Após a derrota por 2 a 0 para o Vila Nova, no clássico pela 27ª rodada da Série B, o técnico Mozart reconheceu que o Goiás teve dois tempos distintos e assumiu a responsabilidade pelo resultado. Para o treinador, a equipe conseguiu controlar a partida na primeira etapa, mas não manteve o mesmo nível depois do intervalo.
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“Derrota é sempre dolorosa, tratando de um clássico mais ainda. Mas eu não tenho problema algum em assumir as minhas responsabilidades”, afirmou.
Mozart também apontou as falhas defensivas nos dois gols do Vila Nova. Segundo ele, a comissão sabia da capacidade de infiltração do adversário, mas o Goiás não conseguiu controlar as jogadas que terminaram nos gols de Hayner e André Luís.
“Nós sabíamos que o João tem essa capacidade de infiltração. Acabou que a primeira infiltração é do Hayner, a segunda é do João Vieira. E nós sabíamos que era uma jogada importante deles. Infelizmente não conseguimos controlar essas duas jogadas e tomamos dois gols.”
O treinador também explicou as escolhas nas substituições. Mozart afirmou que buscou ganhar presença no meio-campo diante da saída de três adotada pelo Vila Nova. Jean Carlos entrou durante o segundo tempo e, segundo o técnico, teve boa participação.
“Eu queria ter um jogador a mais no meio. (…) O Jean entrou muito bem no jogo, criou boa chance para nós. A leitura basicamente é essa, para nós tentarmos ganhar o meio.”
Mesmo com o Goiás cada vez mais distante da briga pelo G6, Mozart afirmou que não pretende desistir. O treinador lembrou experiências anteriores na carreira para reforçar a confiança em uma reação nas 11 rodadas restantes.
Mozart reconheceu que a situação é difícil, mas destacou que ainda há 33 pontos em disputa. Ele citou o Goiás de 2023, que terminou aquela Série B com uma sequência de sete vitórias, como exemplo de que uma reação é possível.
“É difícil, é óbvio que é difícil, mas não é possível? Então, nós temos que ter unidade. (…) Mas desistir, jamais.”


