua nuvem de gotículas”, frisou o médico. Por fim, ressaltou a importância do uso de máscaras e das práticas de exercícios em casa.
No ano de 2008, o Vila Nova ficou próximo do inédito acesso para a Série A. O Tigre bateu na trave ao terminar na 6º posição, com 58 pontos. A última equipe a conseguir o acesso foi o Grêmio Barueri, que finalizou a Série B com 63 pontos.
Na campanha do time na competição, o Vila teve pela frente o Corinthians. No ano anterior, a equipe paulista havia sido rebaixada na Série A. Para um público de mais de 27 mil pessoas, o Vila pelo placar de 2×1 e, de quebra, encerrou a invencibilidade de oito jogos do alvinegro atuando fora de casa.
O Vila saiu na frente com gol de Alex Oliveira, mas o Corinthians empatou com André Santos. Porém, no final da partida, Pedro Júnior marcou o segundo gol do colorado e deu números finais a partida. Antes do confronto, Túlio Maravilha havia dito que iria marcar contra a ex-equipe, no entanto, o atacante deixou o campo sem balançar as redes.
O Jogo
Jogando em casa, o Vila começou a partida em cima do Corinthians e teve a primeira chance do jogo, após cruzamento, Felipe espalmou e, no rebote, Túlio mandou pela linha de fundo. Aos poucos o Corinthians foi se soltando no jogo, com o trio formado por Douglas, Herrera e Dentinho, esse último desperdiçou boa chance de abrir o placar.
No entanto, o equilíbrio da partida durou pouco. A partir dos 30 minutos, o Vila começou a dominar a partida. Em chutes de Túlio e Reinado pararam na defesas do goleiro Felipe. Porém, aos 33 minutos o arqueiro foi vencido. Osmar cruzou, Wando foi travado na hora da finalização, livre, Alex Oliveira completou pro fundo da rede e abriu o placar.
Corinthians reage, mas gol no fim dá vitória ao Vila
O Corinthians voltou melhor para o segundo tempo e contou com a sorte para chegar ao empate. Douglas finalizou, a bola desviou em André Santos e enganou o goleiro Max. Apesar do gol sofrido, o Vila não se abalou na partida. A equipe continuou indo pra cima, enquanto o Corinthians parecia se contentar com o empate. O segundo gol era questão de tempo e quase veio em finalização de Caíco, que Felipe espalmou.
Buscando novamente entrar no jogo, Mano Menezes jogou o time pra cima, mas logo tomou um duro golpe. Faltando 15 minutos para acabar o jogo, Wellington Saci, que havia entrado no intervalo, saiu lesionado. Como já havia feito as três alterações, o jogador ficou em campo, mesmo sem reunir condições de jogo.
Após a lesão, o Corinthians passou a se defender, enquanto o Vila buscava o gol da vitória, mas sem sucesso. Porém, aos 43 minutos, o colorado marcou o gol do alívio. Bruno Batata finalizou na trave, no rebote, Pedro Junior finalizou no canto, sem chances para Felipe e deu números finais a partida. Antes do fim da partida, Felipe foi expulso e André Santos foi para o gol, mas o Vila não aproveitou a oportunidade para ampliar o placar.
Ficha Técnica
Vila Nova 2×1 Corinthians – 17º rodada da Série B 2008 Data: 08 de agosto de 2008 Local: Serra Dourada, Goiânia (GO)
Árbitro:Wilson de Souza Mendonça (PE) Assistentes: Jossemar José Diniz Moutinho (PE) e José Pedro Wanderlei da Silva (PE).
