A Federação Goiana de Futebol repercutiu o caso envolvendo o árbitro Eduardo Tomaz, no clássico Atlético-GO 2×0 Vila Nova, pela ida das semifinais do Goianão, no domingo (22). Uma das filhas do profissional, o acompanhou ao estádio com a camisa do Dragão, o que gerou repercussão negativa. A partida foi marcada por polêmica de um possível pênalti não marcado para o Tigre, em campo.
Mais do Goianão:
Veja a tabela de classificação atualizada do Goianão 2026
Segundo a Federação, a conduta foi “imprópria e desnecessária” e a ação levará a medidas cabíveis como punição ao árbitro. A FGF ainda reiterou que não há permissões para que qualquer profissional leve membros da família ao local de trabalho.
Sobre a não marcação do pênalti, muito reclamado pelo Vila Nova, a entidade não se pronunciou. Veja a nota da federação:
“Sobre os fatos ocorridos após o jogo Atlético x Vila Nova, pela semifinal do Goianão Novo Mundo 2026, a FGF entende que, em relação à presença da filha de um dos integrantes do corpo de arbitragem no estádio, vestindo a camisa de um dos times durante o jogo, apesar de não haver qualquer tipo de ilegalidade no ato e que qualquer cidadão tem o livre direito de torcer e demonstrar a sua torcida por qualquer clube de futebol, a conduta apresentada não reflete o grau de seriedade e profissionalismo exigidos pela FGF e por sua comissão de arbitragem, sendo, portanto, imprópria e desnecessária para um evento da importância de uma semifinal de campeonato.
Reitera-se que não há autorização por parte da FGF para que árbitros e qualquer outro profissional à serviço dos jogos seja acompanhado durante o desempenho de suas funções, principalmente utilizando uniformes de futebol. Medidas administrativas serão tomadas, a fim de garantir que ocorridos desta natureza não voltem a acontecer.”
Federação Goiana de Futebol
POLÊMICA SOBRE PÊNALTI
Em contrapartida o Sindicato dos Árbitros de Goiás, se posicionou sobre o caso da penalidade. A entidade reconheceu que houve o acerto do árbitro Breno Souza e de Eduardo Tomaz, no VAR. Para o sindicato, houve falta, mas fora da área.
“O Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de Goiás vem a público reafirmar que, por princípio institucional, não comenta lances específicos de arbitragem, preservando a imparcialidade e o respeito às competições.
Entretanto, o Sindicato não pode se omitir diante de interpretações que desconsideram o que está claramente estabelecido na Regra 12 – Faltas e Conduta Antidesportiva, da International Football Association Board (IFAB), adotada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
A regra é objetiva ao determinar que o local da infração é definido pelo ponto de contato da falta. Assim, se o primeiro contato ocorre fora da área penal, a infração deve ser marcada fora da área, ainda que o atleta venha a cair dentro. Apenas quando o contato faltoso ocorre dentro da área é que se configura penalidade máxima.
Diversos jornalistas e comentaristas de arbitragem reconhecem que o lance em questão apresenta indícios de contato inicial fora da área. Trata-se de uma jogada minuciosa, de difícil percepção a olho nu, e não há imagem conclusiva e clara que justifique a mudança da decisão tomada em campo.
De acordo com o protocolo do VAR, também estabelecido pela IFAB, o árbitro de vídeo somente deve intervir em casos de erro claro e óbvio, o que não se configura quando as imagens não oferecem evidência inequívoca para alteração da decisão original.
O Sindicato considera inaceitável qualquer tipo de exposição indevida, intimidação ou tentativa de descredibilizar membros da equipe de arbitragem. A forma como determinadas situações vêm sendo tratadas extrapola o debate esportivo e fere o respeito que deve nortear o futebol profissional.
Esperamos que os clubes goianos e seus representantes utilizem mais a razão do que a emoção, compreendendo o valor da arbitragem e respeitando o profissional que se prepara tecnicamente para aplicar as regras do jogo com responsabilidade e equilíbrio.
O Sindicato dos Árbitros do Estado de Goiás reafirma seu apoio integral às decisões de arbitragem, defendendo a atuação daqueles que, com preparo e compromisso, são responsáveis por garantir o cumprimento das regras e a justiça dentro de campo.”
SAFEGO
Acompanhe o EG também nas redes sociais: Facebook, Threads, Bluesky, Twitter, Instagram e Youtube.

