As cenas de selvageria que dominaram o pós-clássico entre Atlético e Vila Nova, na opinião do técnico Wagner Lopes, não maculam a classificação do Dragão à final do Estadual. De acordo com o comandante rubro-negro, foi o time vilanovense que criou a confusão e, por isso, os atleticanos não têm nada do que se envergonhar.
– Ela não fica escondida, porque foi o time deles que tomou a iniciativa da agressão. Nós jogamos futebol, tentamos fazer nosso jogo, apesar das dificuldades do campo. É feio para quem tomou a iniciativa da agressão. Nós apenas nos defendemos. Não cabe mais esse tipo de ação, de atitude. Jogamos na bola. Eles estavam muito nervosos e pilhados. Queriam brigar desde o jogo passado – disse.
Para a primeira partida da decisão, Wagner Lopes terá três desfalques. O volante Washington foi expulso, enquanto o zagueiro Gilvan e o atacante Pedro Raul receberam o terceiro cartão amarelo e estão suspensos. As baixas, no entanto, não incomodam o técnico do Dragão.
– Temos um grupo muito forte e unido. Abre-se oportunidade para quem entrar, fazer história, dar o seu melhor e mostrar que temos um grupo, não apenas 11. Nem gosto de falar reserva, titular. Está todo mundo ali babando, esperando uma chance. Prova disso é o Moraes, que entrou contra o Santos e foi muito bem – comentou.
Recuperação
Vindo de uma intensa maratona de jogos nas últimas duas semanas, o Atlético tem mais dois duelos decisivos em quatro dias. Na quinta-feira, o adversário é o Santos, em partida que definirá quem vai avançar à quarta fase da Copa do Brasil. No domingo, o Dragão já tem o Goiás pela frente. Wagner Lopes diz que a comissão técnica tentará de tudo para recuperar o elenco, inclusive antecipar a concentração.
– Vamos colocar os caras na geladeira, tentar massagem e tudo que o clube tiver de infraestrutura para descansar os jogadores. A gente vem numa batida assim desde a Anapolina. Já concentraremos nesta segunda. Os caras estão querendo me matar, mas é o melhor que a gente pode fazer – argumentou.