Cartões Amarelos: Valença (VIL); Fabinho (COR) Cartão Vermelho: Felipe (COR)
Gols: Alex Oliveira, aos 33′ 1T, Pedro Junior, aos 43′ 2T (VIL); André Santos, aos 7′ 2T (COR)
Público: 27.640 pagantes Renda: R$ 665.120,00
Vila Nova: Max; Osmar, Valença, Luiz Carlos e Fernandinho; Soares, Heleno, Reinaldo (Caíco) e Alex Oliveira; Túlio (Pedro Júnior) e Wando (Bruno Batata). Técnico: Givanildo Oliveira
Corinthians: Felipe, Carlos Alberto (Denis), Fábio Ferreira, William e André Santos; Fabinho, Elias, Eduardo Ramos (Wellington Saci) e Douglas; Dentinho e Herrera (Diogo Rincón). Técnico: Mano Menezes
O Goianésia pagou nesta semana o salário integral do mês de março aos atletas. Vários clubes optaram por fazer o pagamento apenas dos dias trabalhados, mas a diretoria do Azulão do Vale não descontou os dias de paralisação do futebol.
– Vamos pagar o mês fechado, não só os dias trabalhados. No dia 18 de março, encerramos as atividades, mas decidimos pagar o mês de março completo. Essa é nossa combinação com os atletas – disse o diretor de futebol Fabrício Leopoldo.
O plantel do Goianésia tinha 29 atletas, segundo o dirigente. Todos eles tiveram os contratos rescindidos no dia 19 de março. Apesar disso, ele espera que boa parte deles esteja de volta para a disputa da Série D.
– Nós vamos conversar com todos. Queremos manter o máximo de atletas dessa base que pudermos – reiterou Leopoldo.
Os prejuízos causados pela pandemia do coronavírus também estão no futebol. No Brasil, o calendário nacional está suspenso por tempo indeterminado. Em âmbito estadual, o Goianão também foi suspenso sem data para voltar. Sem fontes de renda, as equipes quebram a cabeça para honrar seus compromissos.
No Goiás, o presidente Marcelo Almeida revelou que a equipe perdeu todos os seus patrocinadores. Em entrevista à Rádio Sagres 730, o dirigente disse que ainda não sabe mensurar o prejuízo, pois as contas ainda não foram feitas, mas que será um déficit milionário. Segundo o mandatário, o clube pode ter outros prejuízos caso a pandemia se alongue por mais tempo, como o dinheiro recebido pelas transmissões dos jogos da equipe.
“Nós perdemos 100% dos nossos patrocinadores. Perdemos um quantitativo financeiro muito grande. Em breve eu estarei passando a régua no prejuízo que o Goiás vai ter, ainda não passei pois a guerra ainda não acabou. Eu vou esperar mais um pouco, mas não tenho dúvida nenhuma que será um prejuízo milionário. O Campeonato Goiano não sendo dado sequência é um prejuízo imenso, o risco do início do Brasileirão e a falta de televisionamento são outros. Não sabemos se a Globo vai conseguir honrar os compromissos conosco. É uma grande incógnita, felizmente os nossos atletas, fornecedores estão passando pelo mesmo problema, todos estão no mesmo barco. Todos vão ter que entender que é uma dificuldade grande para todo mundo, infelizmente”, explicou o presidente, sobre a situação financeira que vive o Goiás.
No ano de 2001, Goiânia e América Mineiro se enfrentaram pela primeira fase da Copa do Brasil. O adversário do Galo Carijó era o atual Campeão Mineiro daquela temporada, o Coelho tinha vencido o favorito Atlético Mineiro.
O técnico do Goiânia era Othon Valentim, que tinha passagens por Goiás e Atlético Goianiense, e chegou ao clube para substituir Luiz Dário. O time alvinegro contava com Finazzi (atualmente treinador do Galo Carijó), Rogério Correa, Cristiano Moura e companhia.
Foto: Goiânia e América MG, no Estádio Serra Dourada
A primeira partida, no Serra Dourada, terminou empatada em 1 a 1, com gols de Cristiano Moura para o Goiânia e de Emerson para o América-MG. Com isso, o Coelho tinha a vantagem do empate sem gols, por ter feito um gol na casa do adversário.
Apesar de jogar em casa, a equipe mineira tinha problemas para o duelo de volta, pois o zagueiro Wellington Paulo e o atacante Ruy “Cabeção” foram punidos com 30 dias de suspensão devido às expulsões no jogo contra o Coritiba, pela Copa Sul-Minas.
