O presidente do Atlético-GO, Adson Batista, deixou a Serrinha satisfeito com a vitória por 1 a 0 sobre o Goiás, neste sábado (26), mas reconheceu que o time sofreu bastante no segundo tempo. Para o dirigente, o Atlético poderia ter construído uma vantagem maior antes do intervalo.
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“O primeiro tempo que o Atlético fez era para sair ganhando de 3 a 0. Mas aí o nosso segundo tempo, nós sofremos pra caramba. Nos últimos 15, 20 minutos, nós baixamos muito a linha e tomamos um sufoco danado”, afirmou.
Adson destacou a competitividade da equipe e elogiou o trabalho de Roger Silva. Segundo ele, as saídas de Netinho e Marrony fizeram o Atlético perder força e assumir uma postura mais defensiva. “Acho que a nossa estratégia foi muito defensiva. Nós perdemos um pouco da nossa essência, que foi a maioria do jogo”, avaliou.
Após a partida, o goleiro Paulo Vítor deixou o gramado gritando em direção ao camarote onde estava Adson. Questionado sobre o episódio, o presidente disse entender a postura do jogador, que já trabalhou com ele, e afirmou que também costuma provocar em clássicos.
“Eu entendi muito bem que ele é doido. Ele é muito doido. Só que eu pilho mesmo. O jogador já trabalhou comigo, sabe que clássico é diferente e clássico, se não entrar com esse espírito aqui, não vai ganhar o jogo”, explicou. O dirigente ainda afirmou “nem gostar de jogadores, e sim do Atlético”, mas que não ficam ressentimentos.
Adson também reclamou da arbitragem de Wilton Pereira Sampaio. Apesar de considerar o árbitro um bom profissional, afirmou que a partida foi excessivamente interrompida no primeiro tempo. “Eu achei que ele picotou muito, muita faltinha, muito caseirão. No segundo tempo deu uma melhorada”, disse.
Com a vitória, o Atlético-GO chegou aos 49 pontos e consolidou a presença no G6. Adson evitou fazer contas por posições mais altas e afirmou que a prioridade é manter o time na zona de acesso. “O Atlético precisa consolidar no G6. Vamos jogo a jogo, mas a confiança é grande.”


