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sábado, fevereiro 21, 2026
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Tetracampeão do JUBs retorna à Indonésia no final do ano

Capitão do time de vôlei da UNOESC-SC tem vasta experiência internacional e é referência para os companheiros dentro de quadra.

Por Matheus Asafe – Especial para o Esporte Goiano

Aos 31 anos, Rodrigo Severino da Silva, mineiro de Belo Horizonte, defendeu a equipe de vôlei da UNOESC/SC pela quinta vez nos Jogos Universitários Brasileiros. Dono da camisa 4, o ponteiro afirma que, no Brasil, com exceção do futebol, os esportes são pouco valorizados e os atletas precisam ter um plano B. O capitão reconhece a importância das competições universitárias e se diz muito grato pela oportunidade de concluir o curso de Administração graças ao esporte. Após os JUBs Goiás, o jogador já está com as malas prontas para defender o Jakarta Elektrik, da Indonésia, pela segunda vez.

A trajetória do jogador no esporte começou cedo, inspirado no ponteiro mineiro Gilson Bernardo. Gilson Mão-de-Pilão era conhecido por saques potentes e consagrado na Seleção Brasileira de Vôlei da década de 90. Rodrigo entrou para a escolinha de vôlei do Clube dos Oficiais da PM/MG aos 14 anos. “No ano seguinte, eu ganhei bolsa de estudos em um colégio para fazer o segundo grau e comecei a jogar pela Federação Colegial”, narra o atleta.

Goianos conquistaram quatro medalhas no último dia de JUBs. Veja!

O jogador conta que teve dificuldades na transição da categoria juvenil para a adulta. “No juvenil, os jogadores são da sua idade para baixo. Já no adulto, se você tem 18 ou 35 anos, é tudo igual”, relata. Com 19 anos, Rodrigo já estava jogando a Superliga pelo time de Araraquara-SP, mas decidiu voltar para Uberlândia e começar o curso de Administração. “Comecei a disputar campeonatos universitários e me destaquei. Com essa visibilidade, pude jogar campeonatos mundiais, sul-americanos e até fora do Brasil”, descreve.

O experiente camisa 4 também jogou por equipes da Colômbia, Líbia, Indonésia e Líbano. Segundo ele, o nível técnico do esporte nesses países é semelhante ao dos times da Superliga B, no Brasil, mas a exigência com os estrangeiros é maior.

Mesmo tendo rodado por clubes do Brasil e em quatro outros países, o JUBs tem um gostinho especial para o capitão por ser o torneio que ele mais vezes foi campeão. “A média de idade da minha equipe é de 22 anos, mas eu consigo aprender muita coisa com eles. Eu tento passar a minha experiência na competição e em momentos difíceis”, ressalta.

Com 17 anos de carreira, os olhos do atleta brilham ao fazer um retrospecto do que o esporte significa para sua vida. “Tudo o que eu conquistei até hoje foi através do esporte. Em momentos difíceis, eu faço um feedack das coisas que já passei e que já ganhei até hoje e agradeço muito ao voleibol”, enaltece.

No JUBs 2017, o time da Universidade do Oeste de Santa Catarina, de Chapecó-SC, perdeu a final para a equipe da UNIP-SP e ficou com a medalha de prata. Rodrigo, que buscava o pentacampeonato, revela que não dará adeus aos jogos, apesar da ida à Indonésia. “Ano passado, comecei a fazer Engenharia Civil, paralelo com a Administração”. Talvez eu ainda consiga jogar mais alguns JUBs”, encerra.

Vitor Monteirohttps://esportegoiano.com.br/
Jornalista formado pela UFG (Universidade Federal de Goiás). Co-fundador do site Esporte Goiano e repórter da TV Record Goiás. Trabalhou também na Conmebol TV, CBF TV, Dazn, SportyNet, Canal Nosso Futebol, TV Brasil Central, Rádio Positiva FM. Rádio Universitária 870 AM, TV UFG, Rádio 730/Portal 730, Rádio e TV Sagres, jornal O Popular, MyCujoo, Eleven Sports, CBDU e Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel) de Goiás.
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