O JOGO
O América começou a partida com mais disposição, buscando o ataque, principalmente, com Tucho e Fabrício. O Goiânia por sua vez, preocupava-se em se defender, apesar de precisar marcar gols. Mesmo com maior volume de jogo, o Coelho não conseguia aproveitar as oportunidades criadas e o Galo Carijó passou a ocupar os muitos espaços que encontrava.
Aos 26 minutos, o Goiânia saiu em contra-ataque com Cleiton pela direita. Ele virou o jogo na esquerda para Rodrigo Mendes, que cruzou para a área, na medida para Finazzi, de cabeça abrir o marcador: 1 a 0.
A primeira e única chegada com perigo do América só aconteceu aos 29 minutos, quando Alessandro aproximou-se da área e chutou forte para grande defesa do goleiro Samir. E isto foi tudo o que o time mineiro conseguiu fazer no primeiro tempo.
“SEU DESTINO É VENCER…”
Na segunda etapa, o técnico Lula Pereira não esperou muito e substituiu Edson por Fred, para tentar dar mais força ofensiva ao América, que voltou cometendo os mesmos erros do início da partida.
O tempo foi passando e o nervosismo tomou conta do time mineiro. Os jogadores mostravam vontade, mas tentavam resolver sozinhos e não conseguiam chegar ao gol do Goiânia, que apenas tocava a bola, esperando o fim do jogo. E como não teve competência para marcar sequer um gol, o América acabou eliminado da Copa do Brasil, dentro de casa, pelo Galo Carijó.
Foto: Goiânia e América-MG, no Indenpedência
Ficha Técnica América-MG 0x1 Goiânia – Jogo de Volta da 1ª fase da Copa do Brasil Data: 21/03/2001 Horário: 20h30 Estádio: Independência, Belo Horizonte (MG)
Árbitro: Jorge Fernando Rabello (RJ) Assistentes: Marcos Vinícius Sá Freire (RJ) e Eurivaldo Faria Lima (RJ)
Amarelos: Rogério Correa, Jean e Cássio (Goiânia) Gols: Finazzi aos 26 min/1T (Goiânia)
América/MG: Fabiano; André Figueiredo (Michel), Wellington Paulo, Thiago e Edson Mendes (Fred); Ricardo Mendes, Tucho, Fabrício e Claudinei; Alessandro e Flávio Galvão (Rodrigo). Tecnico: Lula Pereira.
Goiânia: Samir; Rafael, Peta, Rogério Correa e César Lira; Cristiano Moura, Jean, Rodrigo Mendes (Wágner) e Cleiton; Finazzi (Cássio) e Alexandre (Flávio). Técnico: Othon Valentim.
O Goiás foi o clube que mais utilizou jogadores diferentes numa mesma temporada no Brasil, conforme apontou uma pesquisa do Observatório do Futebol do Centro Internacional de Estudos de Esporte (Cies, na sigla em inglês).
O estudo compilou dados de 87 ligas de primeira divisão no mundo. O Brasileirão ficou em terceiro lugar no maior número de atletas diferentes utilizados pelas equipes. O levantamento considera as edições de 2015 a 2019.
O Goiás teve 143 atletas diferentes no período. Considerando todas as 87 ligas, o Esmeraldino é o 10º do mundo. O primeiro é o colombiano Deportivo Pasto, com 176. Dos 20 primeiros, 14 são clubes sul-americanos. Bahia, com 132, e Avaí, com 131, também se destacam.
Segundo o professor da Escola de Educação Física e Esporte da USP, Ary Rocco Júnior, a alta rotatividade está ligada ao poderio econômico dos clubes.
– Esses clubes que lideram a lista não são de grande poderio econômico, mas são menores do ponto de vista financeiro. A rotatividade nos elencos é alta porque são times que fornecem atletas a clubes mais ricos do próprio país, e até do resto do continente, no caso específico da Colômbia, ou para outros centros esportivos, como Europa, de forma geral – disse à Agência Brasil.
