Em meio a indefinição de calendário, clubes ainda buscam acordos com os atletas

Arte: Willian Rommel/EG
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A pandemia causada pelo coronavírus trouxe indefinição sobre o futuro do futebol ao redor do mundo. Em Goiás não é diferente. O Campeonato Goiano está suspenso desde o último dia 17 de março. No momento, atletas e clubes buscam um acordo para pagamento de salários, principalmente aqueles que tem calendário até o final da temporada.

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Em entrevista ao repórter Alex Rodrigues, da Rádio CBN, Arlete Mesquita, advogada do Sindicato dos Atletas Profissionais do Estado de Goiás (SINAPEGO), explicou como está a situação da negociação entre clubes e atletas.

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“Neste momento alguns clubes estão junto ao sindicato tentando um acordo coletivo, exatamente para definir essa situação em relação ao contrato dos atletas. Já recebemos uma proposta encaminhada por três clubes, ouvimos os atletas e retornamos com uma contraproposta e neste momento estamos tentando uma negociação que atenda clubes e atletas. Como nós estamos em tratativa, eu não posso me ater aos termos exatos. Há uma proposta de redução salarial, nós recebemos essa proposta, avaliamos juntamente com os atletas e oferecemos uma contraproposta que está sendo analisada pelos clubes”, explicou a advogada do SINAPEGO como está a negociação neste impasse.

Retorno do Goianão

Desde a suspensão do Campeonato Goiano, não houve discussão sobre data para retorno. Em relação a isso, a advogada é bastante cautelosa sobre o assunto, afinal de contas a pandemia ainda irá entrar em fase crítica aqui no país. Arlete também salientou que irá pedir para a federação socorrer os clubes.

“Com relação ao retorno do campeonato é prematuro, pois estamos no início da curva da pandemia. Sobre os acordos coletivos, nós esperamos que os que já apresentaram proposta, a gente consiga resolver o mais rápido possível. Os clubes do interior, os presidentes, diretoria estão entrando em contato. Nós não vamos deixar que a federação não socorra esses clubes, está na pauta fazer um pedido para a federação, mas tudo muito incipiente. Não sabemos como se dará o futuro, estamos em quarentena e poderá será alargada”, finalizou a advogada.

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