O Atlético-GO registrou um caso de racismo contra o goleiro Paulo Vítor após o empate por 2 a 2 com o Juventude, neste sábado. Segundo o gerente executivo do clube, Júnior Mortosa, o jogador foi alvo de uma ofensa racista de um torcedor que estava próximo ao alambrado, logo depois de sofrer uma falta e se dirigir para buscar a bola.
De acordo com o dirigente, o torcedor disse: “Vamos jogar, macaco”. Paulo Vítor comunicou o episódio imediatamente à arbitragem, que registrou o caso na súmula. O policiamento também foi acionado e fez um boletim de ocorrência.
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“Eles anotaram mais ou menos o momento que foi. Eles vão buscar nas câmeras, porque o estádio é todo equipado com câmeras, para ver se identifica esse torcedor que teve esse ato de racismo”, explicou Mortosa.
O dirigente afirmou que Paulo Vítor foi acompanhado até o policiamento para relatar o episódio. O responsável pela logística do estádio, Alfredo Jaconi, também auxiliou o clube durante o procedimento.
O caso aconteceu no final. O Atlético-GO abriu o placar, sofreu a virada e buscou o empate nos minutos finais, em uma partida marcada por muita tensão. Segundo Mortosa, a denúncia de racismo aumentou a revolta dos jogadores.
“Infelizmente aconteceu esse episódio com o Paulo, e aí isso aflorou mais ainda o nervo dos jogadores”, afirmou.
Após a partida, Mortosa disse que conversou com o goleiro e tentou tranquilizá-lo antes do retorno para Goiânia. O dirigente também reforçou a gravidade do episódio.
“Isso é inadmissível. Não só por ser um companheiro, mas porque isso não pode estar presente no nosso dia a dia, em qualquer lugar onde você esteja”, declarou.


