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Aos 52 anos, Waldir Ribeiro busca novo título mundial de Parajiu-Jitsu no Japão

Aos 52 anos, Waldir Ribeiro se prepara para mais um desafio internacional no jiu-jitsu. Entre os dias 3 e 6 de setembro, ele estará em Tóquio, no Japão, para disputar o Mundial da SJJIF e representar Goiás e o Brasil na competição, que também reúne atletas do Parajiu-Jitsu.

A viagem representa mais um capítulo de uma trajetória que começou relativamente tarde no esporte. Aos 32 anos, Waldir iniciou a vida esportiva no basquete em cadeira de rodas, em São Bernardo do Campo, em São Paulo. Ele disputou a Liga Paulista nas temporadas de 2006 e 2007, mas uma lesão no ombro interrompeu temporariamente a atividade.

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Foi durante a recuperação, enquanto praticava natação, que ele conheceu o jiu-jitsu. Em 2011, começou a treinar, mas novamente precisou se afastar por problemas de saúde. No ano seguinte, retornou aos treinos e, em 2013, iniciou a trajetória nas competições.

Nas primeiras disputas, Waldir competia com atletas sem deficiência. Vieram resultados como o terceiro lugar na Copa Shopping Global, o título da Seletiva Paulista, o vice-campeonato paulista e terceiros lugares no Campeonato Brasileiro e no Mundial.

Desde então, o jiu-jitsu passou a ocupar um espaço ainda maior na vida do atleta. Ao longo dos anos, Waldir acumulou cinco títulos mundiais, dois Pan-Americanos, três Sul-Americanos, seis Brasileiros, dois títulos do Centro-Oeste e quatro títulos Goianos.

A experiência acumulada também fez de Waldir uma referência no Parajiu-Jitsu. O próprio atleta destaca a participação na criação e no desenvolvimento da modalidade como parte importante da sua trajetória, especialmente na luta por maior inclusão e representatividade das pessoas com deficiência no esporte.

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“Com a criação e o desenvolvimento do Parajiu-Jitsu, do qual tive a oportunidade de fazer parte, essa referência se tornou ainda mais evidente, especialmente na luta pela inclusão e pela representatividade das pessoas com deficiência dentro do esporte.”

Agora, o desafio é no outro lado do mundo. Waldir encara a competição no Japão não apenas como mais uma oportunidade de buscar uma medalha, mas como a chance de levar a história construída ao longo de anos para um dos grandes palcos internacionais da modalidade.

“Representar Goiás e o Brasil em um campeonato dessa dimensão é, para mim, muito mais do que uma conquista esportiva. É uma responsabilidade e, ao mesmo tempo, a realização de um grande sonho.”

Para o atleta, a participação em Tóquio também pode ajudar a ampliar a visibilidade do Parajiu-Jitsu e incentivar outras pessoas com deficiência a ingressarem no esporte.
“Mais do que buscar uma medalha, quero que minha presença em Tóquio sirva para abrir portas, inspirar outras pessoas com deficiência e mostrar que quando existe oportunidade, dedicação e apoio, não existem limites para os nossos sonhos.”

A história de Waldir, portanto, vai além dos títulos. Agora, ele leva essa trajetória para o Japão em busca de mais uma conquista mundial.

“Vou para o Japão levando comigo uma bandeira, mas também levando uma história. A história de um atleta que começou tarde, enfrentou dificuldades, encontrou no jiu-jitsu um propósito e hoje tem a oportunidade de representar seu estado e seu país no outro lado do mundo.”

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João Pedro Bolzam
Jornalista em formação. Passagens por MFTV, Rádio UFG e BandNews FM.
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