O Corinthians será o rival do Atlético Goianiense na estreia do Campeonato Brasileiro de 2021, o jogo será realizado na cidade de São Paulo. A tabela da Série A foi divulgada na noite desta quarta-feira (24) pela CBF e colocou o Dragão frente a frente contra o Corinthians.
A competição está marcada para começar no dia 29 de maio, no fim de semana seguinte à decisão dos estaduais, e terminar em 5 de dezembro.
Único representante goiano na elite do futebol nacional, o Dragão tirou sarro dos rivais. Em uma postagem do perfil oficial do Brasileirão no Twitter, questionando sobre o possível rival na estreia, o Rubro-Negro respondeu: “Eu sei que não vai ser outro time goiano”.
Eu sei que não vai ser nenhum outro time goiano!
— Atlético Clube Goianiense (@ACGOficial) March 24, 2021
Veja como ficaram os confrontos do Atlético no primeiro turno da Série A:
1ª rodada – Corinthians x Atlético 2ª rodada – Atlético x São Paulo 3ª rodada – Cuiabá x Atlético 4ª rodada – Atlético x Fortaleza 5ª rodada – Athletico x Atlético 6ª rodada – Atlético x Fluminense 7ª rodada – Atlético x Red Bull Bragantino 8ª rodada – Atlético-MG x Atlético 9ª rodada – Grêmio x Atlético 10ª rodada – Atlético x Sport Recife 11ª rodada – Juventude x Atlético 12ª rodada – Atlético x Palmeiras 13ª rodada – Santos x Atlético 14ª rodada – Atlético x América-MG 15ª rodada – Ceará x Atlético 16ª rodada – Bahia x Atlético 17ª rodada – Atlético x Chapecoense 18ª rodada – Atlético x Internacional 19ª rodada – Flamengo x Atlético
A transferência do confronto com o CRB para o estádio Giulite Coutinho, em Mesquita, tirou do Goianésia a única vantagem no confronto pela primeira fase da Copa do Brasil, segundo o técnico Luan Carlos.
De acordo com ele, o lucro agora é todo do time alagoano. “Em se tratando de jogo único, prejudica muito. A única vantagem que a gente tinha no confronto era jogar em casa. Perdemos esse benefício. A vantagem é do CRB, que pode empatar”, disse. “Estamos bastante tristes por ter que jogar fora de casa”, completou.
Luan Carlos, todavia, destaca que esta definição foge das mãos do Goianésia. Para superar o fato de atuar longe do Valdeir de Oliveira, o técnico aposta numa boa estratégia para surpreender o CRB.
– Estamos vivendo um mundo de incertezas e mudanças. Precisamos nos adaptar a ele. Temos tentado fazer o máximo para nos adaptar ao novo momento. É se adaptar, tentar fazer nosso melhor, deixar os jogos concentrados para fazer um bom jogo contra o CRB. Vamos tentar superar mais essa adversidade.
O ex-presidente do Goiás, Sérgio Rassi, fez críticas ao que chamou de ‘apadrinhamento’ no clube. Em entrevista ao TBC Esporte, comentando uma carta da torcida que pedia as saídas de dirigentes como Osmar Lucindo e Harlei Menezes.
Rassi poupou Lucindo e elogiou o trabalho do diretor na base. Porém, deixou claras as divergências com o trabalho de Harlei. “Acho que somos o que fazemos ou deixamos de fazer. Penso que o Goiás tem que ser modernizado em sua gestão, enaltecendo a meritocracia, em vez de ficar com apadrinhamento no clube”, disse.
Rassi lembrou que enfrentou um grave problema financeiro quando assumiu o clube, em 2014. Porém, com Marcelo Segurado no comando do futebol e Ricardo Drubscky como técnico, o Goiás, apesar do teto salarial de R$ 50 mil, sobreviveu na Série A.
Em 2015, destacou o ex-presidente, Harlei era o gestor e, nessa posição, trabalhou com seis técnicos diferentes, sendo dois interinamente. “O que aconteceu? Caímos para a Série B”, disse em tom de crítica.
