Aos poucos, o cenário do futebol brasileiro começa a tomar forma, após a paralisação por conta da pandemia do novo coronavírus. Além do início das Séries A, B e C, a Copa do Brasil também já tem data definida para recomeçar. No entanto, a quarta divisão e a Série A-2 do futebol feminino seguem sem previsão.
Crac, Goiânia e Goianésia ainda aguardam a definição da data de início do Brasileirão Série D. O campeonato nacional de futebol feminino da segunda divisão, que conta com Atlético e Goiás, teve a primeira rodada disputada. O reinício ainda não foi definido.
“(Essas competições) Demandam um operacional um pouco mais complexo. As equipes precisam de maior reestruturação para voltar e também uma logística maior. A Série D tem 68 participantes do Brasil inteiro. São 61 cidades envolvidas. Esses clubes não têm a mesma flexibilidade para jogar em outras praças. A A2 feminina não é diferente. Mas são calendários mais curtos, o que permite planejar com mais tranquilidade. Há uma malha aérea diminuta, hotéis fechados. Mas a CBF assumiu a responsabilidade de reabrir hotéis, colocar aviões no céu e fazer o futebol voltar”, explicou o presidente da CBF, Rogério Caboclo, em entrevista ao “Jornal O Globo”.
A Copa do Brasil, que ainda conta com as participações de Atlético Goianiense e Goiás, será reiniciada no dia 26 de agosto. Os jogos de ida da 3ª fase foram disputados e o clube esmeraldino venceu o Vasco por 1 a 0, fora de casa. Já o Dragão bateu o São José/RS por 2 a 0.
O Vila Nova já sabe quando voltará a campo. O Campeonato Brasileiro Série C 2020 será iniciado no dia 8 de agosto, conforme revelou Rogério Caboclo, presidente da CBF, em entrevista ao jornal “O Globo”.
“Nosso planejamento vem desde o início da pandemia. Tínhamos planejado semana a semana qual seria o cenário. Discutimos diariamente isso. Decidimos a Série A numa reunião que durou quatro horas. A Série B inicia na véspera, dia 8. Definimos que a Série C também. Foi uma reivindicação feita por eles. A Copa do Brasil fica no dia 26”, detalhou o presidente da Confederação Brasileira de Futebol, ao GLOBO.
A estreia colorada será fora de casa, contra o Manaus/AM. O primeiro jogo do Tigre como mandante será na segunda rodada, diante do Paysandu/PA.
Por conta do decreto municipal assinado pelo prefeito de Goiânia, Iris Rezende, os clubes não podem treinar na capital. O Vila Nova paralisou suas atividades e ainda aguarda liberação para treinar em Aparecida ou outra cidade da região metropolitana. Já Goiás e Atlético têm treinado em Trindade, pois o início da Série A também está definido para o mesmo final de semana (8 e 9 de agosto).
Com três semanas da campanha ‘Eternamente Serei Goiás’, o clube esmeraldino já faturou mais de R$ 350 mil. 819 cadeiras (número atualizado às 19h deste sábado, 04) foram adquiridas pelos torcedores para o estádio da Serrinha.
As obras, no entanto, foram paralisadas nesta semana, após decreto municipal assinado pelo prefeito Iris Rezende. “Está ficando bonito, mas essa pandemia atrapalhou muito nosso projeto. Era pras obras estarem muito mais adiantadas do que estão. Com o novo decreto, fomos proibidos novamente de dar continuidade, com isso, vai acontecer um novo atraso”, lamentou o presidente Marcelo Almeida, à Go TV
Os associados adimplentes do ‘Sou Verdão’ pagam R$ 399, enquanto os não sócios-torcedores pagam R$ 499. Os esmeraldinos que colaborarem terão os nomes estampados nas cadeiras, além da foto (em partidas sem público). Ainda restam 4.081 cadeiras para serem adquiridas.
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O Atlético Goianiense busca a contratação de alguns jogadores para o restante da temporada. O meio-campista Everton Felipe, que pertence ao São Paulo e estava emprestado ao Cruzeiro, é o grande foco da diretoria para reforçar o elenco visando a disputa do Campeonato Brasileiro.
Everton Felipe, 22 anos, estava no Cruzeiro, mas o São Paulo solicitou o retorno do meia, que agora negocia com o Atlético Goianiense para a Série A. Na Raposa, Everton fez nove jogos esse ano e não balançou as redes. O jogador passou em branco também em 2019, nas passagens por São Paulo e Athlético Paranaense.
Vagner Mancini, novo treinador do Dragão, trabalhou no São Paulo com o jogador e teria dado o aval para a negociação.
