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terça-feira, janeiro 26, 2021
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Em sua 7ª Copinha, Augusto César se vê mais maduro e promete Goiás ofensivo

Há quase sete anos, Augusto César comandou o Goiás na campanha mais brilhante da história do clube na Copa São Paulo. Em 2013, na geração de Paulo Henrique, Clayton Sales, Lineker e Erik, o Verdão foi vice-campeão sob a batuta do então estreante em Copinhas.

De lá para cá, Augusto esteve à frente do Esmeraldino em outras quatro edições da principal competição de base do país, entre campanhas que pararam na fase de grupos e outras que foram até, no máximo, às oitavas. Na sua quinta participação como técnico, o profissional não apenas se vê mais experiente, mas também nota um futebol muito diferente daquele que era praticado há sete anos.

– O que muda é a mais a experiência. Conta muito o grupo que você tem. O grupo hoje é totalmente diferente do primeiro. O futebol mudou muito de 2013 para cá. Hoje as categorias de base são mais organizadas taticamente. Os adversários, mesmo os pequenos, já têm estratégia bem definidas. A base ficou muito profissional, com investimento muito grande. De lá para cá, não só eu mudei, mas o futebol também mudou muito – avaliou.

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Em 2020, a marca esmeraldina será a ofensividade. De acordo com Augusto, todo o trabalho de base é pensado para que os atletas se acostumem a um futebol propositivo.

– Eu já treinei time pequeno e você tem que trabalhar com o grupo que tem. Em times grandes como o Goiás, a filosofia é sempre impor o jogo. A gente planta isso. Os companheiros de comissão técnica dizem que eu tenho um grande defeito, que eu sou muito ofensivo. Mas se você está num clube grande, tem que trabalhar com essa filosofia. De maneira alguma é jogar de maneira reativa. Você procura impor o jogo. Trabalhando assim, você com certeza vai revelar jogadores com mais qualidade técnica e acostumados a impor a jogo – expôs o comandante.

Liberdade de esquema

Muitos clubes, no Brasil e no mundo, adotaram a estratégia de uniformizar padrões táticos desde a base até o profissional. No Goiás, os treinadores da base têm a liberdade de utilizarem seus sistemas e isso, de acordo com Augusto, é um fator fundamental na formação do atleta.

– Alguns clubes considerados grandes no Brasil fazem isso, mas eu sou totalmente contra. Cada treinador tem seu pensamento de jogo. Assim, os atletas não ficam vinculados a somente um sistema. Eles aprendem a jogar em vários sistemas. Sou contra essa moda de que, se o profissional joga de um jeito do sub-1 ao sub-20 você tem que jogar assim. Eu acho importante manter a filosofia do clube de jogar para a frente, mas acho errado a manutenção de só um sistema – comentou.

Elenco, cobrança e objetivos

A rotatividade na categoria sub-20 foi muito grande no último ano. O treinador lembrou que vários atletas estouraram a idade e outros, mesmo ainda dentro da faixa etária da Copinha, serão aproveitados no profissional, como o zagueiro Heron e os meio-campistas Figueira e Breno. Diante disso, o Verdão terá um plantel ainda mais rejuvenescido, com adições do sub-17, na Copa São Paulo.

– Nós jogamos o Campeonato Goiano com uma equipe e hoje temos outra na mão. Alguns, cerca de 10 atletas, estouraram a idade. Para preencher essas lacunas, tive que ir buscar atletas do sub-17. Estou indo com um time muito novo. Isso não quer dizer que o time não seja bom. Com esse time novo, tenho que ter um sistema que eu pressiono o adversário rápido e consiga voltar rápido. Estou adaptando isso para que consigamos surpreender os adversários na Copa São Paulo. Acredito bastante nesse time – ponderou.

Com investimentos cada vez maiores, a base também viu a cobrança crescer. No Goiás, Augusto César destaca que a pressão por resultados e desempenho não vem apenas da direção, mas da própria comissão técnica e também dos atletas.

– Essa cobrança é importante para que a gente procure estar sempre no máximo. Essa pressão também é a que os atletas vão encontrar quando estiverem no profissional. Quanto mais situações pudermos fazer esses jovens passar, melhor – opinou.

Em 2020, na sua quinta Copinha, Augusto sonha repetir o início e voltar à final. Ele, porém, sabe que o caminho é árduo. “A gente tem sempre procurado subir degraus. O que temos feito é buscar título. O primeiro objetivo é passar da primeira fase. Depois disso, vamos buscar o ápice, que é chegar novamente à uma final”, destacou.

Rafael Tomazeti
Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Fã de esportes e apaixonado pelo estado de Goiás. Trabalhou na Rádio Universitária 870 AM, TV UFG, Rádio 730/Portal 730 e Jornal Diário do Estado.
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