Na Segundona de 2016, Rassi diz que, em consenso com Ediminho Pinheiro, contratou Felipe Ximenes, segundo ele tido como um dos cinco melhores gestores de futebol. Na temporada, foram três treinadores.
No ano seguinte, Harlei voltou e, lembra o ex-dirigente, já não havia mais dificuldade financeira. Porém, a gestão do futebol não agradou. “Quem era o diretor de futebol? O senhor Harlei Silva”. Mais uma vez, sob o comando do ex-goleiro, ele criticou as inúmeras trocas de técnicos na ocasião.
Erros e acertos
Rassi deixou o Goiás em 2017, após renunciar ao restante do mandato. Para ele, o maior acerto durante a gestão foi a política de austeridade financeira. “Estávamos com saldo negativo de R$ 24 milhões na conta bancária e uma dívida que beirava R$ 70 milhões. Quitamos todos os acordos, os empréstimos e adquirimos certidões negativas de débito. Deixamos o clube com quase R$ 42 miilhões”, lembra.
Na outra ponta, o maior erro foi na gestão do futebol. “Nos últimos dois anos não tínhamos problema de dinheiro. Aí atribuo como falha do gerenciamento do futebol. Não quero só culpar o Harlei. A culpa nunca é só de uma pessoa, mas de várias”, afirmou.
Rassi disse que deixou o Goiás depois de sentir-se “ultrajado por circunstâncias que ocorreram lá dentro”. “Era muito difícil mexer nos diretores de futebol”, completou.
O ex-presidente afirmou que não tem desejo de voltar a frequentar o clube, mesmo na condição de conselheiro.
– Enquanto tivermos pessoas no Goiás desempenhando funções importantes, pessoas que não acato nos cargos que estão ocupando, não vou ao Goiás. Não estaria contribuindo com absolutamente nada e estaria me poupando do desgosto de cruzar no corredor com pessoas desse tipo.
O goiano Marcelo Taveira, presidente do Goiânia Saints FA, será o Diretor Executivo da Confederação Brasileira de Futebol Americano (CBFA) pelos próximos quatro anos. Em entrevista exclusiva ao EG, Taveira nos contou como surgiu o convite da CBFA para ser Diretor Executivo.
“Eu já conhecia a Cris Kaji (Cristiane Kajiwara – Presidente da CBFA) há algum tempo através das redes sociais, via o trabalho que ela desempenhava em São Paulo e já a admirava. No ano passado foi realizado um Combine da Echelon Sports em Brasília, ela veio prestigiar o evento e trabalhar na organização também, foi onde a conheci pessoalmente e me aproximei dela.
Nesse mesmo evento, conheci pessoalmente também o Thiago Martins, conhecido no nosso cenário como “PH” e me aproximei dele, estabelecemos uma boa amizade. Quando a Cris estava procurando pessoas de confiança para montar a nova chapa, ele a lembrou do meu nome e foi daí que surgiu o convite para ser o Diretor Executivo dessa nova Gestão”.
Com passagens como atleta pelo Vila Nova Tigres e Goiânia Madkings, Marcelo Taveira foi fundador do Goiânia Saints.
O profissional que é um dos grandes expoentes do Futebol Americano, em Goiás, espera que a sua ida para a CBFA possa contribuir para a evolução da modalidade na região Centro-Oeste.
“Eu fiquei muito feliz pelo convite da Cris Kaji, pois veio como um reconhecimento por um trabalho que eu faço pelas equipes aqui em Goiânia desde 2014. Acredito que ter um representante de Goiás na Confederação pode despertar um lado mais ativo nos atletas aqui da região, e como Diretor Executivo, quero trabalhar para que nosso Estado seja reconhecido pelo país todo, para que nossos atletas tenham chances de serem vistos também nas seleções brasileiras, tanto do fullpad quanto do flag”, declarou.