Falei com o presidente do @ACGOficial, @AdsonBatista, e o meia-atacante Everton Felipe interessa sim ao Dragão e as negociações estão avançadas. Sobre Felipe Ferreira, que já passou pelo clube em 2015, não existe negociação nesse momento. @cartolaboleiros@esporte_goiano_
Como apurado pelo repórter Alex Rodrigues, as negociações com Everton Felipe estão avançadas. Já o meio-campista Felipe Ferreira, de 26 anos, que se destacou no CRB no ano passado, não foi procurado pelo Atlético.
Além do futebol, o Aparecida Esporte Clube iniciou as atividades também no mundo dos e-Sports. Para saber mais detalhes sobre a iniciativa desenvolvida pelo Leão do Centro-Oeste, o Esporte Goiano entrou em contato com Lucas Miranda, CEO do projeto.
O Aparecida e-Sports está montando uma equipe de Free Fire, que é um dos games mais jogados do planeta. O game foi produzido pelo 111dots Studio (desenvolvedora do Vietnã) e adquirida pela Garena, empresa de Singapura. O Leão disputará o jogo no modo squad, no qual equipes com 4 jogadores se enfrentam e ganha a partida quem sobreviver ao confronto.
Se os esportes eletrônicos já estavam em alta nos últimos anos, com a pandemia do coronavírus, o atípico ano de 2020 elevou ainda mais a importância da modalidade que se tornou local de crescimento para marcas. É o caso do Aparecida Esporte Clube, clube de futebol, sediado na cidade de Aparecida de Goiânia, que devido a paralisação dos campeonatos resolveu apostar no mundo dos games, como conta Lucas Miranda.
“A iniciativa de criar uma equipe de e-Sports surgiu da necessidade de dar visibilidade e fortalecimento da marca, em meio a pandemia e paralisação dos campeonatos de futebol”, afirmou o CEO do Aparecida e-Sports.
O Free Fire e o futebol
O game Free Fire tem o poder de atrair em massa o público mais jovem. Com isso, se tornou a modalidade ‘queridinha’ das agremiações futebolísticas. Prova disso é a existência de uma Federação Brasileira de Times de Futebol de Free Fire (FBTFF), que é organizada pelo Vitória, equipe baiana.
Foto: Reprodução Facebook
O Aparecida e-Sports foi convidado para se filiar à FBTFF durante a disputa do Torneio Xtreino organizado pelo Rio Negro, equipe de futebol amazonense, no qual os representantes do Vitória/BA estavam presentes.
“É importante o cenário goiano estar bem representado no Free Fire. Traz mais atrativos econômicos para as nossas equipes e incentivo para os atletas goianos da modalidade”, declarou Lucas Miranda.
A equipe do Leão na modalidade conta com 30 jogadores. Está se preparando para a disputa da Série C da Liga Brasileira de Free Fire (LBFF), da Liga NFA – National Free Fire Association e do campeonato organizado pela FBTFF.
Você já ouviu falar do Rugby em Cadeira de Rodas?! Para conhecer um pouco mais dessa modalidade, o Esporte Goiano entrevistou Veridiana Albuquerque, profissional do rugby com passagens nos clubes: Goianos Rugby e Xavantes UFG; onde atuou como jogadora e membra da comissão técnica das equipes; e entusiasta da modalidade paralímpica do rugby.
O Rugby em Cadeira de Rodas nasceu na década de 1970, em Winnipeg, no Canadá, e foi desenvolvido para atletas com tetraplegia, paralisia cerebral, sequelas de poliomielite, amputações e deformidades nos membros. No entanto, a modalidade só foi aparecer nos Jogos Paralímpicos de Atlanta em 1996, como esporte de demonstração. A estreia oficial ocorreu quatro anos depois, nas Paralímpiadas de Sydney em 2000.
“A modalidade chegou ao Brasil em 2005 com a realização do Jogos Mundiais em Cadeira de Rodas e Amputados. Mas a Associação Brasileira de Rugby em Cadeira de Rodas só foi fundada em março de 2008, com a parceria do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). No mesmo ano (2008), o Brasil participou do Torneio Pré-Paralímpico, no Canadá, e do primeiro torneio das Américas, o Torneio Maximus na Colômbia”, disse Veridiana Albuquerque.
Foto: Alexandre Urch/MPIX/CPB
Graças ao esforço e dedicação da ABRC e dos próprios paratletas, em 2016 a seleção brasileira de Rugby em Cadeira de Rodas garantiu presença nos Jogos Paralímpicos do Rio.
O Brasil na estreia das Paralímpiadas, ficou na oitava posição, saindo sem vencer, mas mostrando grande evolução para uma modalidade que na época tinha somente 8 anos de existência no país.
