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quarta-feira, abril 24, 2024
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Na Seleção, Thalyta Vitória valoriza origem goiana e sonha com Paris

A goiana Thalyta Vitória, uma das armadoras convocadas para um período de preparação da Seleção Brasileira Feminina de Handebol, vive um sonho. É esta a definição mais clara que ela pode dar ao momento. Em Portugal, com a camisa do Brasil, ela disputará o Torneio Internacional, que integra a programação de treinamentos visando a Olimpíada de Paris, no meio do ano.


A convocação para o quadro do técnico Cristiano da Rocha Silva deixa com mais nitidez a imagem que ela já tinha em mente desde criança: atuar nos Jogos Olímpicos. A goiana sabe, porém, que há muito trabalho para chegar até lá. “Estou vivendo muito mais que um sonho. Principalmente por ser um ano olímpico, é um sonho realizado. É até difícil encontrar palavras. Estou muito feliz e vou continuar trabalhando muito, pois permanecer é até mais difícil que chegar”, disse ao EG.

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Natural de Itaguaru, Thalyta tem 25 anos. Mesmo tendo origem longe dos grandes centros do handebol, a chama olímpica sempre ardeu em seu coração. “Todo atleta sonha em disputar as Olimpíadas. Às vezes a gente pensa que está sonhando alto, mas quando a oportunidade bate na sua porta, você não tem outra alternativa: é trabalhar muito”, reforçou.

A trajetória da goiana até a Seleção tem um grande incentivo da família. Ainda em Itaguaru, a armadora teve exemplo da avó, da mãe, da tia e, sobretudo, de uma das primas. “Venho de uma família tradicional no esporte. Muitos já jogavam handebol. Conheci desde novinha e nunca quis parar. Comecei com sete anos e ia para algumas viagens com a família e sempre me interessei muito na modalidade”, contou.

A paixão pelo esporte a levou ao time da cidade. O talento fez despertar o interesse de equipes de fora do estado logo cedo. Ainda na adolescência, Thalyta foi indicada por uma jogadora do Força Atlética – que admirou o desempenho dela no Goiano – para um clube do Rio Grande do Sul, uma das grandes escolas do handebol no país. Lá, ela pôde se desenvolver sob a batuta do técnico Matheus Arena por três anos.

“As coisas aconteceram muito rápido. Em 2016 já teve a primeira convocação para a seleção juvenil. Jogava brasileiros escolares, de clubes e todos eles sempre no pódio. Foi muito importante para formação”, considerou. “Minha base foi muito boa. Estive no lugar certo para sair de casa. Meus três anos de formação foram muito bons”, completou.

Depois, veio a grande questão: se profissionalizar ou não? Na categoria junior, de transição para o adulto, Thalyta Vitória tomou a decisão de viver do handebol. “Em 2018, fui para um time multicampeão, estive com grandes atletas, que sempre foram referência para mim. Foi ali, aos 19 anos, que eu vi que queria me tornar profissional e viver disso. Quando a gente sai de casa, abdica de muitas coisas para viver esse sonho. Muitos desistem na metade do caminho e eu sempre tive força e muita vontade para chegar onde estou hoje”, argumentou.

Hoje, a armadora defende o Gjorche Petrov, de Skopje, capital da Macedônia do Norte, onde tem contrato até maio do ano que vem. A chegada até o país foi intermediada pela grande Duda Amorim, já eleita melhor do mundo. “É uma liga muito boa. E ter a Duda como referência e me indicando, é mais que um sonho”.

Em terras macedônicas, a goiana divide casa com outras duas brasileiras, o que ajuda na adaptação. Para o período de contrato, ela ainda espera ganhar a liga local, a Europa Cup e disputar a Champions League. Mas, claro, também há metas pessoais. “Quero evoluir técnica, tática e mentalmente”, define.

Raízes

Itaguaru tem, segundo o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 4.904 habitantes. É uma cidade pequena, mas como Thalyta como um grande orgulho. A jovem reconhece o que fez pelo município e lembra o carinho que todos têm com ela. Segundo a atleta, o sucesso também representa honrar as origens.

“Por ser uma cidade pequena, é muito importante. Acho que ninguém na cidade nunca alcançou o que eu estou alcançando hoje. Levar o nome de Goiás e de Itaguaru para o mundo é muito importante. Se depender de mim, quero sempre levar minhas origens comigo e representá-las muito bem”, disse.

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