Diretor do Goiás revela emoção por título e traça próximos passos no futebol feminino

Foto: Vitor Monteiro/EG.
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No final de novembro, o Goiás/Universo conseguiu algo inédito no futebol feminino. No primeiro ano de Verdão no feminino, as esmeraldinas já conseguiram o Campeonato Goiano da categoria. Isso aconteceu após vitória por 3 a 0 e 1 a 0 nos dois jogos da final. O último deles foi no Estádio Olímpico, no centro de Goiânia.

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Após a conquista, Zuza Falcão, diretor de futebol do Goiás, comemorou muitos a conquista das meninas do alviverde. Apesar da estrutura do clube ser melhor do que a de Aliança, Independente de Rio Verde e Anhanguera de Anápolis, Zuza revelou as dificuldades das atletas do Goiás, inerentes ao esporte.

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“É a felicidade de ver um esforço sendo reconhecido. As meninas são guerreiras. Enfrentam muitas dificuldades, seja pelo preconceito, que a sociedade infelizmente ainda não aceita muito, ou por outras coisas. Nem todas podem viver do futebol. Se for 1% é muito. Mas você ser campeão de um campeonato, não tem dinheiro que pague”, opinou Zuza.

Conquista pessoal

Natural de Brasília, Zuza Falcão vive um momento mágico pelo Verdão. O título no feminino também vale como uma conquista pessoal para o diretor de futebol. Para ele, o Goiás ainda é muito desvalorizado pelas próprias pessoas goianas, que, segundo o diretor, ainda precisam saber da importância do esmeraldino para a região. Trabalhar no Goiás, para Zuza, é um sonho.

“Acho que a maior conquista é poder representar o Goiás Esporte Clube. Sou de Brasília, não sou daqui. E acho que muitas vezes as pessoas não têm a noção do que é o Goiás, a representatividade desse clube. Viver isso aqui é um sonho. Desde molequinho, sempre batalhei para estar em um time como esse”, afirmou.

O versátil Zuza

Além de diretor de futebol no Goiás feminino, Zuza Falcão é o chefe da Análise de Desempenho da equipe masculina. Ao Esporte Goiano, o funcionário do Verdão revelou quais são os próximos passos dentro do planejamento do futebol feminino no alviverde.

“Claro, temos que planejar para os dois, masculino e feminino. No Feminino, agora temos uma competição nacional. Temos que fazer, pelo menos, mais duas avaliações. Talvez trazer atletas de fora, pela experiência e maturidade. Nós vamos disputar como Goiás o nacional feminino pela primeira vez na história”, revelou.

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