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quinta-feira, agosto 27, 2026
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Giovannoni aponta caminhos para Goiânia voltar a ter protagonismo no basquete brasileiro

Multicampeão pelo Brasília e um dos principais jogadores do basquete brasileiro na história recente, Guilherme Giovannoni conhece de perto a força que o esporte já teve no Centro-Oeste. Hoje comentarista da ESPN, o ex-atleta conversou com exclusividade com o repórter Vítor Monteiro, do Esporte Goiano, e avaliou o momento da modalidade, além de falar sobre a possibilidade de Goiânia voltar a ter uma equipe masculina competitiva no cenário nacional.

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Para Giovannoni, a retomada passa menos por grandes investimentos imediatos e mais pela construção de um projeto sustentável. O ex-jogador lembra que a capital já demonstrou capacidade de mobilizar o público e acredita que existe espaço para recuperar essa relação com o torcedor. “Acho que é resgatar um pouco dessa história, né? E acho que Goiânia precisa de passos sólidos, não precisa de passos grandes. Eu acho que começar projeto, pensar no longo prazo”, afirmou.

Ele também destacou o potencial da cidade como polo esportivo e citou a resposta das arquibancadas quando Goiânia teve representantes no basquete nacional. “É uma cidade que, quando teve time aqui, levava muita gente no ginásio. Então, se for com essa mentalidade de um projeto de longo prazo, eu acho que Goiânia poderia, sem dúvida alguma, resgatar o basquete masculino aqui.”

Durante a conversa, Giovannoni também analisou o atual momento do basquete internacional. Um dos assuntos foi o Chicago Bulls, que terá o brasileiro Tiago Splitter no comando. Para ele, a chegada do treinador representa uma mudança importante de direção para uma franquia que vinha convivendo com resultados abaixo das expectativas. “O Chicago finalmente parece que está tomando um rumo interessante. Nos últimos anos, realmente, você não sabia para onde ia esse time”, avaliou.

Giovannoni acredita, porém, que o processo no Bulls será gradual. A equipe tem um elenco jovem e, segundo ele, ainda não deve brigar imediatamente pelas primeiras posições, principalmente diante do equilíbrio da Conferência Leste. Ainda assim, o brasileiro vê em Splitter a capacidade de desenvolver os jovens jogadores e estabelecer uma identidade para a equipe. “É um time jovem, é um time que tem talento, mas provavelmente esse ano não tem um resultado expressivo. (…) A gente já vai ver algumas mudanças nesse time, de como eles vão jogar, da intensidade que vai ser colocada, de como vão explorar bem os jovens talentos.”

Outro nome brasileiro citado na entrevista foi Raulzinho. Giovannoni destacou o retorno do armador à Seleção e a experiência que ele pode transmitir aos jogadores mais novos. O ex-jogador ainda brincou com a mudança de papéis ao longo das carreiras. “Nós estamos ficando velhos, viu? Porque eu era o mentor do Raulzinho, ele era o garoto e hoje é ele esse cara da experiência”, disse.

Além disso, a conversa também passou pelo futuro do basquete brasileiro e pela necessidade de novas praças voltarem a aparecer no cenário nacional. Para Giovannoni, o desenvolvimento de projetos locais, especialmente com planejamento de longo prazo, pode ser fundamental para ampliar novamente a presença do esporte fora dos grandes centros tradicionais, assim como sugere a retomada em Goiás.

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João Pedro Bolzam
Jornalista em formação. Passagens por MFTV, Rádio UFG e BandNews FM.
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