No estado de Goiás não existem equipes de Rugby em Cadeira de Rodas, mas em Brasília/DF existem duas equipes da modalidade: Associação Esportiva e Cultural Brasília Quad Rugby e Associação de Centro de Treinamento de Educação Física Especial.
As regras do jogo
Os jogos são disputados em quadras com dimensões similares a do basquete, isto é 15m de largura por 28m de comprimento; além disso é utilizada uma bola semelhante à do voleibol. Há dois tipos de cadeiras de Rugby, uma de defesa e outra de ataque, com estruturas totalmente diferentes. O objetivo é passar da linha do gol com as duas rodas da cadeira e a bola nas mãos.
Foto: Daniel Zappe/CPB/MPIX
As equipes são compostas por até 12 jogadores, sendo quatro atletas em quadra. Cada partida é disputada em 4 tempos, ou períodos, de 8 minutos e o cronômetro regressivo é paralisado cada vez que a bola para por falta, por ter saído da quadra ou por ter sido marcado um gol.
Com o objetivo de garantir uma competição justa, nos esportes adaptados os atletas são classificados de acordo com de acordo com seu nível de capacidade funcional. Especificamente no rubgy em cadeira de rodas, os atletas podem ser classificados em setes classes (0.5, 1.0, 1.5, 2.0, 2.5, 3.0 e 3.5), assim, quanto maior o nível de capacidade funcional, maior a pontuação do atleta, como nos explica a especialista.
“A classificação funcional dos atletas é obtida por meio de um sistema de avaliação complexo e minucioso. Em primeiro lugar, a banca de classificação funcional (profissionais de saúde especializados em esporte adaptados) realiza uma triagem afim de identificar a preservação da força muscular, flexibilidade, sensibilidade dos membros e troncos dos atletas. Posteriormente, cada atleta é então solicitado a reproduzir movimentos e habilidades típicas do esporte, tais quais, deslocamentos na cadeira, movimentação em quadra e manipulação. Por último, é realizada uma análise de execução das habilidades de manuseio de bola e cadeira de rodas do atleta em quadra, durante o jogo real. Somente ao final das três etapas é possível identificar o nível funcional do atleta”, explicou Veridiana.
Uma curiosidade é que normalmente os atletas com pontuações mais baixas na classificação, são defensores e os que possuem maiores níveis funcionais atuam no ataque. Além disso, cabe ressaltar que em quadra cada equipe possui quatro jogadores e o somatório da pontuação da classificação desses atletas não pode ultrapassar oito pontos. Para cada mulher em quadra, pode ser acrescentado 0.5 ponto ao limite de pontos da equipe. Com isso o rugby em cadeira de rodas permite que atletas com níveis funcionais e gêneros distintos podem competir juntos.
Confira um vídeo de divulgação do Rugby em Cadeira de Rodas, disponibilizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro!
Ainda sem poder retomar os treinamentos em Goiânia, o Goiás segue treinando no Centro de Treinamento do ex-jogador Wilson Goiano, na cidade de Trindade. A diretoria esmeraldina confirmou que as atividades do final de semana já estão marcados no local, enquanto o clube ainda não tem autorização para voltar às suas próprias dependências.
Revelado pelo Goiás em 1988, Wilson demonstrou muito apreço pelo clube ter escolhido sua estrutura para treinar na Capital da Fé, mas revelou que preferia que a visita viesse em um momento melhor.
– Não era a situação que a gente queria receber a visita. Não é do jeito que a gente pensava, mas pela situação em que nós nos encontramos, estamos em condições de servir e está sendo bastante satisfatório. É uma gratidão muito grande receber o clube onde eu comecei a jogar.
Wilson também acredita que a estrutura do CT, apesar de ser humilde, tem agradado a comissão técnica do Goiás. O clube, inclusive, teve a opção de mudar de local, mas optou por permanecer nas dependências do ex-atleta.
– A própria comissão teve a oportunidade de mudar de lugar, mas quiseram continuar, então acredito que todos estão gostando dentro da nossa humilde estrutura. A gente sente que está sendo útil e colaborando neste momento tão difícil, então é uma satisfação muito grande de receber o Goiás Esporte Clube aqui. Um clube de Série A.
O Sertões 2020 sofreu mudança de data por conta do novo calendário eleitoral. Com o primeiro turno das eleições municipais confirmado para o dia 15 de novembro, sérias questões logísticas conectadas com as eleições obrigaram essa nova mudança no calendário do Rally, que vai largar de São Paulo dia 31/10 para chegar na Vila Preá (CE) em 08/11. A data anterior era de 07 a 15/11.
