Dispensado, Francesco revela conversa que teve com diretoria e não poupa críticas a FGF

Foto: Douglas Monteiro/Vila Nova FC
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Após a paralisação do Campeonato Goiano devido ao coronavírus, os futuro dos atletas virou um grande ponto de interrogação para os clubes. Sem condições financeiras para manter o elenco, algumas equipes dispensaram os jogadores.

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O Vila Nova começou a fazer ajustes em seu elenco. Até agora a equipe dispensou seis jogadores. Um dos mais experientes do elenco, Francesco puxou a fila das saídas no colorado. Em entrevista ao repórter Alex Rodrigues, da Rádio CBN, o atleta diz ter ficado chateado com a dispensa, mas que entende devido ao momento que vive a equipe.

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“Fiquei chateado com essa decisão. É um clube que tenho carinho muito grande, sempre me dediquei. Eu fui pego de surpresa quando me chamaram para rescindir o contrato. Como atleta e funcionário eu tenho que cumprir as ordens do presidente. A gente sabe das dificuldades, mas também a parte financeira do clube não é fácil”, falou o atleta sobre a sua dispensa.

O atleta revelou ter conversado com Hugo Jorge Bravo, presidente do clube e Wagner Bueno, diretor de futebol. Segundo o jogador, uma das justificativas para a dispensa foi a pandemia causada pelo coronavírus e que, da parte da parte dele, houve uma compreensão.

“O Hugo Jorge Bravo e o Wagner Bueno, que jogamos juntos e temos um vínculo de amizade. A gente sentou pra conversar, eles me passaram a situação do clube. Eu como atleta e pessoa entendi a dificuldade do clube, da importância de dar uma reduzida na folha salarial. Eu não queria sair, porque tenho um carinho pelo clube, mas o presidente me mostrou que com essa pandemia do coronavírus a situação ia ficar muito difícil”, falou o atleta sobre o teor da conversa que teve com os dirigentes.

Problemas financeiros do Vila

Na conversa com Hugo Jorge Bravo e Wagner Bueno foi exposto os problemas financeiros do clube, mas o jogador disse que não sabe mensurar o tamanho do problema nos cofres colorados. No entanto, o atleta elogiou a atual diretoria que vem tentando solucionar a dificuldade que passa o clube.

“Não tenho propriedade para falar a dimensão disso. Isso vem de anos, de pessoas que passaram no clube e não ligaram pro Vila, mas para si próprios. As pessoas que estão lá estão correndo no dia a dia, eu vejo a batalha do presidente, do vice presidente e de vários outros que correm atrás para recursos, negociando dívidas trabalhistas de anos e anos que ficaram para trás. No ano passado entrou dinheiro no clube, mas eu brinco: onde está o dinheiro?

Hoje não se faz futebol sem dinheiro, é difícil. Quando você vê pessoas que estão no dia a dia correndo atrás, lutando, você também vê pessoas criticando, sendo do contra. Eu acho que as pessoas ao invés de criticar, poderiam ajudar. Se não puder ajudar, também não atrapalha e no Vila eu vejo muito isso. Eu tiro o chapéu para as pessoas que estão lá e pegaram o clube do jeito que está”, elogiou o atleta a atual diretoria do Vila Nova.

Críticas à Federação Goiana de Futebol

Até o momento, o Vila dispensou seis atletas. Francesco acredita que novos atletas irão ser dispensados, mas que a equipe também irá precisar fazer contratações. No entanto, o atleta não poupou críticas a Federação Goiana de Futebol. Segundo ele, falta apoio por parte da FGF, o que torna o campeonato, para ele, um dos piores do Brasil.

“Pelo que o presidente me passou, a situação não é boa, não é fácil. Vai ter que vir atletas, mas vai ter que contratar menos e sair mais jogadores. O clube necessita de recursos. A federação não ajuda a gente em nada. Eu, como um jogador mais rodado, disputei o Campeonato Mineiro e eles dão um milhão para os times do interior, no Campeonato Paulista dão mais que esse valor. Aqui a gente não tem isso, nosso campeonato hoje é um dos piores do Brasil”, criticou o atleta a Federação Goiana de Futebol.

Futuro

Sobre o futuro, o atleta diz temer, não só por ele, mas por todos os atletas que perderam o emprego.

“Não temo só por mim, mas por todos os atletas que estão desempregados. Atletas da Aparecidense, Goianésia, Goianésia, são muitos jogadores. A gente não tem suporte de ninguém no nosso dia a dia. Eu tenho as minhas coisas, mas tem muitos atletas que dependem do futebol e não sabem o que fazer”, teme o atleta sobre o futuro dos companheiros de profissão.

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