Gerliézer Paulo: E ninguém cala este chororô…

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Foto: Internet / Reprodução

O árbitro de uma partida de futebol deveria ser a figura mais apagada do espetáculo. Aliás, em um ambiente de utopia de honestidade, ele seria até mesmo desnecessário. Como não vivemos em tal mundo encantado, o portador do apito corriqueiramente aparece nas justificativas de dirigentes, treinadores, jogadores e torcedores como bode expiatório pelas derrotas de seus times.

Aqui pelas bandas de Goiás não é diferente. Constantemente, o antigo homem de preto (que agora veste qualquer cor) é apontado pelos desportistas como peça chave para os tropeços. Quando se trata de clássico a recorrência é maior ainda.

Quando o Goiás empatou com a Aparecidense na abertura do Campeonato Goiano, os esmeraldinos choraram pela arbitragem de Bruno Rezende. O gesto se repetiu por parte dos atleticanos quando foram derrotados pelo alviverde e quando empataram com o Itumbiara, e agora pelos vilanovense, suplantados pelos rubro-negros.

O presidente do Goiás, Sérgio Rassi, recentemente, resumiu bem o sentimento de quem vence e de quem é superado nos jogos decisivos. “Quem ganha comemora. Quem perde chora”, disse o mandatário alviverde. Esta lei realmente prevalece independente de quais sejam os envolvidos.

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Talvez, o torcedor questione neste momento, mas Gerliézer, árbitro não erra? Claro. E continua, mas não tem árbitro mau-caráter? Não tenho dúvida. Por último, então porque você os defende? Simples, acho um exagero jogar na responsabilidade alheia nossas incompetências, como os integrantes do mundo do futebol adoram. E por um outro fator,  o frango que o goleiro toma, o passe que o volante desperdiça e o gol que o atacante erra é por incompetência técnica, mas o equivoco cometido pela arbitragem está diretamente ligado a uma suposta desonestidade.

Tem dirigentes goianos que reclamam da arbitragem antes mesmo do jogo começar. Outros se sentem invencíveis. Se perderem, não tem jeito, é por culpa do árbitro. Esta figura emblemática ainda tem um desafio extra. Normalmente do lado dele só tem os dois auxiliares, o restante se puder vai na maioria dos casos enganá-lo sumariamente.

E neste circo todo ainda resta mais um elemento importante, a imprensa. Não raramente, cronistas esportivos vestem as camisas de seus clubes de coração, baixam ao menor nível possível da ética profissional e destilam todo o rancor de torcedor magoado.

Em poucos dias teremos mais clássicos no Campeonato Goiano. Quem vai ganhar, eu não sei. Mas o responsável pela derrota dos perdedores provavelmente estará em campo com um apito preso a um dos dedos da mão.

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