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domingo, junho 16, 2024
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Conheça o Rugby em Cadeira de Rodas!

Você já ouviu falar do Rugby em Cadeira de Rodas?! Para conhecer um pouco mais dessa modalidade, o Esporte Goiano entrevistou Veridiana Albuquerque, profissional do rugby com passagens nos clubes: Goianos Rugby e Xavantes UFG; onde atuou como jogadora e membra da comissão técnica das equipes; e entusiasta da modalidade paralímpica do rugby.

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O Rugby em Cadeira de Rodas nasceu na década de 1970, em Winnipeg, no Canadá, e foi desenvolvido para atletas com tetraplegia, paralisia cerebral, sequelas de poliomielite, amputações e deformidades nos membros. No entanto, a modalidade só foi aparecer nos Jogos Paralímpicos de Atlanta em 1996, como esporte de demonstração. A estreia oficial ocorreu quatro anos depois, nas Paralímpiadas de Sydney em 2000.

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O Rugby em Cadeira de Rodas brasileiro

No Brasil, a modalidade é administrada pela Associação Brasileira de Rugby em Cadeira de Rodas (ABRC) e conta com 11 equipes devidamente afiliadas, mesmo em pouco tempo de existência.

“A modalidade chegou ao Brasil em 2005 com a realização do Jogos Mundiais em Cadeira de Rodas e Amputados. Mas a Associação Brasileira de Rugby em Cadeira de Rodas só foi fundada em março de 2008, com a parceria do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). No mesmo ano (2008), o Brasil participou do Torneio Pré-Paralímpico, no Canadá, e do primeiro torneio das Américas, o Torneio Maximus na Colômbia”, disse Veridiana Albuquerque.

Foto: Alexandre Urch/MPIX/CPB

Graças ao esforço e dedicação da ABRC e dos próprios paratletas, em 2016 a seleção brasileira de Rugby em Cadeira de Rodas garantiu presença nos Jogos Paralímpicos do Rio.

O Brasil na estreia das Paralímpiadas, ficou na oitava posição, saindo sem vencer, mas mostrando grande evolução para uma modalidade que na época tinha somente 8 anos de existência no país.

No estado de Goiás não existem equipes de Rugby em Cadeira de Rodas, mas em Brasília/DF existem duas equipes da modalidade: Associação Esportiva e Cultural Brasília Quad Rugby e Associação de Centro de Treinamento de Educação Física Especial.

As regras do jogo

Os jogos são disputados em quadras com dimensões similares a do basquete, isto é 15m de largura por 28m de comprimento; além disso é utilizada uma bola semelhante à do voleibol. Há dois tipos de cadeiras de Rugby, uma de defesa e outra de ataque, com estruturas totalmente diferentes. O objetivo é passar da linha do gol com as duas rodas da cadeira e a bola nas mãos.

Foto: Daniel Zappe/CPB/MPIX

As equipes são compostas por até 12 jogadores, sendo quatro atletas em quadra. Cada partida é disputada em 4 tempos, ou períodos, de 8 minutos e o cronômetro regressivo é paralisado cada vez que a bola para por falta, por ter saído da quadra ou por ter sido marcado um gol.

Com o objetivo de garantir uma competição justa, nos esportes adaptados os atletas são classificados de acordo com de acordo com seu nível de capacidade funcional. Especificamente no rubgy em cadeira de rodas, os atletas podem ser classificados em setes classes (0.5, 1.0, 1.5, 2.0, 2.5, 3.0 e 3.5), assim, quanto maior o nível de capacidade funcional, maior a pontuação do atleta, como nos explica a especialista.

“A classificação funcional dos atletas é obtida por meio de um sistema de avaliação complexo e minucioso. Em primeiro lugar, a banca de classificação funcional (profissionais de saúde especializados em esporte adaptados) realiza uma triagem afim de identificar a preservação da força muscular, flexibilidade, sensibilidade dos membros e troncos dos atletas. Posteriormente, cada atleta é então solicitado a reproduzir movimentos e habilidades típicas do esporte, tais quais, deslocamentos na cadeira, movimentação em quadra e manipulação. Por último, é realizada uma análise de execução das habilidades de manuseio de bola e cadeira de rodas do atleta em quadra, durante o jogo real. Somente ao final das três etapas é possível identificar o nível funcional do atleta”, explicou Veridiana.

Uma curiosidade é que normalmente os atletas com pontuações mais baixas na classificação, são defensores e os que possuem maiores níveis funcionais atuam no ataque. Além disso, cabe ressaltar que em quadra cada equipe possui quatro jogadores e o somatório da pontuação da classificação desses atletas não pode ultrapassar oito pontos. Para cada mulher em quadra, pode ser acrescentado 0.5 ponto ao limite de pontos da equipe. Com isso o rugby em cadeira de rodas permite que atletas com níveis funcionais e gêneros distintos podem competir juntos.

Confira um vídeo de divulgação do Rugby em Cadeira de Rodas, disponibilizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro!

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Ildeu Iussef
Jornalista em formação (UFG). Produtor dos Programas Esportivos da Rádio Universitária UFG 870 AM. Amante do Esporte!
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