De acordo com o Diretor Executivo, a Confederação pretende auxiliar os Estados que não possuem Federações Estaduais para que se organizem e se estruturem, como por exemplo Goiás que ainda não possui federação própria, para que possam crescer e se desenvolver com o suporte ainda que mínimo dos governantes.
Foto: Divulgação CBFA
Desde junho de 2017, a CBFA sofreu com a renuncia de três gestões: Guto Sousa; Rogério Pimentel e Ítalo Mingoni. Diante desse cenário, Marcelo Taveira afirma que “a CBFA pouco fez pelo esporte até hoje, se olhar o retrospecto das gestões, nenhuma delas terminou a gestão completamente, deixando a desejar”.
Sendo assim, para o Diretor Executivo os maiores desafios da nova gestão passam pela organização da casa, enxergando os buracos, as dívidas e também os créditos que a Confederação tem, para que seja possível dar andamento aos projetos.
“Além da organização da casa, nessa nova gestão nós precisaremos fomentar o esporte em um mundo de pandemia e pós-pandemia, o que sem dúvida não será nada fácil. Com isso nós pretendemos fortalecer o Flag Football, que é uma modalidade que participará dos Jogos Mundiais de 2022, possui campeonato mundial para ser realizado no fim deste ano e é uma excelente porta de entrada para o esporte, já que é uma modalidade derivada do futebol americano onde não há equipamento e não há colisão entre os atletas”, pontua.
Além disso, a CBFA pretende fortalecer e fomentar as seleções, em especial a de base (Sub-20), para disputar competições e elevar o nível do esporte aqui praticado, além do masculino adulto e também da seleção feminina fullpads. De acordo com Taveira, está em pauta a possibilidade da Confederação realizar seu próprio campeonato nacional, que hoje encontra-se sob gestão da BFA.
Foto: Acervo Pessoal Entrevistado
Futuro no Goiânia Saints
Marcelo Taveira está em seu segundo mandato na presidência do Goiânia Saints, cargo que assumiu em 2018.
Taveira revelou ao EG que continuará na presidência do Saints, pelo menos até o fim do segundo mandato, que se encerrará no final de 2021.
“De toda maneira, não há incompatibilidade nem moral, nem legal para que eu exerça os dois cargos, então se for possível conciliar os dois, pretendo continuar conciliando e ajudando o esporte em todas as frentes que eu conseguir”, concluiu.
A temporada de 2020 rendeu ao Vila Nova, além do título da Série C, uma campanha memorável no Brasileirão de Aspirantes. O Tigre foi vice-campeão e teve o atacante Matheus Porto como um dos destaques.
Hoje no Grêmio Anápolis, o jovem atacante espera ter mais oportunidades para mostrar seu futebol. Ele também falou sobre a infância e a base. Assista à entrevista completa:
A CBV não encontrou local para abrigar as partidas entre Anápolis Vôlei e Vila Nova, pelas quartas de final da Superliga B, nesta semana. Com o tempo apertado e o fim dos 14 dias de restrição em Goiás terminando na próxima quarta-feira (31), a tendência é que as partidas permaneçam no estado.
As cidades que foram procuradas para sediar os jogos entre os goianos foram Natal-RN, Campina Grande-PB, Rio de Janeiro, Aparecida de Goiânia, Caldas Novas, Itumbiara e Senador Canedo. Todas elas negaram o pedido.
Sem local para jogar, auriazuis e colorados esperam pelo dia 31 de março, quando se encerram as restrições na capital e em Anápolis, para marcar os jogos.
A confirmação das datas deve se dar somente após o período de retomada das atividades esportivas nos municípios. Por ora, as partidas seguem suspensas.
O começo de temporada do goleiro Georgemy defendendo a meta do Vila Nova tem sido bastante proveitoso, afinal em cinco jogos, sofreu apenas um gol. Além disso, o Tigre é o segundo colocado em sua chave no Goianão e está classificado para a 2ª fase da Copa do Brasil.
