Vencedor do Superbike em Goiânia, Danilo Lewis fala sobre inspirações e carreira

Foto: Vitor Monteiro/Esporte Goiano
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Imbátivel na temporada 2019 do Goiás Superbike, o paulista Danilo Lewis está cada vez mais à vontade correndo em Goiânia. O piloto venceu as quatro etapas já realizadas na categoria SBK Pró e segue com 100% de aproveitamento no ano. Apesar de paulista, o piloto tem parte da sua história ligada ao estado de Goiás, onde conquistou sua primeira vitória na categoria. Segundo o piloto agora é hora de se preparar para as próximas etapas para não deixar o rendimento cair.

“Aqui foi minha primeira vitória no Superbike, em 2015. Em 2014 foi a primeira vez que eu andei aqui, desde do primeiro instante que eu pisei aqui no autódromo eu me senti muito bem, em casa, tenho vários amigos aqui. Minha vitória ano passado aqui na chuva foi um sonho e vencemos duas semanas atrás em Curitiba, na quinta etapa do Superbike Brasil e agora vencemos a quarta etapa do goiano. Estou muito feliz, a equipe trabalhou bem demais e agora vamos preparar para o Superbike semana que vem. Na chuva eu já mostrei que tenho potencial, mas eu quero mostrar no seco. Não preciso provar nada para ninguém, mas as equipes estão fortes, bem acertadas, mas eu acredito no meu potencial e na minha equipe”, falou o piloto.

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O forte calor vem castigando a cidade de Goiânia, com os pilotos não é diferente. Para Lewis, apesar da elevada temperatura, o importante é ter a cabeça no lugar. O piloto ainda falou sobre a briga pela liderança com Kioman de Jesus, que chegou a ultrapassa-lo no início da corrida, mas que logo após conseguiu retomar o primeiro lugar.

“O calor influencia demais. Aqui é muito quente, mais que o normal. Tem que ter cabeça, o Kioman (que chegou em segundo lugar) tá de parabéns, evoluindo cada etapa mais, sempre que eu posso ajudar eu ajudo, dou algumas dicas tanto na pista quanto no acerto de moto. A gente tem que ganhar na pista, fora eu sou amigo de todos, ajudo sempre no que eu posso. Coloquei a cabeça no lugar, não é fácil recuperar a liderança, mas eu consegui fazer uma ultrapassagem entre a saída da ferradura e a esquerdinha (curvas do autódromo). O calor tava muito excessivo e coloquei a cabeça no lugar e manter um bom ritmo até o final”, analisou o piloto sobre a influência do calor e a prova feita por ele.

História e Influência

Influenciado na carreira pelo pai, Danilo Lewis não tinha pretensões de correr na Motovelocidade, mas segundo ele tudo mudou quando o piloto correu pela primeira vez no autódromo de Interlagos, em São Paulo. Segundo ele foi amor a primeira corrida com a Motovelocidade.

“Meu pai é mecânico de moto desde que ele tinha sete anos. E eu cresci no meio das motos, mas eu tinha medo até os 10 anos. Eu achava lindo, mas não chegava perto. Meu pai queria me colocar para correr no motocross, mas eu tinha medo. Com 11 anos eu ajudei meu pai a arrumar uma moto de um cliente dele, uma minimoto. Arrumamos a moto e depois que terminou ele ligou e saiu de perto. Eu fui perto dela e encostei nela ligada e dei uma aceleradinha, saí de perto, voltei e acelerei de novo. No mesmo dia eu assisti uma corrida de motocross e falei pro meu pai que queria andar de moto. Ele falou para eu melhorar as notas na escola e ajudar na oficina. Você vai ter que se dedicar para ser melhor, comecei no motocross, fui pro supermoto, que é um misto de asfalto e terra e vim para a motovelocidade para melhorar no asfalto para o supermoto. Quando eu fui pra motovelocidade, em Interlagos, eu falei para o meu pai que era lá que eu queria ficar”, detalhou o piloto a sua história dentro da Motovelocidade.

Antes influenciado pelo pai, agora é Danilo Lewis quem é a influência. Sua irmã mais nova começou a correr influenciado por ele. Assim como era Danilo, sua irmã também está sempre que pode na oficina da família e vem recebendo conselhos do irmão mais velho.

“Minha irmã começou por minha causa. Na minha carreira, a Gabi (irmã) sempre estava junto quando podia faltar a escola. E ela tá sempre envolvida na oficina, quando ela não está na escola está na oficina. A minha equipe é minha família, meu pai, minha mãe e meus irmãos, além de quatro ou cinco funcionários. E não é porque eles são minha família, mas são muito competentes. Eu recebi propostas para sair da equipe várias vezes, mas eu acredito no potencial deles. A Gabi tá dando show agora, eu comecei por causa do meu pai e ela começou por causa de mim, tá no sangue da família. É muito gratificante passar o que eu sei pra ela, ajudar e ajudar minha equipe que é um sonho”, finalizou o piloto falando sobre a influência na família.

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