Rotatividade nos elencos brasileiros (2015 a 2019)
O goleiro Wagner Bueno marcou história com a camisa colorada no ano de 2015 e descobriu o gosto pelo futebol junto dos amigos, em um campo de terra. De acordo, com o ex-jogador “goleiro não se vira de uma noite para o dia, você nasce goleiro”.
Em entrevista especial ao Esporte Goiano, dando sequência a série com atletas que fizeram história no futebol goiano, o ex-jogador relembrou fatos marcantes na carreira, falou da sua passagem vitoriosa no Vila Nova e do momento atual fora das quatro linhas.
Confira a entrevista de Wagner Bueno na íntegra
EG – Como foi que o futebol surgiu em sua vida?
Comecei a jogar futebol em um lote baldio que tinha em frente a minha casa no Jardim Vila Boa. Eu e alguns amigos limpamos o lote e fizemos um campinho que era a nossa diversão. Na época, o Tafarel estava no auge de sua carreira e escolhi a posição de goleiro. Na verdade, goleiro não se vira de uma noite para o dia, você nasce goleiro! Sai desse campinho e fui para um time amador da época: o Havai que treinava em campo de terra. Com o fim do Havai, fui trabalhar com meu pai e minha mãe em um condomínio e conheci o Gílson Vilas Boas que era técnico do tampinha (categoria de base) do Atlético e me levou para fazer um teste onde acabei ficando por 12 anos.
EG – Você fez parte do último elenco colorado que conquistou campeonatos. Qual a importância do Vila Nova na sua carreira profissional?
Aquele ano foi mágico na minha vida e na carreira profissional. Em 2015, fomos campeões da Divisão de Acesso (do Campeonato Goiano) e Brasileiro da Série C, é até difícil falar desse ano e não me emocionar, por ter sido uma temporada onde tudo deu certo e estar jogando num time da grandeza do Vila Nova. Antes de ir para o Vila era conhecido apenas como Wagner Bueno e depois que fui para o Vila passei a ser conhecido como “Wagner Bueno, goleiro do Vila Nova” isso é muito gratificante. Esse nome é muito forte: Vila Nova.
EG – Em 2016, pela 31ª rodada da Série B, você estava em campo quando o Vila venceu o Goiás por 2 a 1, quebrando um jejum que tinha 37 anos em termos de Campeonato Brasileiro. Quais suas lembranças daquele jogo? Qual a sensação de vencer o maior rival?
Esse jogo foi memorável. Depois de tantos anos o Vila Nova voltava a vencer o principal adversário do estado e eu estava lá dentro de campo jogando o principal clássico do Centro-Oeste e vencendo. Antes da partida o vestiário estava todo tenso, porque sabíamos que não podíamos perder por estarmos na luta pelo acesso e conseguimos reverter tudo na confiança que poderíamos vencer e assim foi feito. Travamos um jogo muito difícil, mas vencemos, e no apito final do arbitro, veio a explosão de emoção. Vencemos o Goiás o maior rival depois de tantos anos e pude fazer parte dessa história. Depois no vestiário, foi só alegria por termos conquistado os 3 pontos, claro, em cima do maior rival.
EG – Wagner você começou a sua carreira no Atlético Goianiense e teve passagem em diversas equipes do interior de Goiás. Como foi o seu trajeto até chegar ao Onésio Brasileiro Alvarenga?
Depois que o Havai acabou, fui fazer o teste no Atlético, acabei passando e ficando por 12 anos. Quando sai em 2004, comecei a rodar no futebol goiano e brasileiro passando por várias equipes. Graças a Deus, todas as minhas passagens foram marcadas com acessos e títulos e isso foi umas das coisas que me levaram ao Vila Nova: ser um atleta vencedor. A gente joga em equipes menores sempre pensando em um dia chegar a um clube maior e, graças a Deus, eu colhi o fruto de muitas batalhas que já tinha travado.
EG – Você tem vontade de ser treinador de futebol?
