Técnico do Aliança não teme grupo com grandes e aposta em briga pela classificação

(Foto: Vitor Monteiro/Esporte Goiano)
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Único representante goiano no Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino Série A2, o Aliança não teme a força de seu grupo. A equipe aurinegra caiu na chave 5, ao lado de clubes grandes, como Vasco da Gama, Fluminense e Cruzeiro. Apesar de reconhecer as dificuldades de avançar, o técnico Luiz César mantém a animação.

Em entrevista ao Esporte Goiano, o comandante do Aliança diz que, para se classificar, o clube goiano terá de se superar. O treinador lamenta o fato de enfrentar todos os adversários grandes longe de Goiânia e também destaca a força de Taubaté e Cresspom, que compõem o grupo 5.

– A força da chave não é novidade, pois sabemos que a competição é difícil e de alto nível. É possível avançar, vai depender muito de nós. Apesar de que vamos fazer os jogos contra os times de casa todos fora de Goiânia. Além disso, o Taubaté é o quarto Paulista, e o Cresspom é vice-campeão de Brasília. Então, não tem moleza, mas vamos trabalhar para poder passar – disse.

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Na opinião de Luiz César, apesar de deixar mais difícil a vida aurinegra no Brasileiro, a introdução de clubes de peso no futebol feminino só tende a fazer o esporte crescer.

– Nós estamos com Palmeiras, São Paulo, Atlético-MG, Cruzeiro, Vasco. Isso é muito bom para o futebol feminino. Ficamos muito satisfeitos em saber que clubes como estes aderiram ao futebol feminino. Abrilhanta muito a competição – comemora.

Panorama aurinegro

O projeto do Aliança mantém a programação de treinos, independente da realização dos torneios. Segundo Luiz César, o elenco vem treinando três vezes por semana já há algum tempo. O comandante ainda não sabe qual será a casa do clube goiano, que receberá Taubaté e Cresspom. Conforme informou ao Esporte Goiano, há possibilidade de atuar, principalmente no Olímpico ou no Antônio Accioly, mas nada foi definido.

No plantel, a equipe sofreu duas baixas em relação ao time campeão goiano no fim do ano passado. Para piorar, de acordo com o técnico aurinegro, o Aliança tem encontrado muitas dificuldades para fechar com reforços.

– Até agora não conseguimos nenhum reforço. O futebol feminino ficou muito inflacionado com a chegada desses times de camisa. Além de não termos reforço, perdemos duas jogadoras. A goleira Valéria, menos vazada no Goiano do ano passado, foi para o Minas disputar a primeira divisão. A Alane, que foi artilheira, se transferiu para o Cresspom – conta.

Mesmo com tantas dificuldades, Luiz César ainda aposta no acesso. O técnico do Aliança reconhece que o time goiano está abaixo dos rivais, mas promete deixar a vida em campo para honrar o estado com uma grande campanha.

– A gente luta para subir, mas reconhecemos que estamos bem abaixo dos outros. Mas vamos lutar com o que podemos, com muita garra, determinação, como as meninas do Aliança sempre fizeram. Vale lembrar que as atletas não ganham nada. Tudo é voluntário e por dedicação. Baseado nisso, acreditamos que vamos avançar.

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