“Sempre trabalho forte para estar pronto para as oportunidades. Creio que consegui mostrar que posso acrescentar muito à equipe. Meu primeiro mês no clube foi muito bom, me adaptei rapidamente e pude ter a oportunidade desejada. Venho tendo uma boa sequência e acredito que ainda vou evoluir muito jogo a jogo”, disse.
O arqueiro colorado que vinha fazendo uma boa sequência de jogos na temporada de 2021, comentou acerca da paralisação do futebol em Goiás, após o aumento do número de casos de pessoas infectadas pelo coronavírus.
“Nossa equipe estava fazendo bons jogos, com um ritmo muito forte e sendo muito eficiente nas partidas. Lamento não poder entrar em campo durante esses dias, mas entendo que é o momento de preservarmos a saúde de todos. Além disso, também ganhamos tempo para trabalhar forte e encaixar ainda mais no que pede o treinador Wagner Lopes”, finalizou.
O Vila Nova volta a campo no próximo dia 01/04, contra o Goianésia, no Estádio Valdeir José de Oliveira, às 16h, pela 5ª rodada do Goianão.
O Atlético Goianiense acertou até o momento 10 reforços para a temporada 2021. Dentre as contratações a mais badalada até o momento foi o goleiro Fernando Miguel, que por último estava no Vasco da Gama. Destes 10 novos reforços, cinco são jogadores do setor ofensivo.
Dos jogadores até agora acertados para a temporada cinco deles foram destinados ao setor defensivo, com um goleiro, um zagueiro, um lateral esquerdo e um volante. A outra metade das negociações são todos atacantes.
Tal lista poderia ter sido maior, visto que a negociação com o ponta direita, Léo Jabá, ex-Paok da Grécia, que estava bem encaminhada, acabou fracassando no último momento por falta de acordo com ambas as partes.
Veja até o momento os contratados do Dragão para a temporada 2021:
Fernando Miguel (Goleiro) Igor Cariús (Lateral Esquerdo) André e Nathan Silva (Volantes) Matheus Oliveira (Meia) Pablo Dyego, João Paulo, Victor Paraíba, Arthur Gomes e André Luíz (Atacantes)
O Goiás continuará com sua marca própria em 2021, a Green, e seus novos uniformes serão lançados uma semana antes do início da Série B, que está programada segundo a CBF, para o dia 29 de maio.
Desta forma a marca esmeraldina que está presente nos uniformes desde 2019, terá a sua nova coleção lançada até aproximadamente no dia 22 do mesmo mês. A camisa número um, a reserva e toda a linha de treino, viagem, aquecimento e concentração serão atualizadas. A fornecedora dos materiais continuará sendo a Super Bolla.
A ideia da marca própria surgiu no ano de 2019, após a conquista do acesso para a Série A daquele ano. O clube vinha passando por dificuldades em distribuição das peças para o time e para a revenda das camisas aos torcedores, e por isso optou por sua própria confecção.
Na década passada o Goiás havia sido patrocinado pela Lotto (2008 – 2012), Puma (2013-2014), Kappa (2015), Dry World (2016) e a Topper (2017-2018). O nome Green é representado na forma “Gr33n”, alusão aos 33 torcedores que fundaram o clube e a cor verde do time, que é green em inglês.
Depois de deixar a lista de clubes com especialidade em formar atletas, o Goiás recuperou o certificado de clube formador. O título é concedido pela CBF e tem validade de um ano. Todos os anos há uma reavaliação.
Na lista mais recente, são 24 clubes no país contemplados com o certificado. O documento possibilita aos detentores oficializar contratos de base, o que facilita o recebimento de indenizações quando jogadores de 14 a 16 anos são transferidos.
Na lista de setembro de 2020, o Goiás não estava entre os clubes formadores. Por isso, foi necessário um investimento de R$ 50 mil em adequações físicas e sanitárias na Casa do Atleta. O quadro de funcionários também foi ampliado.
O Verdão é o único clube goiano que figura na lista divulgada pela CBF.