Ano passado, estava no Aparecida como técnico do Sub-17 onde fomos campeões da primeira Copa Hidrolândia e vice campeão estadual. Mas agora pretendo seguir como Gerente e, até mesmo, Diretor de Futebol. Abrir portas pelo Brasil, até porque todas profissões que exercemos sempre procuramos aprender, crescer e evoluir.
EG – Atualmente você é Gerente de Futebol no Vila Nova. O que te motivou a aceitar esse cargo no Tigre? Quais são os maiores desafios nessa função?
Ano passado recebi a proposta do até então Diretor de Futebol e, hoje, Presidente do clube Hugo Jorge Bravo para assumir com ele a função de elo entre os jogadores, comissão técnico e diretoria. Porém, o Gerente de Futebol, Vitor Poncho, teve um problema pessoal e precisou se desligar do cargo, com isso o Hugo me chamou e falou que eu ficaria no lugar dele e que não iria contratar ninguém. Naquele momento, surgiram muitos questionamentos na minha cabeça, mas como toda minha vida foi de desafios, este era apenas mais um na minha vida. Já tinha feito o curso de gestão aplicada no futebol pelo Instituto Goiano de Direito Desportivo (IGoDD).
No começo meu maior desafio foram com as logísticas do time na série B, onde um erro atrapalha todo percurso do clube como passagens aéreas, translados e hotéis, mas agradeço ao Vitor que me ajudou muito até pegar tudo certinho. Hoje tiro de letra e me sinto muito feliz de estar trabalhando dentro do futebol do Vila Nova.
Quero aqui agradecer ao presidente Hugo Jorge Bravo e toda diretoria por acreditar e confiarem no meu trabalho. Tudo no começo não é fácil temos várias dificuldades, mas a torcida pode confiar que trabalhamos sempre com honestidade e transparência, com Fé em Deus de que no final tudo dará certo, porque o Vila Nova: time do povo não pode parar.
A direção do Basquete Anapolino não descarta a possibilidade de cancelamento do Campeonato Brasileiro de 2020. Segundo o técnico e diretor Moisés da Silva, o cenário nebuloso por conta da epidemia de Covid-19 no país causa incerteza a respeito da viabilidade do torneio.
– Acho que (a mudança de fórmula) ainda não será efetiva. A questão é saber se vai ter campeonato. Vão faltar datas. Abril já está comprometido e maio praticamente também. Pode ser que surja uma outra situação no segundo semestre, mas aí já estamos comprometidos com outras coisas – ponderou.
De acordo com Moisés, além do tempo necessário para superação da crise de saúde, as equipes ainda precisarão preparar os elencos, parados há quase um mês. “Vamos supor que se resolva em maio, não dá para preparar os atletas para junho”, disse. O dirigente reitera o temor de cancelamento do Brasileiro. “Eu acredito que não vai ter campeonato, mas, se começar, é de julho para frente”, pontuou.
Outra solução
Moisés acredita que, para evitar cancelamento, a CBB poderia tentar realizar o Brasileirão por etapas, como foi feito na edição de 2014 do Novo Basquete Brasil (NBB).
– Eu acho, pela minha experiência, que eles farão por etapas. Vão ser jogos seguidos sexta, sábado, domingo, um em cima do outro. Por exemplo, faz-se jogos em Anápolis, Brasília e Uberlândia de uma vez só. Acho que ainda haverá mudanças (na fórmula de disputa) – afirma.
Caso o Brasileirão seja inviabilizado, Moisés garante que o Basquete Anapolino continua e jogará o Campeonato Goiano de 2020 para se preparar para o torneio nacional do ano que vem. “(Se for cancelado) A gente focaria de novo no Goiano para voltar em 2021. O projeto continua”, garante.
Se o cenário for pela realização do Brasileiro, as águias também estarão dentro. “Nós somos obrigados a ir, ou nosso basquetebol leva suspensão. Vamos participar. Nossa vida jogando é outra, criamos receitas”, pondera.