Tetracampeão do JUBs retorna à Indonésia no final do ano

Capitão do time de vôlei da UNOESC-SC tem vasta experiência internacional e é referência para os companheiros dentro de quadra.

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O ponteiro da equipe catarinense cultiva uma barba cheia que impõe a sua experiência dentro das quadras (Foto: Be Nice).

Por Matheus Asafe – Especial para o Esporte Goiano

Aos 31 anos, Rodrigo Severino da Silva, mineiro de Belo Horizonte, defendeu a equipe de vôlei da UNOESC/SC pela quinta vez nos Jogos Universitários Brasileiros. Dono da camisa 4, o ponteiro afirma que, no Brasil, com exceção do futebol, os esportes são pouco valorizados e os atletas precisam ter um plano B. O capitão reconhece a importância das competições universitárias e se diz muito grato pela oportunidade de concluir o curso de Administração graças ao esporte. Após os JUBs Goiás, o jogador já está com as malas prontas para defender o Jakarta Elektrik, da Indonésia, pela segunda vez.

A trajetória do jogador no esporte começou cedo, inspirado no ponteiro mineiro Gilson Bernardo. Gilson Mão-de-Pilão era conhecido por saques potentes e consagrado na Seleção Brasileira de Vôlei da década de 90. Rodrigo entrou para a escolinha de vôlei do Clube dos Oficiais da PM/MG aos 14 anos. “No ano seguinte, eu ganhei bolsa de estudos em um colégio para fazer o segundo grau e comecei a jogar pela Federação Colegial”, narra o atleta.

Goianos conquistaram quatro medalhas no último dia de JUBs. Veja!

O jogador conta que teve dificuldades na transição da categoria juvenil para a adulta. “No juvenil, os jogadores são da sua idade para baixo. Já no adulto, se você tem 18 ou 35 anos, é tudo igual”, relata. Com 19 anos, Rodrigo já estava jogando a Superliga pelo time de Araraquara-SP, mas decidiu voltar para Uberlândia e começar o curso de Administração. “Comecei a disputar campeonatos universitários e me destaquei. Com essa visibilidade, pude jogar campeonatos mundiais, sul-americanos e até fora do Brasil”, descreve.

O experiente camisa 4 também jogou por equipes da Colômbia, Líbia, Indonésia e Líbano. Segundo ele, o nível técnico do esporte nesses países é semelhante ao dos times da Superliga B, no Brasil, mas a exigência com os estrangeiros é maior.

Mesmo tendo rodado por clubes do Brasil e em quatro outros países, o JUBs tem um gostinho especial para o capitão por ser o torneio que ele mais vezes foi campeão. “A média de idade da minha equipe é de 22 anos, mas eu consigo aprender muita coisa com eles. Eu tento passar a minha experiência na competição e em momentos difíceis”, ressalta.

Com 17 anos de carreira, os olhos do atleta brilham ao fazer um retrospecto do que o esporte significa para sua vida. “Tudo o que eu conquistei até hoje foi através do esporte. Em momentos difíceis, eu faço um feedack das coisas que já passei e que já ganhei até hoje e agradeço muito ao voleibol”, enaltece.

No JUBs 2017, o time da Universidade do Oeste de Santa Catarina, de Chapecó-SC, perdeu a final para a equipe da UNIP-SP e ficou com a medalha de prata. Rodrigo, que buscava o pentacampeonato, revela que não dará adeus aos jogos, apesar da ida à Indonésia. “Ano passado, comecei a fazer Engenharia Civil, paralelo com a Administração”. Talvez eu ainda consiga jogar mais alguns JUBs”, encerra.

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