Ney Franco critica arbitragem, mas elogia Vaz e valoriza reação do time

Foto: Rosiron Rodrigues/Goiás E.C.
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Na noite deste domingo (20), o Goiás empatou em 2 a 2 com a Chapecoense, em Chapecó (SC). E pela conjuntura do jogo, dá para dizer que foi um empate heroico e o resultado, por fim, foi bom. Isso porque o time esmeraldino saiu perdendo por 2 a 0 e foi para o intervalo em larga desvantagem. Os gols do empate foram marcados por Rafinha e Rafael Vaz.

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Para o técnico Ney Franco, o determinante para a reação do Verdão dentro da partida foi a mudança de postura no segundo tempo. Se no primeiro, especialmente após os 15 minutos iniciais, o Goiás optou por atuar no contra-golpe, na última metade o time de Ney foi para cima, até pelo resultado adverso. Após a partida, o treinador explicou as mudanças que pediu no intervalo.

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“Mudamos a postura da equipe no segundo tempo, com o posicionamento dos meias. O Yago (Felipe) passou a atuar, praticamente, como um quarto atacante, pela direita. Com isso, acabamos com a liberdade de saída da Chapecoense, que não conseguiu sair jogando com qualidade. Uma pena que tivemos a competência para fazer apenas dois gols”, avaliou o técnico do Goiás, que ainda deixou bola na trave com Rafinha e Fábio Sanches.

A sempre polêmica arbitragem

E se o Verdão teve de mudar a postura no 2º tempo, é porque ficou atrás do placar. Na versão esmeraldina dos fatos, os dois times foram para os vestiários no intervalo em um placar de 2 a 0 para a Chape por questões do juiz da partida.

De fato as reclamações esmeraldinas fazem sentido. Na etapa inicial, o árbitro do duelo anulou um tento do Goiás, indicando que a bola teria pego no braço de Fábio Sanches. Na verdade, o toque foi na barriga do jogador. Depois, em um pênalti marcado para os catarinenses, um pênalti foi assinalado após encontrão aparentemente natural de Geovane com Henrique Almeida na área.

“Foi uma arbitragem confusa. Quando termina um jogo com duas equipes reclamando do árbitro, é porque foi confusa. Fomos para o intervalo perdendo de 2 a 0. E, na nossa opinião, com dois erros que foram determinantes para o sucesso da Chape. Fizemos um gol que até agora não entendemos porque foi anulado. E o pênalti marcado (para a Chapecoense) foi inexistente. Essa é a nossa visão. No segundo tempo, a Chape reclamou de alguns lances. Então foi mais uma arbitragem confusa dentro do Campeonato Brasileiro, como tem sido”, destacou Ney.

O efeito Vaz para Ney Franco

Talvez o símbolo da reação do Goiás no 2º turno da Série A seja Rafael Vaz. Assim como todo o time, o jogador melhorou e muito seu desempenho. Com este empate, o alviverde chegou a cinco vitórias, dois empates e apenas uma derrota em oito jogos no returno. Diante da Chape, mais uma vez o zagueiro Rafael Vaz foi decisivo para esse ponto somado pelo Verdão na tabela. Foi dele o gol de falta que selou o empate, aos 39 minutos da etapa complementar.

Após o jogo, em coletiva de imprensa, o técnico Ney Franco analisou a fase do jogador e os aspectos que foram preponderantes para seu salto de qualidade.

“Tá sendo um atleta que se recuperou dentro da competição. Não só na parte física, como também emocionalmente. É um zagueiro que, no início da temporada dentro do Campeonato Brasileiro, existia alguns questionamentos. Mas, agora nessa parte final do torneio, um pouco antes da virada do turno, é um jogador que vem dando uma sustentação muito boa na parte defensiva, além dos gols. É um zagueiro que hoje também joga mais protegido. Além disso, a moral foi tanta que hoje é o capitão da equipe”, cravou.

Na próxima rodada da Série A, o Goiás vai até Curitiba enfrentar o Athletico-PR na Arena da Baixada. A partida acontece às 16h de domingo (27). Para o jogo, o time esmeraldino conta com os retornos de suspensão do seu trio ofensivo – Michael, Barcia e Rafael Moura.

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