Após nova vitória em clássico, Hemerson desabafa e garante permanência: “não sou covarde”

Foto: Vitor Monteiro/Esporte Goiano
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Desabafo e alívio. Assim foi a entrevista coletiva de Hemerson Maria após a goleada do Vila Nova sobre o rival Goiás, pela 23ª rodada da Série B. Por conta da pressão da torcida na última semana, os atletas se uniram e concederam entrevista antes do confronto com o rival, evitando que o técnico conversasse com a imprensa.

Hemerson revelou que, em momento algum, pensou em deixar o Tigre. “Não (pensei em pedir demissão) porque não sou covarde. Seria muito fácil, ganhar do Goiás e sair. Tem todo um trabalho pela frente, um grupo de jogadores que vai para a coletiva me representar e dou as costas para eles?”.

Em relação à partida, admitiu que teve dúvidas na escalação (Itaperuna e Elias acabaram preteridos por Vinícius Leite e Alex Henrique). Além disso, não definiu o clássico como “nó tático”, ressaltando que a eficiência e o comprometimento foram diferenciais.

Desabafo

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Em alguns momentos da coletiva, Hemerson Maria acabou elevando o tom e desabafou, inclusive tendo dado um tapa na mesa. Os motivos foram as agressões verbais sofridas, principalmente, por ele e pelo diretor de futebol Felipe Albuquerque, com alguns torcedores tendo danificado o carro do treinador.

“Luta, comprometimento e entrega para fazer esse clube grande nunca faltou de ninguém. Eu não tolero, não aceito o que aconteceu e não vou aceitar mais. Estamos trabalhando duro para dar alegria a essa torcida. Não estamos de brincadeira, até porque estamos trabalhando com a paixão do torcedor”.

Os xingamentos sofridos no embarque da delegação para São Luís (Maranhão) na segunda-feira também foram lembrados no desabafo do técnico.

“Esses vagabundos, esses vândalos não podem se dizer torcedores do Vila Nova. São marginais, bandidos, que deveriam estar atrás das grades. Em vez de se preocuparem com outras coisas, como políticos que roubam, que votam contra as leis do povo, eles saem pelo aeroporto ofendendo pessoas de bem. Nós somos pessoas de bem, e temos que sair escondidos para não sermos agredidos. Tem que ser dado um basta para isso”.

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