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terça-feira, agosto 4, 2020
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Sem parcerias e investimentos, treinador do Aliança cogita encerrar as atividades em 2020

O Aliança/Estácio saiu com o vice-campeonato do Campeonato Goiano Feminino. Na última segunda-feira, a equipe foi derrotada pelo Goiás/Universo, pelo placar de 1×0. Apesar do revés, Luiz Cezar, treinador da equipe, considera que as aurinegras fizeram um bom campeonato e que saem de cabeça erguida. No entanto, o comandante da equipe fez uma ressalva. Segundo ele, caso não haja parcerias com equipes profissionais, como é o caso do Goiás, os clubes amadores irão fechar as portas.

“Nós que gostamos do esporte, não é só quando é campeão que está tudo certo. Nós perdemos para uma boa equipe, então saímos de cabeça erguida. Foi feito tudo de melhor, a federação deu total apoio para a gente. Nós só jogamos aqui, porque a federação bancou. O Goiás não quis jogar aqui por causa das despesas, nós jogamos, a federação apoiou, nos ajudou e o futebol está crescendo. É uma pena que os clubes amadores, como é o caso do Aliança, vão sumir, porque nós não damos conta de jogar com times de camisa. Nós temos que reconhecer a realidade, se não fizer uma parceria com clube profissional, não damos conta de continuar”, pontuou Luiz Cezar sobre a final, salientando que a equipe precisa de uma parceria com um clube profissional para se manter.

Com mais de 20 anos de história, o Aliança corre o risco de fechar as portas. O treinador colocou em xeque a participação da equipe no Campeonato Goiano do ano que vem. Segundo ele, caso não haja uma parceria a equipe irá encerrar as atividades.

“A gente vai sentar e conversar. É muito difícil a gente disputar no ano que vem. Se não arrumar um parceiro, a gente deve encerrar. Não adianta, não tem jeito, a gente tem que ser realista, vai até onde a gente dá conta. Nós estamos gastando muito mais do que a gente tem condições. Se não arrumar uma parceria, fica muito difícil de continuar no futebol feminino”, falou Luiz Cezar, ressaltando a busca de uma parceria para que o Aliança/Estácio se mantenha no futebol feminino.

Para Luiz Cezar, só é possível continuar com o Aliança caso haja uma parceria para remunerar as atletas que defendem a equipe. Segundo ele, as atletas são tecnicamente boas, mas sem treinar, tendo que colocar o trabalho em 1º lugar, fica difícil competir com outras equipes.

“Meu time não treina. Tá todo mundo cansado, tecnicamente elas não são ruins, mas elas não treinam. Como que vai acompanhar quem treina? Eu tenho que remunerar essas meninas para elas treinarem. Não é muita coisa, mas elas têm que ter para jogar. Quando o pai banca é bacana, mas quando a pessoa se banca, tem que trabalhar”, encerrou o treinador, lamentando o fato de não poder treinar diariamente as atletas da equipe.

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