Jovem e estudioso, Raphael Miranda planeja carreira e avalia sucesso no Trindade

Aos 33 anos, o técnico conhecido como Rafinha levou o Tacão a melhor campanha entre os goianos na última Copinha

Treinador se concentra em cursos da CBF e ainda não sabe se continuará no Trindade. (Foto: Campeões do Futuro)
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Atlético, Goiás e Vila Nova. As três potências do futebol goiano não foram páreo ao Trindade na Copinha 2019. A equipe da terra do Divino Pai Eterno foi a melhor entre as delegações goianas. Tudo isso graças a um modelo de trabalho nas categorias de base que preza pela continuidade do trabalho. O Trindade sub-20 é comandado pelo técnico Raphael Miranda, conhecido como Rafinha, há três anos no clube.

Trindade foi eliminado na terceira fase da Copinha. Relembre!

Na Copa São Paulo, o Tacão chegou à terceira fase – eliminado pelo Figueirense. Foi a melhor campanha da história do clube que foi líder na fase de grupos na chave com o atual campeão Flamengo. Sem saber se seguirá na equipe da região metropolitana de Goiânia, Rafinha falou em entrevista exclusiva (ouça abaixo) ao Esporte Goiano, quando o treinador compareceu na última semana no Encontro de Gigantes. Planos para o futuro, análise da Copa São Paulo, trajetória no futebol foram alguns dos pontos tratados.

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Ouça o áudio da entrevista na íntegra:

Leia os principais pontos da entrevista de Raphael Miranda:

Campanha na Copinha

Estou no terceiro ano de Trindade. E realmente foi a equipe com o menor investimento (entre os goianos), só que com a continuidade de trabalho provamos que dá certo. Temos uma comissão técnica capacitada e uma diretoria que dá suporte. Atletas que querem vencer na vida também. A prova do resultado é isso aí.

Eliminação para o Figueirense

Primeiro um fato histórico. Ser a última das 128 equipes (participantes) a sofrer gol. Aconteceu. Enfrentamos uma grande equipe, pois o Figueirense é extremamente organizado. Na minha análise do desempenho de adversário passada para os atletas, já sabíamos o que iria enfrentar. Era um jogo que não podíamos errar, e infelizmente cometemos erros que antes não tinham acontecido na competição. Acabou nos causando uma derrota pesada, mas que não tira o brilho da campanha.

Trabalho do Trindade na base

É um projeto há quatro anos. Tem sequência e melhorias a cada ano. A cada temporada, é mais espaço para os atletas no profissional. Qualificando a comissão técnica não com trocas, mas trazendo profissionais de outras áreas. E também é consequência da captação. Buscamos atletas de várias regiões do Brasil, e temos suporte – alimentação e alojamento bom para os jogadores. Juntando isso e o apoio da diretoria, é o resultado que o Trindade vem tendo.

Início no sub-20

Quando fui convidado ao Trindade, pelo diretor Maurinho (hoje no Atlético), não tinha trabalhado no sub-20. Foi uma aposta no meu trabalho. Com muito empenho, melhorei a cada ano. Na primeira temporada, conquistei o título do Campeonato Goiano. No segundo ano, uma convocação para comandar a Seleção Goiana. E agora no terceiro esse feito de fazer uma grande Copa São Paulo. 18º lugar entre 128 equipes é um fato fantástico para o clube.

Próximos passos de Raphael Miranda

Farei o curso da CBF, licença B no final do mês. Dia 27 estou indo para São Paulo para esse curso. Até para capacitar o conhecimento científico, a parte teórica. O futuro eu deixo nas mãos de Deus. Tenho que sentar com a diretoria do Trindade, fazer o planejamento desse ano. Se aparecer proposta, passarei para a diretoria e junto com a minha família discutir o que é melhor para a carreira.

Permanência no Trindade

O contrato é ano a ano, mas é na palavra. Fecha a Copa São Paulo e se encerra um ciclo. Agora a gente senta para planejar um ano. Qualquer proposta que me aparece, informo para a diretoria. Não para fazer leilão, mas falo sobre sair ou não. Até então, recebi algumas sondagens, duas propostas concretas, mas sempre optei por continuar. Mas a partir de agora, se aparecer alguma situação, vou analisar o que é melhor.

O início da carreira

Uma coisa da qual me orgulho muito é minha carreira. Comecei na escolinha do Atlético há 11 anos. Foram seis anos no Atlético, com passagens no sub-12, sub-13 e sub-15. Títulos goianos em todas as categorias de base. Trabalhei com o Adson também no sub-17. Quando saí de lá, foram seis meses de Jardim América no sub-17. Depois, um ano de Vila Nova no sub-15 e sub-17 na Copa BH. Acabei retornando para o Jardim América por seis meses e agora três anos de Trindade.

Carreira no profissional?

É, fiz todo o processo. Tive a passagem pelo Trindade no profissional na Divisão de Acesso no ano passado. Mas não é a minha meta. Ainda tenho muito a aprender na base e ensinar. Nos próximos cinco a oito anos, meu planejamento é seguir na base. Não só em Goiás, mas tenho o objetivo de trabalhar em outros estados. Sou novo ainda, então depois penso em profissional. Não tenho pressa.

Capacitação como técnico

Sou graduado em Educação Física. Consegui concluir o curso e agora já procuro cursos. Faço a Licença B e posteriormente estou na dúvida. Ou faço licença A na CBF ou curso na Argentina. De qualquer forma, a tendência é investir bastante nessa parte teórica.

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