“Mudamos a data do Sertões para nos adaptarmos ao novo calendário eleitoral. Não seria coerente, um evento que tanto promove a pátria, ir contra o dever do cidadão, que é votar. Com essa mudança, a prova não interfere na logística de transportes das urnas eletrônicas pelas estradas onde vamos passar, nem na vida da cidade onde vamos chegar e todos podem voltar para casa afim de votar. O Sertões tem um compromisso maior com o Brasil. Precisamos respeitar as eleições, o maior momento de uma democracia como a nossa”, disse Joaquim Monteiro, CEO da Dunas, a empresa que organiza o Sertões.
Foto: Divulgação Sertões
A nova data da 28ª edição do Sertões foi estabelecida após consulta com as autoridades públicas e esportivas: Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) e Confederação Brasileira de Motociclismo (CBM).
O trajeto do Sertões 2020 será divulgado apenas no dia 19 de agosto. Mas a reportagem do Esporte Goiano apurou que no trajeto entre São Paulo/SP e Vila Preá/CE, os pilotos vão passar por Brasília/DF.
O trajeto do Rally será divulgado apenas no dia 19 de agosto. Mas apurei que no trajeto entre São Paulo/SP e Vila Preá/CE, os pilotos vão passar por Brasília/DF. #RallySertoes (@esporte_goiano_)
No último final de semana, tivemos o retorno do automobilismo brasileiro às pistas pela primeira vez após o período de mais de três meses sem competições e a estreia do piloto goiano Raphael Teixeira #37, da equipe FF Motorsport, na Copa Truck.
A corrida aconteceu no autódromo da cidade de Cascavel, no Paraná, seguindo um protocolo rígido de segurança e conduta firmado entre a Prefeitura, a Vigilância Sanitária, a Secretaria de Saúde e a organização do evento, que foi com portões fechados, sem a presença de público e com profissionais restritos às atividades necessárias.
Na temporada de 2019, Raphael Teixeira disputou a Stock Light, categoria de acesso à categoria principal da Stock Car Brasil. Em entrevista ao canal oficial da Copa Truck, o piloto goiano falou a respeito da sua estreia na categoria. Confira!
Na prova de sábado (27), o caminhão de Raphael apresentou problemas de turbo e impossibilitou que ele disputasse a corrida. Na prova de domingo (28), o piloto goiano conseguiu concluir a prova em 11º lugar. A próxima etapa deverá acontecer no mês de agosto, em local e data a serem confirmados.
Confira abaixo a classificação final após a disputa de duas etapas da Copa Truck:
1. Beto Monteiro, 38
2. Wellington Cirino, 38
3. André Marques, 36
4. Roberval Andrade, 35
5. Débora Rodrigues, 28
6. Renato Martins, 23
7. Valdeno Brito, 20
8. Rafael Lopes, 15
9. Felipe Giaffone, 13
10. Adalberto Jardim, 13
11. Jô Augusto, 12
12. Felipe Tozzo, 11
13. Regis Boessio, 10
14. Djalma Pivetta, 10
15. Raphael Teixeira, 9
16. Evandro Camargo, 8
Fábio Fogaça, Leandro Totti, Paulo Salustiano e Luiz Lopes não pontuaram
O atacante Victor Andrade falou com a imprensa sobre o deslocamento dos jogadores para os treinamentos em Trindade, após decreto governamental que impediu as atividades esportivas em Goiânia. A decisão, consequentemente, fez com que o Goiás não pudesse utilizar o CT Edmo Pinheiro, e nem o CT Coimbra Bueno, em Aparecida de Goiânia.
O time esmeraldino segue treinando no município de Trindade, no CT Wilson Goiano, pelo menos até domingo. Apesar de ser mais longe para os atletas irem às atividades, Victor destacou que todos estão fazendo sacrifícios.
– A gente entende. Está todo mundo se sacrificando, não só os atletas. Os atletas é o de menos. Tem o pessoal do staff, os massagistas, a rouparia e os preparadores físicos que trouxeram todos os materiais pra cá. Isso é muito pior. Em relação a nós atletas, isso é a parte mais tranquila e fácil, mas eu dou muito valor a todos do Goiás que montaram essa estrutura pra gente.
Com dúvidas quando chegou ao Verdão, Victor Andrade vinha surpreendendo no Campeonato Goiano com boas atuações e dois gols marcados. Mesmo com a paralisação, o atacante acredita que isso o ajudou a se preparar mais para voltar ainda melhor.
– Me ajudou e estou melhor e mais motivado. Passei mais tempo com minha família, com meu filho e com alguns parceiros aqui do clube que moram perto. Voltei melhor, pois estou evoluindo muito aqui no Goiás. Estou feliz e me sentindo em casa dentro do clube, que me recebeu super bem.