Eu não queria falar nada, mas… pronto, falei!

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“Eu não queria falar de arbitragem, mas…”

Esta foi a frase mais falada por dirigentes, jogadores e treinadores no clássico deste domingo (5/2) entre Atlético e Goiás.
Assim que começou o jogo, Júnior Viçosa deveria ter sido expulso.
O atacante do Dragão surtou e deu um “pedala Robinho” no Jean Carlos com 1 minuto de jogo.
Depois, o Viçosa disputa bola com Everton Sena na área do Goiás os dois caem. Lance duvidoso, realmente. Não achei que foi pênalti, mas não condeno quem pensa o contrário, pois foi um lance difícil.
Bonfim calçou Léo Gamalho e André Luiz Castro marcou, corretamente, o pênalti, que deu origem à vitória do Goiás.
Agora, virou moda descer o pau na arbitragem para esconder o mau futebol dos clubes.

“Eu não queria falar de arbitragem, mas…”

“… o ‘juí’ é um ‘paiaço’!”
(Walter Lispector, atacante do Goiás sobre o árbitro Bruno Resende)

“… o cara tá gordo e não serve para apitar um clássico. Coloca um menino (árbitro mais novo) aí, que faz melhor”. (Jovair Arantes, dirigente do Atlético e endocrinologista prático nas horas vagas).
Ora, faça-me o favor! Pode até reclamar, mas ficar o pessoal perdeu o respeito, completamente, pela arbitragem.
Não estou defendendo a arbitragem, que erra sim, como todo ser humano. Mas não se pode falar da pessoa do árbitro dessa forma.

Imagine se o Bruno Resende falasse, após o jogo:
“Esse Walter é uma rolha de poço, que tem de vestir o bandeirão do Goiás, porque a Topper não tem camisa do tamanho dele.”

E se o André Luiz Castro dissesse:
“Depois que esse Jovair engoliu a pomba que ficava com o rabo de fora da boca dele (o bigode), ele acha que todo mundo é gordo e cansado.”
Será que o dirigente e o jogador gostariam de ouvir isso ecoando nas TVs, rádios, jornais, internet, etc?
O futebol tem sempre uns jargões que entram na moda.
“Estamos focados no objetivo.”
“Vamos em busca dos três pontos.”
“Futebol é uma caixinha de surpresas.”

Os mais usados no momento são:
“Com todo respeito, mas…” e “Eu não queria falar de arbitragem, mas…”

Ouvi isso de um comentarista esportivo: “Com todo respeito, mas esse Iporá não tem a menor competência e vai voltar para onde não devia ter saído: a 2ª Divisão”.

“Eu não queria falar de arbitragem, mas esse juiz está gordo, não corre, é torcedor de tal time, é fraco, não tem critério, picota o jogo, tem espinha na cara, caspa e usa desodorante Avanço, o que deixa uma catinga no campo. Mas deixa isso de arbitragem pra lá, que não quero entrar em polêmica.”

Toma jeito, pessoal da bola!

Vão com calma.

A pedra de hoje pode ser a janela de amanhã.

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